Na abertura da Assembleia Diocesana por decanatos, realizada em formato híbrido neste sábado (23), o bispo diocesano de Petrópolis, Dom Joel Portella Amado, destacou a importância do método participativo e do envolvimento de toda a Igreja particular no caminho de escuta e planejamento pastoral.
A assembleia reuniu on-line os quatro decanatos – São Pedro de Alcântara, Amor Divino, Santa Teresa e São José de Anchieta. Após a apresentação do bispo, os representantes das paróquias, pastorais e movimentos em cada decanato se reuniram em grupos para refletir utilizando o método “escuta no Espírito”.

Durante o período de discussão, os participantes refletiram a partir de três questionamentos: “Diante das novas DGAE apresentadas, o que o Espírito Santo me inspira como prioridade para a nossa evangelização?”; “Ouvindo os irmãos e a proposta das DGAE, o que me tocou de forma mais profunda? Onde sinto que nossos corações convergem?”; e “Como o nosso decanato pode encarnar as DGAE 2026-2032 nos próximos anos?”.
Os relatórios produzidos em cada decanato serão recolhidos pela coordenação de pastoral e servirão de base para as próximas etapas, fortalecendo o caminho sinodal da Diocese de Petrópolis em direção à Assembleia Diocesana Maior.
Logo no início de sua intervenção, o bispo dirigiu “uma palavra de saudação e uma palavra de gratidão” a todos os presentes, saudando cada decanato e o seminário, e ressaltando a disponibilidade dos seminaristas em participar deste momento diocesano.
Dom Joel manifestou sua alegria com o cuidado na preparação dos ambientes:

“Estou bastante impressionado e feliz com o trabalho da equipe organizadora. Desde o início, quando se abriu a tela, foi muito interessante ver como capricharam no cenário, no local. Cada local está muito bonito, muito bem preparado. É uma marca da nossa diocese, porque bonita é a nossa assembleia”, afirmou.
Além da ambientação, o bispo sublinhou o clima fraterno entre os participantes. “Foi muito bonito também ver o convívio na chegada, o abraço, o contato entre os decanatos e o seminário”, disse, relacionando este modo de se encontrar com o estilo da própria assembleia.
Explicando o formato do encontro, Dom Joel recordou que se trata de uma experiência atual na Igreja:
“Tecnicamente, a gente diz que isso é uma assembleia síncrona. Uma assembleia híbrida e síncrona. Eu acho muito chique que a gente seja esse negócio. Mas também não vamos ficar muito preocupados com essas palavras, não”, comentou, em tom bem-humorado.

Ele explicou que a assembleia é híbrida “porque utiliza método on-line e também presencial” e síncrona “porque está tudo acontecendo ao mesmo tempo”. Nesse sentido, ressaltou: “É toda a diocese aqui reunida. Isso é muito bom”.
Dom Joel lembrou que esta é a primeira de três etapas: decanato, paróquia e diocese. O planejamento inicial previa a sequência “paróquia, decanato, diocese”, mas a coordenação de pastoral, equipe diretamente responsável pela assembleia, optou por uma pequena inversão.
“A coordenação de pastoral percebeu que, se fizesse uma pequena inversão – decanatos primeiro –, nós teríamos hoje, em cada assembleia, aquela equipe que, na verdade, vai animar as assembleias em nível paroquial, junto com cada decano e, no caso do seminário, com os formadores”, explicou o bispo.

Assim, o que for discernido nesta etapa não ficará apenas registrado, mas será assumido como instrumento de trabalho. “O que hoje vier a ser concluído, nós iremos transformando e levando como instrumento de trabalho para a etapa paroquial e, depois da etapa paroquial, como instrumento de trabalho para a nossa Assembleia Diocesana Maior”, completou.
Dom Joel ressaltou que o verdadeiro diferencial da assembleia está no método adotado e na participação efetiva dos grupos. Ele comparou o modelo tradicional de assembleias, em forma de conferência, com cadeiras enfileiradas, ao novo paradigma que a Diocese busca assumir.

“A proposta do método que nós estamos usando não é o paradigma da escola, mas o da família, que em torno da mesa se reúne para partilhar o alimento. Essa é a ideia”, afirmou.
Por fim, o bispo sublinhou que são os grupos, com sua reflexão, oração e partilha, que trarão a verdadeira novidade ao processo:
“É o método que vai fazer a diferença. Quem vai colocar a novidade, repito, não sou eu, são os grupos. É a reflexão, é a oração, é a conversa de vocês que vão oferecer o conteúdo”, destacou.





