A solenidade de Pentecostes foi celebrada com grande alegria na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Parada Modelo, Guapimirim, no último dia 24 de maio. Em missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, 38 jovens e adultos receberam o sacramento da Crisma, marcando um momento especial para toda a comunidade paroquial.
O administrador paroquial, padre Caio Martins Faria, agradeceu a presença do bispo e ressaltou a importância de seu ministério episcopal para a vida da paróquia. A assembleia manifestou sua alegria com a celebração, que uniu a festa de Pentecostes à confirmação do compromisso de fé dos crismandos.

Durante a homilia, Dom Joel destacou a escolha da paróquia em celebrar a Crisma justamente na solenidade de Pentecostes. Segundo ele, embora o sacramento possa ser celebrado em diversos momentos do ano litúrgico, a data é especialmente significativa.
“A paróquia fez uma escolha muito interessante. É claro que a gente pode celebrar a Crisma quase em qualquer dia do ano. Porém, o dia mesmo para celebrar a Crisma, o dia perfeito, é hoje. Hoje é a solenidade de Pentecostes”, afirmou o bispo.
Recordando que Pentecostes acontece cinquenta dias após a Páscoa, quando a Igreja celebra a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, Dom Joel explicou o sentido da Crisma como sacramento que comunica a plenitude desse Espírito.
“A Crisma é aquele sacramento, no conjunto dos sete, em que a Igreja dá, por meio do bispo, a essas pessoas que se apresentam e pedem, o Espírito Santo em plenitude”, explicou.

Ao longo da pregação, o bispo alertou para um equívoco comum: confundir a Crisma com uma “formatura”. Ele lembrou que, embora haja semelhanças externas – como o curso preparatório, o dia festivo, as fotos e até o certificado –, o sacramento não marca um fim de caminhada, mas um novo passo na vida cristã.
“Crisma não é formatura. Tudo isso pode nos iludir, fazendo parecer que a Crisma é uma formatura. Formar é bom, mas, em geral, quem se forma não volta mais para estudar. Se você se Crisma para desaparecer, não percebeu a beleza do que está sendo celebrado aqui”, apontou.

Para ilustrar, Dom Joel recorreu à comparação com o matrimônio, lembrando que uma celebração bonita, por si só, não basta:
“A celebração feita diante do altar tem que se traduzir numa atitude de vida. Se a Crisma não é uma formatura, eu vou dizer assim: a Crisma é a história de um grande amor.”
O bispo definiu os crismandos como um verdadeiro presente para a Igreja e relacionou essa imagem à própria festa de Pentecostes.
“Nesta festa aqui também tem presente. Qual é o primeiro presente? Quem vai se crismar. Quando uma pessoa confirma a fé, toda a Igreja confirma com ela. Imagina se trinta e oito pessoas confirmam a fé. Vocês são um presente para toda a Igreja”, destacou.

O segundo presente, segundo Dom Joel, é o próprio Espírito Santo, dom de Deus para cada fiel e para toda a comunidade:
“É o próprio Espírito, que é presente do Céu para todos nós: presente para vocês, na plenitude do sacramento, e presente para toda a Igreja. Nós não fazemos coisa alguma se não for pela ação do Espírito Santo”, disse.
Retomando as leituras da missa, Dom Joel lembrou que ninguém pode proclamar “Jesus é o Senhor” a não ser pela força do Espírito Santo, e convidou os fiéis a compreenderem a fé como uma relação de amor com Cristo.
“Quem se apaixona por Jesus tem fé. Ter fé é se apaixonar por Ele. Jesus nos ama tanto que nos ajuda a responder a Ele nessa resposta de amor”, afirmou.

Ao refletir sobre o relato de Pentecostes, em que pessoas de diferentes línguas se entendem pela ação do Espírito, o bispo destacou que o grande sinal dessa presença é a unidade e o amor:
“O Espírito gera em nós o amor por Jesus e o amor de Jesus, o jeito de Jesus amar. As línguas, na Bíblia, simbolizam tudo aquilo que separa e divide. Pela força do Espírito, quem tem seus pecados perdoados sai diferente: pessoa apaixonada por Cristo, que atrai pelo testemunho e chama outros a viver esse amor.”
No momento final de sua reflexão, Dom Joel utilizou o símbolo da vela para falar da vida cristã após a Crisma. Com as velas erguidas pelos crismandos e pela assembleia, ele lembrou que não basta ter “uma vela bonita”; é preciso que esteja acesa.
Assim, a celebração de Pentecostes na Paróquia Nossa Senhora Aparecida foi marcada não apenas pela emoção dos 38 crismandos e de suas famílias, mas também pelo forte apelo à perseverança na fé e ao compromisso com a vida em comunidade, iluminados pelo dom do Espírito Santo.






