A Capela Nossa Senhora da Glória e São Sebastião, localizada na Estrada Hermogênio Silva, em Três Rios, recebeu, na sexta-feira (14), a visita do bispo diocesano de Petrópolis, Dom Joel Portella Amado. A celebração marcou a bênção da restauração do templo, que completa 110 anos de fundação em setembro deste ano.
A capela pertence à Paróquia Nossa Senhora das Dores, de Areal. A missa foi concelebrada pelo pároco, padre José Celestino Coelho, e pelos vigários paroquiais, padre Rodolfo Rebello Martins e padre Pedro Paulo de Carvalho Rosa.

A celebração contou com a participação de moradores da comunidade e de paroquianos de outras localidades da Paróquia de Areal. Também estiveram presentes o prefeito de Três Rios, Jonas Dico, acompanhado da primeira-dama, Lívia, o vice-prefeito Arsonval Macedo Neto e secretários municipais.
Durante a cerimônia, o prefeito agradeceu o empenho da comunidade na recuperação do espaço e manifestou apoio às ações de restauração da capela. Padre José Celestino também destacou a união dos moradores e agradeceu a todos que contribuíram para a reforma.
“É uma alegria ver uma comunidade unida em torno da preservação de sua história e de sua fé”, afirmou o sacerdote, que também agradeceu a presença de Dom Joel, em sua primeira visita à comunidade.
Memória e tradição
Ao final da celebração, representantes da comunidade prestaram homenagens ao bispo, ao pároco e aos vigários paroquiais, ressaltando a importância histórica e cultural da capela para a região.
Segundo relatos apresentados durante a cerimônia, a primeira missa solene de inauguração do templo foi celebrada em 17 de setembro de 1916. Desde então, a capela se tornou um espaço de oração, acolhimento e encontro para diversas gerações.
A comunidade também recordou um episódio narrado pelo comandante Sousa Coutinho no livro A Fé para Brasília – Crônicas de uma Marcha. De acordo com o relato, durante uma marcha realizada do Rio de Janeiro a Brasília, em 1960, fuzileiros navais e marinheiros foram surpreendidos por uma forte tempestade e encontraram abrigo na capela.
Reunidos no templo, os militares teriam iniciado orações a Nossa Senhora da Glória. Na manhã seguinte, segundo o comandante, a tropa retomou suas atividades com ânimo renovado, fato considerado por ele um verdadeiro milagre.
Para os moradores, a história reforça o significado da capela como lugar de proteção, fé e esperança.
Igreja, comunidade e fé
Em sua homilia, Dom Joel destacou que a restauração do prédio representa também a força e a união da comunidade. Para o bispo, a chamada “igreja prédio” e a “igreja comunidade” estão diretamente ligadas: a recuperação do templo só foi possível graças ao envolvimento dos fiéis.
Dom Joel ressaltou ainda que a capela, situada às margens da estrada, é um sinal da presença da Igreja para as pessoas que passam pelo local. Segundo ele, o templo acolhe não apenas os moradores, mas também viajantes, trabalhadores e famílias que transitam pela região.
O bispo enfatizou que a comunidade é sustentada pela Palavra de Deus, pela Eucaristia e pela oração. Também refletiu sobre a importância de cultivar um coração semelhante ao de Jesus, marcado pelo amor, pela acolhida e pela capacidade de perdoar.
Ao encerrar a celebração, a comunidade agradeceu a todos os envolvidos na restauração e entregou novamente a capela à proteção de Nossa Senhora da Glória.
“Hoje não celebramos apenas a restauração de um prédio, mas a continuidade de uma história de fé que começou há 110 anos”, destacou a comunidade. “Que a capela continue sendo uma casa de oração, acolhimento e encontro com Deus por muitas gerações.”







