A Paróquia Nossa Senhora da Ajuda, em Guapimirim, celebrou sua padroeira, 15 de agosto, com uma missa presidida pelo arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias. A celebração reuniu o clero, autoridades, paroquianos e fiéis da comunidade, em um momento de fé, comunhão e agradecimento.

O administrador paroquial, padre Luan de Souza Gonçalves, manifestou a alegria da comunidade em receber o arcebispo e o presenteou com uma casula e uma réplica da cruz utilizada pelo Papa Leão XIV, que foi entregue por uma família da Paróquia, pelo encerramento da Semana Nacional da Família.
Padre Luan também agradeceu a presença do bispo diocesano de Petrópolis, Dom Joel Portella Amado, que concelebrou a missa. O sacerdote destacou a amizade, a proximidade e a confiança do bispo, que escolheu a Paróquia Nossa Senhora da Ajuda para receber o arcebispo dentro da programação comemorativa dos 80 anos da Diocese de Petrópolis.
Também participaram da celebração o padre Leonardo Tassinari, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Magé, e decano de São José de Anchieta; e o padre Caio Martins Faria, administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Parada Modelo, também em Guapimirim.
Com gratidão, padre Luan agradeceu aos paroquianos, aos diáconos e a todos os envolvidos na organização da festa da padroeira. Ele lembrou que a reforma da Igreja Matriz teve como objetivo oferecer aos fiéis um espaço mais bonito e acolhedor, além de preparar o templo para a celebração da padroeira e para as comemorações dos 80 anos da Diocese de Petrópolis, com a presença do arcebispo de Niterói.
Laços entre as dioceses
Durante a celebração, Dom Joel Portella Amado destacou os vínculos históricos e afetivos entre a Diocese de Petrópolis e a Arquidiocese de Niterói. Segundo o bispo, a Diocese de Petrópolis está organizada em três grandes regiões: Baixada, Serrana e Rural.
“Hoje é mais uma celebração aqui na Baixada. É o dia em que a Diocese de Petrópolis vem a Guapimirim para agradecer a Deus por esses 80 anos”, afirmou Dom Joel.
O bispo explicou que a presença de Dom José Francisco na celebração se deve a três razões principais: a amizade, a proximidade e o carinho entre os pastores e as dioceses; o fato de a Diocese de Petrópolis ter sido desmembrada da Diocese de Niterói; e a integração existente entre as dioceses que compõem a Província Eclesiástica de Niterói.
Dom Joel recordou que, antes da criação da Diocese de Petrópolis, documentos históricos já faziam referência à Diocese de Niterói. Ele também mencionou a relação entre as dioceses de Nova Friburgo, Campos, da Administração Apostólica São João Maria Vianney, Petrópolis e Niterói.
Ao explicar a escolha de Guapimirim para a celebração, Dom Joel ressaltou que, embora a data cívica do município seja comemorada em novembro, a festa de Nossa Senhora da Ajuda representa uma data religiosa e histórica que contribui para a identidade da cidade. A devoção à padroeira remonta ao século XVII.
O bispo agradeceu a Dom José Francisco por ter aceitado o convite e se deslocado até Guapimirim, mesmo diante de seus compromissos. Também expressou sua gratidão ao padre Luan, aos vigários, aos diáconos, à comunidade paroquial e à população do município pela acolhida.
Reflexão sobre a Assunção de Maria
Em sua homilia, Dom José Francisco destacou a alegria de participar da celebração e refletiu sobre a solenidade da Assunção da Virgem Maria. O arcebispo relacionou a festa da padroeira ao mês vocacional, à Semana Nacional da Família e à celebração dedicada aos consagrados e consagradas.
A Semana Nacional da Família tem como tema “Família, torna-te aquilo que és” e como lema “O amor jamais acabará”. Dom José também recordou São Maximiliano Maria Kolbe, celebrado pela Igreja em agosto, destacando seu testemunho de entrega e serviço ao próximo.
Ao falar sobre a Assunção, o arcebispo explicou que o dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, em 1950, mas que a devoção possui raízes nos primeiros séculos do cristianismo. Ele recordou a imagem bíblica apresentada no livro do Apocalipse: “uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas”.
Segundo Dom José, a imagem representa a luta entre o bem e o mal e aponta para a vitória de Jesus Cristo sobre o pecado e a morte. Maria, como nova Eva, participa de maneira singular da obra da salvação e é elevada ao céu em corpo e alma.
O arcebispo ressaltou que Maria acolheu plenamente a vontade de Deus desde o momento em que disse: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Para ele, a Assunção revela a plenitude da salvação alcançada por Maria por meio de sua profunda união com Deus.
Dom José também destacou que Maria não se afastou da realidade humana. Como mulher do povo, esposa e mãe, ela percorreu um caminho de fé, serviço e solidariedade. O Evangelho recorda que Maria caminhou apressadamente até a região montanhosa da Judeia para visitar sua prima Isabel.
A visitação foi apresentada pelo arcebispo como um exemplo de serviço gratuito e de cuidado com o outro. Conforme a reflexão, Maria, por ser serva de Deus, tornou-se também servidora dos irmãos.
Texto e fotos: Rogerio Tosta / Ascom Diocese de Petrópolis










