Diocese, Notícias › 10/01/2021

Missa nos dez anos da tragédia de 2011

Madrugada de 12 de janeiro de 2011. Os moradores de Teresópolis, Nova Friburgo, São José do Vale do Rio Preto e do Vale do Cuiabá em Petrópolis, além de outros municípios da região serrana, viveram um dos piores momentos de suas histórias. Muitos sobreviventes da maior tragédia natural do Estado do Rio, ainda não se recuperaram e guardam na memória os momentos de terror e na lembrança as mais de 900 pessoas que perderam suas vidas.

A comunidade do Vale do Cuiabá, região mais atingida pela tragédia em Petrópolis, haverá uma missa para lembrar os dez anos, às 19h30, na Capela do Divino. Este foi um dos locais da Diocese de Petrópolis que serviu de abrigo para as vítimas da tragédia de 2011.

O bispo de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, OSB, disse que tragédias como esta e tantas outras, que ceifam a vida de milhares de pessoas, sendo uma grande perda. “Neste momento, quando se completa dez anos da tragédia de 12 de janeiro de 2011, quero reafirmar o compromisso da Igreja em estar junto das vítimas das chuvas. Desde aquele trágico dia, a Diocese vem atuando, através dos agentes de pastorais e lideranças católicas, junto aos poderes públicos, para que as famílias sejam atendidas, e que medidas de prevenção sejam tomadas para evitar novas tragédias”, comentou o bispo diocesano.

Em janeiro de 2011, o então bispo de Petrópolis, Dom Filippo Santoro, atual arcebispo de Taranto na Itália, ao tomar conhecimento da tragédia, mesmo desaconselhado por seus principais assessores, não mediu esforços para estar nos locais da tragédia em apoio a população e aos sacerdotes. Ele percorreu os locais atingidos, encontrou-se com autoridades municipais, estaduais e federal e com representantes das vítimas.

Nos encontros com as autoridades públicas cobrou agilidade para atender as vítimas, transparência e eficiência dos serviços. A partir de sua atuação, com apoio dos sacerdotes, surgiram movimentos na Diocese para atender as vítimas. O mais importante dele foi “Presença Samaritana”, que teve como objetivo arrecadar todo tipo de material a ser doado as vítimas.

Com a “Presença Samaritana”, centralizado em Teresópolis, a Diocese com apoio de instituições, empresas e cidadãos conseguiu atender muitas vítimas, entregando desde alimentos não perecíveis e material de higiene, até utensílios domésticos e eletrodomésticos.  Além do “Presença Samaritana”, como resposta ao apelo da Diocese, surgiu o movimento Pró-Petrópolis, cujo objetivo foi acompanhar as ações para o atendimento as vítimas do Vale do Cuiabá e discutir o planejamento da cidade, principalmente a recuperação de toda região de Itaipava.

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