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Congresso Pró-Vida reúne em Suruí defensores da vida contra o aborto

O I Congresso Pró-Vida 2023, realizado pelo Decanato São José de Anchieta, na Paróquia São Nicolau, em Suruí, Magé, reuniu lideranças pró-vida do Estado do Rio e da Diocese de Petrópolis. O evento contou com apoio do bispo diocesano, Dom Gregório Paixão, OSB, eleito Arcebispo da Arquidiocese de Fortaleza, com posse no dia 15 de dezembro, o I Congresso foi considerado um grande sucesso, atingindo seu objetivo que era conscientizar as pessoas sobre a importância de lutar contra a cultura de morte no Brasil, principalmente contra a tentativa de legalizar o aborto.

Texto: Rogerio Tosta/ Ascom Diocese de Petrópolis
Fotos e Vídeos: Pascom Paróquia São Nicolau

“Não existe coisa mais triste, pior que pode existir, invadir o útero de uma mulher para matar a vida nascente que lá está” frisou Dom Gregório Paixão. Em sua homilia, o bispo deixou claro, que nenhum cristão pode apoiar e defender o aborto. Partindo da própria escritura sagrada, lembra que ninguém pode fazer mal ou destruir o templo do Espírito Santo e lembrando as palavras do Apóstolo Paulo, na primeira carta aos Coríntios, afirma que “se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá, porque o templo de Deus é sagrado”, lembrando que todo ser humano é o templo do Espírito Santo.

Ao longo do dia 12 de outubro, no Centro Pastoral São Nicolau, onde aconteceu o Congresso Pró-Vida, vários sacerdotes se fizeram presentes, entre eles o Decanato do Decanato Santa Teresa, Padre Jorge Pacheco, Pároco de Santa Tareza, assim como fundadores de Comunidades de Vida, entre eles Verônica Jordão da Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém e Antônio Carlos Tavares de Mello, Tônio, fundador da Comunidade Católica Jesus Menino.

Lideranças pró-vida da Diocese de Petrópolis e do Estado também estiveram presentes, como a Deputada Federal Chris Tonietto, que tem feito um grande trabalho no Congresso Nacional em defesa da vida e da família. Ela foi uma das palestrantes do Congresso e ressaltou a importância dos católicos se manifestarem para que o Supremo Tribunal Federal não aprove ação judicial de arguição de descumprimento de preceito fundamental número 442.

Durante o I Congresso Pró-Vida, no Decanato São José de Anchieta, um dos testemunhos foi de Tônio, que tem 46 filhos adotados, com as mais diversas necessidades. Defensor da vida, Tonio tem percorrido o mundo, levando a mensagem de Jesus Cristo de amor e defendendo a vida contra toda e qualquer iniciativa contra a vida, principalmente a legalização do aborto.

Ele convocou a todos para serem uma voz na sociedade a favor da vida. “A nossa missão na Comunidade Jesus Menino é defender a vida. Eu tenho 46 filhos adotados e essa é a nossa missão de defender e cuidar da vida. Cada pessoa que é contrária ao aborto precisa fazer parte desse movimento. A nossa voz precisa ir a todos os lugares. O Papa Francisco pede uma igreja em movimento e, participar do Congresso e ser uma voz na sociedade é estar em movimento defendendo a vida. Em hipótese nenhuma podemos ser a favor do aborto. Todos nós que nascemos, temos que valorizar a vida. Geralmente aqueles que falam a favor do aborto são aqueles estão vivos, que nasceram. Vamos colocar o nosso coração no coração de Deus e dizer vida sim para o Brasil, para todas as nações do mundo”, afirmou Tonio.

Congresso Pró-Vida: um instrumento de manifestação em defesa da vida

O deputado estadual Marcio Gualberto foi um dos palestrantes do I Congresso Pró-Vida, na Paróquia São Nicolau em Suruí e ressaltou da iniciativa, parabenizando o Decanato São José de Anchieta e a Diocese de Petrópolis pela realização do evento pela manifestação em defesa da vida, reunindo diversas lideranças pró-vida. “Não tenho nenhuma dúvida, que são iniciativas como essa pró-vida que vão fazer a diferença, que vão fazer com que a nossa sociedade jamais seja acometida por uma cultura da morte”.

