Após quatro dias de intensa programação, foi encerrada na manhã do dia 6 de julho a Visita Pastoral ao Decanato São Pedro de Alcântara, na Diocese de Petrópolis. O momento conclusivo reuniu missa na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, reunião com o clero do decanato, visita às instalações da Editora Vozes e um almoço de confraternização oferecido pelos frades franciscanos.
Durante a homilia da missa de encerramento, o bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, ressaltou a importância da Visita Pastoral para a animação e fortalecimento da missão evangelizadora no território do decanato. Entre os pontos que mais destacou, esteve a presença dos padres nos diversos momentos da programação, sinal de unidade e fraternidade presbiteral.
“Este momento ainda não é um momento ‘especial’, mas é um momento de animação, de fortalecimento da missão evangelizadora nesse pedaço da Diocese de Petrópolis”, afirmou o bispo. “Fica, neste último dia da visita pastoral, uma perguntinha: o que é que nós gostamos nela? O que é que fica da visita pastoral? Fica muita coisa. Foi um momento fecundo, com muitos encontros, com muitas descobertas.”
O decano do Decanato São Pedro de Alcântara, padre Gustavo de Oliveira, também manifestou sua alegria com a realização da visita e fez questão de sublinhar a participação do clero local.
Assumindo recentemente a função de decano, pouco antes do início da Visita Pastoral, padre Gustavo agradeceu de modo especial ao monsenhor Luís Mello pelo trabalho realizado na preparação das atividades. Para ele, a presença constante dos padres foi sinal concreto de comunhão e corresponsabilidade na condução da vida pastoral.
Após a celebração, com a presença da maioria do clero do decanato, os padres participaram de um café com os frades franciscanos e, em seguida, de uma reunião. Na pauta, estiveram o discernimento e a programação das ações pastorais para os próximos anos, além do relato de Dom Joel sobre os principais aspectos da visita, acompanhada de perto pelo decano e pelo diácono Cássio Smanioto.
Concluída a reunião, o bispo e os padres, acompanhados pelo diretor da Editora Vozes, frei Volney Berkenbrock, OFM, conheceram as instalações da empresa. Durante o percurso, frei Volney apresentou o processo de edição de um livro, desde a chegada do manuscrito até sua distribuição nas livrarias, destacando o uso de maquinário moderno e, em grande parte, automatizado.
A manhã foi encerrada com um almoço de confraternização, reunindo frades franciscanos e membros do clero do decanato. O encontro reforçou aquilo que Dom Joel apontou como um dos pontos centrais de toda a Visita Pastoral: a presença, proximidade e unidade dos padres, em comunhão com o bispo.
Em sua homilia, Dom Joel convidou os fiéis a refletirem sobre o sentido da presença da Igreja no mundo, especialmente junto aos que sofrem e aos considerados “ímpuros” pela sociedade.
“Nunca o encontro de Jesus com as pessoas gerou morte, ou deixou a morte como estava. Por onde Jesus passava, era a vida que surgia”, lembrou o bispo. “Por onde a Igreja passa, o que ela deve deixar? Eu não encontro outra expressão: ela deve deixar um rastro de vida, nunca de morte.”
Inspirado pela leitura do profeta Oséias e pelo Evangelho, ele insistiu na necessidade de uma Igreja misericordiosa, que não se feche sobre si mesma nem se limite a ambientes considerados “puros”, mas que caminhe pelas estradas da vida, em especial ao encontro dos que sofrem.
“A Igreja não pode temer caminhar pelas estradas da vida, mesmo que muitas vezes sejam rotuladas como pecado, como impureza”, afirmou. “Nós não construímos uma Igreja dentro de uma casca de ovo, nem somos uma Igreja chamada a ser uma tartaruga que, diante das menores ameaças, se esconde como um bicho assustado.”
Ao final, Dom Joel expressou sua gratidão a todos os que colaboraram na Visita Pastoral e propôs que o encerramento seja também um momento de revisão pessoal e comunitária.
“Que o Senhor a todos abençoe, que a minha gratidão profunda seja recebida e oferecida ao Senhor, e que Ele a todos abençoe com um dom de muita paz e de muita graça”, concluiu, convidando os presentes a levarem para a vida cotidiana os frutos espirituais daqueles dias.










