Comunidade Santo Antônio em Rio Manso celebra o sacramento da Crisma e reforça identidade de “igreja viva” em Rio Manso

A Comunidade Santo Antônio, em Rio Manso, pertencente à Paróquia Santana de Inconfidência, viveu um dia de festa e renovação da fé com a presença do bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, que presidiu a celebração e conferiu o sacramento da Crisma a 12 jovens e adultos.

Logo no início da homilia, Dom Joel recordou que “a gente nem precisa de um motivo para estar na casa do Senhor”, mas destacou que, naquele domingo, a comunidade tinha um motivo especial: a confirmação da fé dos crismandos. “Por mais que vocês tenham intenções, alegrias, tristezas, sonhos, esperanças, hoje o que a gente quer destacar é a Crisma. Esse é o motivo pelo qual, com a graça de Deus, eu posso estar aqui junto com vocês”, afirmou o bispo, ressaltando o caráter comunitário da celebração.

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Para o bispo, cada crisma é motivo suficiente para mobilizar toda a Igreja. Dialogando com a assembleia, ele lembrou que, mesmo que fosse “uma só pessoa”, já valeria a pena reunir toda a comunidade: “Se uma pessoa confirma a fé, todos nós vamos juntos”, disse. Ele também retomou a afirmação tradicional de que o crismado é “um adulto na fé”, explicando que essa maturidade não está ligada à idade, mas à descoberta do essencial na vida cristã: “O caminho da vida é Jesus. Ele mesmo disse: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’. E sem Ele nada podemos fazer”.

Em sua reflexão, o bispo destacou que a resposta ao amor de Deus se traduz em “esperança, firmeza e confiança” e convidou os crismandos a viverem a fé como uma verdadeira paixão por Cristo, um amor que “se entrega” e “cuida nos mínimos detalhes”. O gesto das velas nas mãos dos crismandos, erguidas durante a celebração, foi retomado por Dom Joel como símbolo dessa vocação: “O que está faltando na vela? É a luz de Cristo, é a luz do Espírito”, disse, lembrando que a missão dos confirmados é levar essa luz ao mundo.

Ao final da celebração, a comunidade expressou sua alegria pela presença de Dom Joel, recordando, em sintonia com a tradição da Igreja, que “onde está o bispo, está a Igreja”. A afirmação foi reforçada pelo pároco, Padre Márcio Antônio Damasceno, que evidenciou a comunhão da paróquia com a diocese.

A comunidade fez questão de registrar o momento com uma foto em frente à Capela Santo Antônio, espaço que, mais do que paredes e estrutura física, guarda as histórias de doação, sacrifício e disponibilidade de muitos fiéis ao longo dos anos. Para Dom Joel, a “igreja prédio” só faz sentido porque é habitada pela “igreja gente”: uma comunidade viva, formada por homens e mulheres que, com sua fé concreta, constroem a Igreja de Cristo em cada gesto cotidiano.

Encerrando a noite festiva, a comunidade organizou um momento de confraternização entre os crismandos, seus familiares e todo o povo, com a presença do bispo diocesano e do pároco. A celebração da Crisma, assim, tornou-se sinal visível de uma Igreja que se reconhece como família de Deus, reunida não apenas em um templo de tijolos, mas na comunhão de corações que acolhem e testemunham a luz de Cristo no meio do povo.

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