No dia 11 de junho, memória litúrgica de São Barnabé, a Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Areal, viveu uma noite de grande alegria com a celebração da missa em que 99 jovens e adultos receberam o sacramento da Crisma. A Eucaristia foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, e concelebrada pelo pároco, padre José Celestino Coelho, pelos vigários paroquiais de Areal, padre Rodolfo Rebello Martins e padre Pedro Paulo de Carvalho Rosa, e pelo pároco de Santo Antônio, no Alto da Serra, e coordenador diocesano de Pastoral, padre Alexander de Brito Silva.

Com a presença de amigos, familiares e da comunidade paroquial, os crismandos renovaram publicamente sua fé em Jesus Cristo e renunciaram a tudo o que os afasta de Deus, assumindo o compromisso de viver como discípulos missionários.
Em sua homilia, Dom Joel destacou o significado de receber a Crisma justamente na memória de São Barnabé, apresentado por ele como modelo para os novos crismados. O bispo lembrou que Barnabé, citado nos Atos dos Apóstolos, foi um homem “atuante na Igreja”, cheio do Espírito Santo, de coração bom e disponível à missão, que soube incentivar e acompanhar São Paulo no início de sua caminhada apostólica.

Ao resumir o que significa ser crismado, Dom Joel afirmou que receber a Confirmação é “ser como São Barnabé”: deixar o Espírito Santo agir, tornar-se “gente de Igreja”, amar o Corpo de Cristo e viver a fé de forma madura, testemunhando o Evangelho com palavras e obras. Ele alertou que a Crisma “não é formatura”, mas início de uma nova etapa de responsabilidade na vida cristã, em que o fiel é chamado a anunciar o Reino de Deus com o próprio jeito de ser, praticar a caridade, enfrentar o mal com a força do Espírito Santo e viver a gratuidade, “dando de graça o que de graça recebeu”.

Recordando a oração da missa, o bispo ressaltou que Deus preparou São Barnabé, “cheio de fé e do Espírito Santo”, para converter as nações, e convidou os crismados a deixarem-se conduzir pelo mesmo Espírito, para que o Evangelho de Cristo seja anunciado fielmente por meio deles.
No rito da luz, Dom Joel pediu que os crismandos erguessem bem alto as velas acesas, recordando as palavras de Jesus de que ninguém acende uma lâmpada para escondê-la, mas para iluminar a todos. O gesto simbolizou o compromisso de cada um de deixar brilhar a luz de Deus recebida no coração, ajudando os irmãos a caminharem guiados pela mão do Senhor.