Ele destacou a presença de diversos sacerdotes da Diocese e do total apoio de Dom Gregório Paixão, OSB, num evento que “celebra o amor, celebra a vida, celebra os nossos valores, aquilo que o povo brasileiro mais estima, a vida. O povo brasileiro, mais de 90% são contrários ao aborto e com este evento de altíssima qualidade Suruí, o Decanato São José de Anchieta, está se colocando como referência no Brasil, nas pautas pró-vida”.

O Padre Egnaldo de Lima, Administrador Paroquial de São Nicolau de Suruí, Magé, falou sobre a importância do I Congresso Pró-Vida do Decanato São José de Anchieta, como instrumento de manifestação em defesa da vida contra a tentativa de legalizar o aborto no Brasil. “Nesse Congresso meditamos o tema da defesa da vida contrária ao aborto. Que, possamos viver este momento e na formação da nossa consciência, para que possamos combater essa cultura de morte, para que combatamos esta ADPF 442 que visa a legalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Os cristãos católicos e até mesmo, aqueles que não são católicos, mas, defendem a vida, nós precisamos nos manifestar a favor da vida. Nós precisamos nos manifestar contrários ao aborto” afirmou Padre Egnaldo.

O Administrador Paroquial de São Nicolau, qur organizou o Congresso Pró-Vida, com apoio dos paroquianos da Paróquia de Suruí, ressalta a importância de nos manter firmes contra qualquer tentativa de legaliza o aborto, frisando que nenhum católico pode ser favorável ao aborto. “É importante que nós formemos a nossa consciência para que aprendamos a defender a vida desde o momento da concepção até o seu término natural. Que possamos ter mais iniciativas como essa, de viver intensamente a defesa da vida enquanto católicos, na igreja e na nossa sociedade. Aproveitemos os momentos de formação para, cada vez mais, aprofundarmos nosso conhecimento e sermos defensores de vida” ressaltou Padre Egnaldo de Lima.

O Decanato do Decanato José de Anchieta, Padre Leonardo Tassinari, um dos articuladores para realização do I Congresso Pró-Vida, falou sobre a importância do evento, ressaltando a participação de várias lideranças. “Falar sobre a vida, deveria ser um assunto, um tema, tão natural entre nós. Mas, infelizmente, nos últimos anos, nas últimas décadas, parece que estamos perdendo um pouco do senso daquilo que sempre foi óbvio, a preservação da vida humana. O que fazemos é tentar esclarecer as pessoas, tentar mostrar para elas que as coisas óbvias são de fato claras, são de fato evidências e que precisamos defender a vida”, afirmou Padre Leonardo.

Cristãos precisam combater a cultura da morte

Durante o I Congresso Pró-Vida, a advogado Lilia Nunes falou sobre a ameaça no Brasil, desde a década de 30 e 50, com a instrumentalização do movimento feminista para projetar uma agenda de cultura de morte nos países. “O Brasil é um desses países assolado por esse mal, pela introdução dessa cultura de morte e por isso, nós realizamos esse congresso para anunciar a defesa da vida. O Brasil é um país cristão, o maior país católico do mundo e é o país hoje que tem sido referência na proteção da vida uterina e na proteção da família”, afirmou a advogada.

De acordo com os dados apresentados por ela, em muitos países, a maioria Europa e agora também na América Latina, estão sendo assolados por pela legalização do aborto, por legislações que passam, seja pelo parlamento desses países, seja por decisões judiciais por meio das altas cortes desses países para descriminalizar o aborto. “O Brasil hoje, continua como referência, continua sendo uma luz para os países que ainda permanecem firmes conservando os genuínos valores, o valor da vida e o valor da família. Por isso, faço uma alerta, o nosso país está sofrendo também graves ameaças e a maior ameaça dela e a tentativa de legalização aborto vem da nossa mais alta corte, o Supremo Tribunal Federal que hoje está analisando uma ação judicial de arguição de descumprimento de preceito fundamental número 442, que tem por fim pedido dessa a legalização do aborto até a 12ª semana de gestação”, explicou Lilia Nunes.

