A Pastoral Carcerária da Diocese de Petrópolis foi homenageada na noite de 23 de junho pela Câmara Municipal de Petrópolis com o Prêmio Padre Quinha, em sessão solene presidida pelos vereadores Thiago Damaceno e Gil Magno. A homenagem reconheceu a atuação da pastoral e de seus agentes no acompanhamento de pessoas privadas de liberdade, de suas famílias e na defesa da dignidade humana dentro e fora das unidades prisionais.

Além da pastoral, também foram homenageados o defensor público Cleber Francisco Alve e o coordenador do projeto Sadia, José Antônio Damasceno. A Pastoral foi representada pelo seu coordenador diocesano, diácono permanente Paulo César da Costa, e os agentes Paulo Roberto da Silva Ferreira, Arialdo Carvalho e Marilda das Graças. O bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, foi representado pelo secretário executivo da coordenação diocesana de pastoral e assessor para projetos, diácono permanente Marco Carvalho.
Durante a sessão, os vereadores destacaram o significado do prêmio, criado para reconhecer pessoas e instituições com trajetória marcada pelo compromisso social. Ao lembrar a vida e a missão do Padre Quinha, referência de serviço aos mais pobres e excluídos, os parlamentares ressaltaram que a homenagem também é um chamado à continuidade de ações voltadas aos mais vulneráveis.

A atuação da Pastoral Carcerária ganha ainda mais relevância diante do cenário carcerário brasileiro, marcado por superlotação, precariedade estrutural, violência, dificuldades de ressocialização e forte vulnerabilidade social entre os detentos. Nesse contexto, o trabalho pastoral se torna uma ponte de acolhimento, escuta e esperança, levando presença humanizadora onde muitas vezes predominam o abandono e a invisibilidade.
Em sua fala, o diácono Paulo César da Costa lembrou que a missão da pastoral nasce do Evangelho e do compromisso com os que vivem “com a liberdade condicionada”. Ele destacou ainda o apoio da Diocese e a importância de visitar, ouvir e acompanhar os presos e seus familiares, citando o trabalho realizado nas unidades prisionais de Magé, como o Romero Neto, o Hélio Gomes e a Colônia Agrícola.

Já o defensor público Cleber Francisco Alves, também homenageado, recordou a origem da pastoral na Diocese de Petrópolis e sua participação na articulação das primeiras iniciativas ligadas ao cuidado pastoral no sistema prisional. Emocionado, afirmou que o prêmio representa a memória e o legado do Padre Quinha, além de valorizar o esforço de todos os que permanecem dedicados a essa missão.
A homenagem na Câmara Municipal reforça o reconhecimento público a um trabalho que vai além da assistência religiosa. A Pastoral Carcerária atua como presença concreta da Igreja junto às pessoas encarceradas, defendendo direitos, promovendo dignidade e ajudando a construir caminhos de reinserção social. Em um país que ainda enfrenta graves desafios no sistema prisional, sua ação permanece fundamental.






