“Confirmar a fé é assumir o amor a Deus e ao próximo”, diz Dom Joel na Crisma de 23 fiéis na Paróquia Sagrado em Petrópolis

A comunidade paroquial do Sagrado Coração de Jesus, em Petrópolis, e a fraternidade da Ordem dos Frades Menores (OFM) receberam com alegria o bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, na tarde do dia 30 de maio, para a missa em que 23 jovens e adultos receberam o sacramento da Crisma. Durante a celebração, os frades e a comunidade manifestaram gratidão pela presença do bispo, ressaltando a importância de seu ministério episcopal e pastoral.

Em sua homilia, Dom Joel partiu da alegria de ver a igreja cheia e da presença de fiéis pelas redes sociais para recordar que, além dos crismandos, muitas intenções eram apresentadas no altar: aniversariantes, falecidos recentes e pedidos silenciosos guardados no coração. Ele situou tudo isso no contexto da solenidade da Santíssima Trindade, lembrando que “Deus é um só em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo”.

Para explicar o mistério trinitário, o bispo recorreu à imagem do sol: não se pode olhar diretamente para ele, mas é possível reconhecer sua presença pelos raios de luz e pela claridade, mesmo em dias nublados. Assim também, afirmou, na vida presente só conseguimos perceber “os sinais do amor de Deus, os sinais da presença de Deus, os sinais da existência de Deus”.

Dom Joel destacou que o maior desses sinais é o amor: “Quem ama viu a Deus, porque Deus é amor”. Ele lembrou que o amor é uma experiência própria do ser humano e afirmou que uma das piores realidades que alguém pode enfrentar é “nunca ter sido amado e, consequentemente, nunca amar”. Diante da diversidade de situações presentes na assembleia – intenções pelos mortos, ação de graças, crismandos, fiéis online – insistiu que todos são convidados a “amar-nos uns aos outros como Jesus nos amou”.

Falando diretamente aos crismandos, o bispo afirmou que, ao receberem o sacramento, eles proclamam que “o sentido da vida não está em outra coisa que não seja o amor: amor a Deus, amor ao próximo, como a nós mesmos”. Ele alertou que muitos colocam o sentido da vida em bens, dinheiro, vaidade, orgulho, ódio ou violência, mas lembrou que “nada disso é levado quando partimos desta vida”, enquanto a fé cristã se apoia em Jesus ressuscitado, expressão máxima do amor do Pai na força do Espírito.

Dom Joel explicou também o significado do gesto da unção crismal, feita com o óleo na forma de cruz na testa: um óleo que “protege contra tudo aquilo que pode nos impedir de amar”, comparado por ele a um “protetor solar” espiritual. Ao ver o brilho do óleo na fronte dos crismados, disse que reza para que “os olhos, o coração e a vida inteira” deles brilhem de amor, assim como brilha a marca do sacramento.

Antes do rito, o bispo convidou os crismandos a erguerem suas velas e perguntou à assembleia “o que está faltando” para que a cena ficasse completa. A resposta, explicou, é a “luz de Cristo, a presença do Espírito”, que dá beleza à fé e sustenta o compromisso assumido. Concluiu desejando que todos, mesmo os que não receberam a Crisma naquela celebração, pudessem “sair desta missa com o coração confirmado”.

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