No segundo dia da Visita Pastoral ao Decanato São Pedro de Alcântara, o bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, celebrou a Santa Missa com as crianças do turno da tarde da Escola Paroquial do Loteamento Samambaia, na Capela do Sagrado Coração de Jesus, ligada a Paróquia Sant’Ana e São Joaquim.
Além das crianças, participaram da Missa a equipe gestora da escola e professoras. A Eucaristia foi concelebrada pelo decano, padre Gustavo de Oliveira, pároco de Sant’Ana e São Joaquim, e pelo assessor eclesiástico para as escolas paroquiais, padre Leonardo João, com assistência do diácono Cássio Smanioto.

O Evangelho proclamado (Jo 20, 24-29), próprio da festa do Apóstolo São Tomé, serviu de ponto de partida para uma homilia dialogada. Ao longo de sua pregação, Dom Joel convidou as crianças a refletirem sobre confiança, amizade e o conselho de Jesus para a vida diária.
Logo no início, recordando o teatro apresentado pelos alunos, o bispo retomou a figura do santo do dia:
“Nós ouvimos agora um pedacinho da vida de Santo Tomé. Tomé tem uma fama. É muito engraçado isso. Tomé quis ver para crer. Tomé não acreditou. Aí a gente se pergunta: por que é que Santo Tomé não acreditou? Santo Tomé conviveu com Jesus.”

Para aproximar o Evangelho da realidade das crianças, Dom Joel comparou a experiência de Tomé com situações da escola, como as provas e a fama de serem difíceis:
“Imaginem, vocês têm prova na escola? Aí o colega e diz assim: ‘Olha, a prova estava muito fácil’. Você acredita ou não acredita? Não acredita, por que qual é a fama da prova? É ser difícil. Se toda vez a prova é difícil, quando alguém diz que a prova estava fácil, a gente desconfia.”
Com exemplos bem-humorados e perguntas ao longo da homilia, o bispo destacou que Tomé havia visto o sofrimento de Jesus – preso, morto e sepultado – e, por isso, teve dificuldade de acreditar quando os outros apóstolos disseram que Ele estava vivo.

“Tomé é alguém que gosta tanto de Jesus que disse: ‘Não é possível que tudo aquilo que eu vi passou’. Aqui está o segredo: passou, porque Jesus disse isso. Por isso Jesus falou: ‘Tomé, você não precisa botar o dedo na minha mão, no meu lado; é só olhar as pessoas que me seguem’.”
Ao falar do medo que tomou conta dos discípulos após a morte de Jesus, Dom Joel também trouxe a experiência das crianças em sala de aula:
“Quando o crucificaram, quando o mataram, todo mundo ficou com medo. E a gente, quando tem medo, o que a gente faz? Com medo, a gente se protege. Se a professora vem, se a diretora vem e a gente está fazendo bagunça, o que a gente faz? Pois é, para a diretora não pegar, a gente sai da bagunça. Quando pegaram Jesus, a turma fugiu.”

A partir daí, o bispo reforçou a importância de confiar nos amigos e de valorizar a convivência:
“Se você é amigo, se você conhece, convive com a pessoa, você vai acreditar no seu colega ou não? Precisamos acreditar no colega, no nosso amigo. É o que Santo Tomé dizia: que Santo Tomé dê para vocês a graça, a alegria de sempre estarem juntos e de valorizar estar juntos.”
No final da homilia, Dom Joel propôs às crianças uma reflexão sobre o valor de brincar em comunidade:

“Qual é a melhor forma de brincar? Sozinho ou com os colegas? Quem acha que é com os colegas, levanta o braço. Pronto. É isso, vocês resolveram. É bom estar com os amigos.”
Assim, em clima de proximidade e diálogo, a Missa com as crianças se tornou um momento de catequese viva, em que a história de São Tomé ajudou os pequenos a compreender que Jesus nos convida a confiar, a viver em comunidade e a reconhecer Sua presença nas pessoas que O seguem.







