Bispo diocesano celebrou missa, conheceu a história da comunidade e ouviu relatos de pessoas acolhidas pelo projeto social.
O quarto dia da Visita Pastoral ao Decanato Nossa Senhora do Amor Divino, realizado em 13 de setembro, foi marcado pela visita de Dom Joel Portella Amado à Comunidade Remanescente do Quilombo de Boa Esperança, no município de Areal.
Ainda pela manhã, o bispo diocesano esteve na Oficina de Jesus, projeto criado pelo Padre José Carlos Medeiros Nunes, conhecido como Padre Quinha, com o objetivo de contribuir para a recuperação de pessoas que enfrentam problemas relacionados aos vícios e à situação de rua.
Acompanhado do vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora das Dores, Padre Rodolfo Rebello Martins, do diácono Cássio Smanioto e do seminarista Matheus Klein Paz, Dom Joel presidiu a missa para a comunidade quilombola. Durante a celebração, manifestou a alegria por conhecer o local e seus moradores.
Na homilia, o bispo destacou a importância do perdão na vida de cada pessoa. Ele recordou que Jesus, mesmo diante do sofrimento na cruz, pediu ao Pai que perdoasse a todos.
Após a missa, Dom Joel participou de um café comunitário e conversou com os moradores, conhecendo um pouco da história de cada um e da própria comunidade. Padre Rodolfo explicou que a Comunidade Remanescente do Quilombo de Boa Esperança é reconhecida pela acolhida e que, após as celebrações, os moradores costumam partilhar um café como forma de confraternização.
O bispo também visitou o centro cultural da comunidade, onde fotos e outros materiais preservam a história do quilombo e das pessoas que contribuíram para manter viva sua identidade. Localizada no município de Areal, a Comunidade Remanescente do Quilombo de Boa Esperança é formada por 125 famílias.
Visita à Oficina de Jesus
Na Oficina de Jesus, Dom Joel foi recebido pelo presidente da instituição, o diácono permanente João Henrique Medeiros Nunes, e por outros integrantes da coordenação. Durante o encontro, conheceu a história do projeto e sua criação pelo Padre Quinha.
O bispo também conversou com os acolhidos, que compartilharam suas histórias, sentimentos e a gratidão pelo apoio recebido da equipe da instituição.
Assim como o diácono João Henrique, alguns acolhidos apresentaram pedidos a Dom Joel. Entre as principais solicitações, destacaram a necessidade de uma presença mais frequente de um sacerdote, para que possam receber o sacramento da Reconciliação e participar da celebração da missa com maior regularidade.
Dom Joel partilhou com os acolhidos uma mensagem de esperança e ressaltou a importância da perseverança no processo de transformação e reconstrução da vida.










