Monsenhor Mário do Carmo Bennassi faleceu em 7 de setembro de 1981, em Niterói (RJ), após mais de cinco décadas de intensa dedicação ao ministério sacerdotal e à vida comunitária. Nascido em 8 de novembro de 1903, na cidade do Rio de Janeiro, era filho de Henrique Constâncio Bennassi e Philomena das Neves Bennassi e sobrinho de Dom Agostinho Bennassi, bispo de Niterói, o que revela um ambiente familiar profundamente ligado à Igreja.
Ordenado padre em 30 de novembro de 1930, em Niterói, iniciou seu apostolado em Maricá, seguindo depois para diversas cidades fluminenses onde deixou marcas de fé e serviço: Petrópolis, Areal e São José do Vale do Rio Preto. Em todas essas localidades, atuou como sacerdote, educador e orador sacro, ganhando reconhecimento pela qualidade de suas homilias e pela proximidade com as comunidades.
Chegada a Teresópolis e longa missão
Em 1950, veio para Teresópolis, onde iniciaria uma das fases mais significativas de sua vida. Durante 27 anos trabalhou na Matriz de Santa Teresa, localizada na Várzea, centro da cidade, tornando-se figura central da vida religiosa teresopolitana.
Nesse período, sua ação pastoral extrapolou os limites da igreja matriz. Construiu diversas igrejas na cidade e em seus arredores, ampliando a presença da Igreja e criando novos espaços de culto e encontro comunitário. Sua preocupação com os mais vulneráveis também se expressou em obras de caridade: colaborou decisivamente para a construção do Asilo São Vicente de Paulo, destinado ao amparo de idosos, além de apoiar inúmeras iniciativas religiosas e sociais, prestando relevantes serviços à comunidade.
Sacerdote, educador e orador sacro
Monsenhor Mário do Carmo Bennassi era conhecido não apenas como pastor, mas também como educador e grande orador sacro. Sua formação e sensibilidade lhe permitiam unir conteúdo sólido e linguagem acessível, tornando suas pregações memoráveis para muitos fiéis. Como educador, ajudou a formar consciências, transmitindo valores cristãos e incentivando a participação ativa na vida da Igreja e da sociedade.
Reconhecendo seu zelo e dedicação, o bispo Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra o agraciou com o título de monsenhor, distinção que expressa o apreço da Igreja pelo seu trabalho e pela fidelidade à vocação sacerdotal.
Legado
Com sua morte em 1981, Niterói e Teresópolis se despediram de um sacerdote que marcou profundamente a vida religiosa, social e cultural de diversas comunidades. Em Teresópolis, em particular, seu nome permanece ligado à Matriz de Santa Teresa, às igrejas que ajudou a erguer, ao Asilo São Vicente de Paulo e às inúmeras obras nas quais se envolveu.
Monsenhor Mário do Carmo Bennassi é lembrado como padre, educador e orador sacro, que aliou fé, inteligência e sensibilidade social. Seu ministério continua ecoando na memória dos fiéis que ouviram suas homilias, nas instituições que ajudou a construir e nas comunidades que encontraram, em sua presença, um sinal concreto da misericórdia e do cuidado da Igreja.