Ela deixa claro que a arguição de descumprimento de preceito fundamental número 442, conhecida como ADPF442, foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), “que perdeu a discussão na arena política, no debate político, no nosso Congresso Nacional, na nossa casa de leis e judicializou a questão, levando a decisão para o Supremo Tribunal Federal, requerendo então, que a nossa mais alta corte legalize o aborto no Brasil”.

Uma carta em defesa da vida

Uma das iniciativas em Defesa da Vida contra o Aborto foi a Carta Aberta ‘Sobre a inviolabilidade do Direito à Vida’, que teve como um de seus articuladores o seminarista Flávio Wender Meireles Palatino. No I Congresso Pró-Vida, ele falou sobre essa iniciativa, convidado todas as pessoas a assinarem o documento, que pode ser feito pelo site da Diocese de Petrópolis.

Sobre o Congresso Pró-cida, Flávio Wender disse que é um evento muito importante para discutir esse assunto, que é a defesa da vida. Ele lembrou que “a vida é um preceito fundamental seja na lei, na legislação brasileira, seja através da doutrina católica. A vida é aquilo que nós temos de elementar, de basilar. Sem a vida nada acontece, nada vai para frente. É o primeiro milagre. É quando Deus olha para a humanidade e dá de presente mais um ser humano à existência. Por isso, lute pela vida. A participação de todos é muito importante”.

Ele lembrou que uma das formas concretas, além da manifestação pessoal de cada um, é apoiar a Carta Aberta a favor da vida, assinando como manifestação de apoio contra a tentativa de legalizar o aborto no Brasil. “Você acessa o link, preenche com os seus dados para que você também se manifeste a favor da vida e que isso chegue às autoridades constituídas em nosso Brasil para que, aqui, em Terra de Santa Cruz, não seja aprovado o mal do aborto” ressaltou o seminarista Flávio.

Toda vida importa, principalmente do feto

O bispo diocesano, Dom Gregório Paixão, OSB, presidiu a missa de encerramento do I Congresso Pró-Vida, na Paróquia São Nicolau, em Suruí, uma iniciativa do Decanto São José de Anchieta. O bispo falou sobre a importância dos católicos se manifestarem contra a cultura de morte e as tentativas de legalização do aborto no Brasil. De acordo com ele, o Congresso acontece em “terras sagradas, onde José de Anchieta evangelizou e cuidou dos índios Tamoios”.

Dom Gregório Paixão contou que São José de Anchieta lutou pela vida dos índios que habitavam a região de Magé, “portanto, esse solo é sagrado e é nesse solo sagrado que nós estamos celebrando esse Congresso. Nós queremos mostrar a todos aquilo que recebemos desde o Antigo Testamento e que deve ser motivo de consciência de todos os cristãos, por isso pegamos como texto básico para esse Congresso o texto de Deuteronômio que diz, escolhe, pois, a vida. Nós desejamos dizer para todas as pessoas que nós escolhemos a vida”.

O bispo ressalta ainda que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém e afirma que não existe violência maior que invadir o útero de uma mulher e matar a vida de um inocente. “Nenhum de nós tem direito de matar a vida no ventre materno, nenhum de nós tem o direito de dar aos inocentes uma lei de morte. Não existe coisa mais triste, pior que pode existir, invadir o útero de uma mulher para matar a vida nascente que lá está” ressaltou Dom Gregório Paixão.

Defensor da vida, Dom Gregório Paixão é um crítico contra as guerras que existem no mundo, além das que a imprensa mostra diariamente. De acordo com ele, em muitas regiões do mundo, milhares de pessoas são vítimas de guerras que tiram a vida de inocentes, principalmente crianças. “Portanto, queremos com esse Congresso, abrir o coração das pessoas para essa consciência, uma criança é sempre um presente de Deus vindo do céu. É o que desejamos fazer, quando lutamos contra o aborto, quando lutamos para que a nossa sociedade seja verdadeiramente uma sociedade pró-vida, porque todas as vidas importam, principalmente a vida do feto”, frisou Dom Gregório Paixão.

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