Na Basílica do Santuário Nacional de Aparecida repleta de fiéis, Dom Joel Portella Amado, Bispo Diocesano de Petrópolis, presidiu a Santa Missa no último sábado, 1º de agosto, durante a tradicional Romaria Diocesana. Em uma homilia marcada pela emoção e profundidade, Dom Joel saudou a multidão de peregrinos, expressando a alegria de ver a “casa da Mãe Maria tão cheia, tão repleta de irmãos e irmãs”.
A romaria, que anualmente reúne a Diocese de Petrópolis no Santuário, foi descrita pelo bispo como um momento de busca de Deus para “tocar a vida em frente no caminho da santidade”. Ele enfatizou a importância de, em meio às dificuldades e desafios da vida, manter o olhar fixo no objetivo de caminhar rumo ao céu.
Gratidão e compromisso: os 80 anos da Diocese de Petrópolis
Um dos pilares da mensagem de Dom Joel foi a celebração dos 80 anos de criação da Diocese de Petrópolis. O bispo destacou que, ao longo deste ano jubilar, a Diocese tem vivido sob as palavras “gratidão e compromisso”. “Gratidão por todos aqueles irmãos e irmãs que, vindo antes de nós, prepararam tudo o que recebemos; mas compromisso também, de pela vivência e pelo anúncio do Evangelho, poder dizer: ‘agora é a nossa vez'”, afirmou.
Dom Joel ressaltou a responsabilidade de cada fiel em dar continuidade ao legado de fé, para que as futuras gerações possam encontrar a mesma alegria no Senhor. “Cabe a mim agora, cabe a cada um de nós, poder dizer: ‘Eu devo responder, eu preciso responder nesse caminho de santidade, para que outros que vierem depois de mim possam ter a mesma alegria de encontrar o Senhor'”, disse, estendendo a reflexão a todos os romeiros presentes, independentemente de sua origem.
A fila da santidade: de Jeremias à Virgem Maria
A homilia ganhou um tom ainda mais inspirador ao Dom Joel convidar os fiéis a refletirem sobre a “fila da santidade”. Ele mencionou o profeta Jeremias, São João Batista, Santo Afonso Maria de Ligório (cuja festa era celebrada naquele dia) e, de forma proeminente, a Virgem Maria, como exemplos de fé e perseverança.
“O que é que, no fundo, nós pedimos? Que nessa fila, onde, por exemplo, estão Jeremias, João Batista, Santo Afonso, e é claro, repito, a Virgem Maria, eu também quero estar”, declarou o bispo, incentivando os presentes a desejarem fazer parte desse caminho que nasce em Jesus, tem Jesus como companheiro e caminha para Jesus na eternidade.
Acolhimento materno e a força na fragilidade
Dom Joel também abordou a tendência humana de trazer as dores e sofrimentos à casa da Mãe Maria, comparando-a à criança que corre para o colo da mãe na dificuldade. Ele lembrou que, assim como Jeremias sofreu perseguição, João Batista foi martirizado por amor à verdade, Santo Afonso enfrentou rigorismos e a própria Virgem Maria teve uma vida de desafios, a santidade não é ausência de sofrimento.
“O que é que acontece então, quando nós chegamos à casa da Mãe Maria, com nossas dores, com nossas dificuldades, com nossas limitações? No fundo, é poder dizer assim: ‘Virgem Maria, intercede por nós junto ao teu bendito filho. Santo Afonso, reza com a gente. Profeta Jeremias, São João Batista, intercede por nós, para que nós possamos permanecer firmes, como todos esses permaneceram firmes'”, clamou o bispo, pedindo uma “gota da firmeza” e “perseverança” desses santos.
Finalizando sua homilia, Dom Joel Portella Amado expressou o desejo de uma “abençoada Romaria” para todos, pedindo que cada um aproveite a experiência no Santuário. Ele concluiu com uma mensagem de esperança e confiança na graça divina: “Se Deus é por nós, não há pecado que ganhe de nós.” A romaria, assim, não foi apenas um evento, mas um renovado convite à fé, à gratidão e ao compromisso com o caminho da santidade.









