Bispo de Petrópolis destaca papel dos Ministros da Eucaristia na missão evangelizadora da Igreja

Na missa de encerramento do Encontro dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão do Decanato São Pedro de Alcântara, realizada em 1º de maio de 2026, na Paróquia Santo Antônio, no Alto da Serra, em Petrópolis, Dom Joel Portella Amado destacou a importância desses ministros na missão evangelizadora da Igreja e na proximidade com o povo de Deus, especialmente onde os padres não conseguem chegar.

O encontro reuniu dezenas de ministros do Decanato e, em sua homilia, lembrando os encontros semelhantes em outros decanatos, Dom Joel sublinhou que o serviço desses fiéis leigos é expressão concreta da ação do Espírito Santo na Igreja. Segundo ele, o Ministério da Sagrada Comunhão nasceu de uma preocupação muito prática: fazer com que a Eucaristia chegasse às pessoas impedidas de participar da missa, seja pela distância, seja pela falta de padre.

“Esse ministério começou para que a Eucaristia pudesse chegar àqueles lugares, àquelas pessoas onde o padre não podia ir”, recordou o bispo. Ele explicou que, com o tempo, percebeu-se também a necessidade de auxílio dentro das próprias igrejas, para que a distribuição da comunhão fosse mais digna, sem ser demorada, nem apressada ou desajeitada. “De modo que a partilha do Corpo do Senhor, e algumas vezes do Sangue do Senhor, pudesse ser digna”, afirmou.

Presença onde o padre não chega

Dom Joel lembrou situações concretas de comunidades em que o ministro extraordinário se torna o rosto da Igreja em momentos decisivos da vida das pessoas, como no luto e na doença. “Em alguns lugares do Brasil, se percebeu: o padre não chegou, alguém faleceu, tem que rezar, o padre não consegue chegar… quem é que a gente vai chamar?”, questionou, apontando os ministros como resposta concreta dessa necessidade.

O bispo ressaltou que, além de levar o Cristo Eucarístico aos doentes, os ministros também garantem a presença orante da comunidade por meio da Celebração da Palavra, quando não há possibilidade de missa. “Quem vai fazer a celebração da Palavra? Nem sempre é o padre”, observou, indicando que o ministério laical é parte integrante da vida pastoral da Igreja.

Dom Joel também destacou que muitos ministros entram em casas, visitam hospitais, levam a comunhão e a palavra de conforto e esperança. Nesses momentos, segundo ele, eles repetem, com a vida e o testemunho, as palavras de Jesus: “Não se perturbe o vosso coração”. Para o bispo, cada visita, cada gesto de carinho, cada comunhão levada a um enfermo é ocasião em que Jesus mesmo chega e realiza sua obra de consolação.

“Quando você chega com Jesus pela Palavra, na Bíblia ou na liturgia diária; quando você chega com Jesus no carinho, com a sua voz, com as suas mãos, é isso que você é chamado a fazer”, afirmou. E completou, lembrando a exclamação de Isabel ao receber Maria: “Quando Jesus chega, acontece sempre a famosa pergunta de Isabel: ‘Como é possível?’”.

Chamados pela graça, não por capacidades

Ao falar diretamente aos ministros, Dom Joel frisou que o chamado para este serviço não depende de qualificações humanas extraordinárias, mas da graça de Deus. “Ninguém é chamado a alguma coisa na Igreja por suas capacidades de inteligência ou de boa qualidade. É a graça de Deus que chama, nos caminhos mais estranhos possíveis”, sublinhou.

Ele encorajou os presentes a não desanimarem diante das próprias limitações e dificuldades pessoais. “Com todas as minhas limitações, com todas as minhas dificuldades… ainda assim Deus chama”, disse, reforçando que é justamente na fragilidade humana que a força de Deus se manifesta.

Uma grande família em missão

Durante a celebração, Dom Joel recordou que a Diocese de Petrópolis conta com um grande número de ministros extraordinários — cerca de três mil — e que o encontro representava apenas uma parte desse contingente. Para ele, ver tantos agentes reunidos é motivo de alegria e esperança na continuidade da missão evangelizadora.

“Quando você olha para o lado, para a frente, para trás, vê que vale a pena, porque é a missão da Igreja a fazer. Aqui está toda a grandeza do que vocês fazem”, afirmou. O bispo insistiu que o ministério de cada um se integra em algo maior: a missão da Igreja de levar Cristo a todos, especialmente aos mais fragilizados e afastados.

Ao final da homilia, Dom Joel agradeceu explicitamente pelo serviço dos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão. “Obrigado pelo ministério de vocês, que são pessoas de sorte e de valentia. Eu sei que Jesus ama vocês”, declarou.

Ele concluiu pedindo que todos permaneçam firmes e unidos: “Continuem trabalhando, mas, acima de tudo, continuem juntos, unidos, com esse sentido de Igreja maior do que apenas a igreja pessoal. Nós somos uma grande família, vocês são esses grandes irmãos”.

A missa de encerramento do encontro reforçou, assim, o reconhecimento da Diocese de Petrópolis ao papel fundamental dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão como presença da Igreja onde muitas vezes o padre não pode estar, levando a Eucaristia, a Palavra, o consolo e a esperança àqueles que mais necessitam.

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