Diocese de Petrópolis convoca católicos a se vacinarem contra febre amarela

Com objetivo de contribuir com as autoridades de saúde, a Diocese de Petrópolis está orientando que todas as pessoas devem se vacinar contra a febre amarela, para se prevenir e ajudar a evitar que haja uma epidemia urbana desta doença. Dom Gregório Paixão (OSB), bispo da Diocese de Petrópolis, disse que a vacinação é importante e por isso pede que todos os católicos procurem os postos de saúde, onde estará acontecendo a vacinação neste sábado, 3 de março, Dia D de Vacinação contra Febre Amarela no Estado do Rio.
O bispo disse que já se vacinou e que as pessoas procurem informações com os profissionais de saúde e não acreditem em mensagens divulgadas nas redes sociais. “Eu já me vacinei e oriento que todos façam a mesma coisa, pois prevenir doenças é um ato de amor para a própria pessoa, com o próximo e a sociedade, ajudando a evitar uma epidemia”, comentou o bispo.
A campanha de vacinação acontece, neste sábado, dia 3 de março, em todos os municípios do Estado do Rio, incluindo os que fazem parte do território da Diocese: Petrópolis, São José do Vale do Rio preto, Teresópolis, Areal, Magé, Guapimirim, Três Rios e Paraíba do Sul. Nestes municípios a vacina não é fracionada, segundo informações do Estado.
Este ano, foram registrados 108 casos de febre amarela no Estado do Rio de Janeiro, com 48 mortes. O secretário de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr., em entrevista ao D.O Notícias, esclareceu sobre quem deve ser vacinado, a eficácia da dose fracionada, entre outras dúvidas.

Há dois tipos de febre amarela, a silvestre e a urbana. Qual é a diferença entre elas?

Na Silvestre, os principais vetores transmissores são mosquitos haemagogus e sabethes. O ser humano é contaminado acidentalmente, quando vai para áreas que têm a circulação da doença. Já a Urbana é transmitida principalmente pelo Aedes aegypti.

Qual é a forma de prevenção mais eficaz contra a febre amarela?

A vacina. Ela é altamente eficaz e segura.

Qualquer pessoa pode tomar a vacina contra a febre amarela?

A Secretaria de Saúde recomenda a vacinação de pessoas a partir dos 9 meses de idade que ainda não tenham recebido nenhuma dose da vacina. Existem algumas contraindicações específicas, mas, na dúvida, é importante procurar um posto e se informar. Por exemplo, a imunização de crianças menores de 9 meses de idade é contraindicada.

Como é o esquema de vacinação para idosos e crianças?

Crianças a partir de nove meses de idade devem ser vacinadas, assim como idosos que estejam em bom estado de saúde e morem nos 77 municípios que não fazem parte da Região Metropolitana ou que visitem áreas onde há confirmação de circulação do vírus.

O efeito da dose fracionada é mais fraco do que o da dose padrão?

É o mesmo efeito: a pessoa fica completamente imunizada contra a febre amarela. Estudos da Fundação Oswaldo Cruz comprovaram que pessoas que tomam a dose fracionada permanecem imunizadas por pelo menos oito anos. A dose padrão é única, protegendo permanentemente contra o vírus. A dose fracionada é tão segura quanto a dose padrão.

Quem recebe a dose fracionada terá que fazer um reforço depois?

Quem tomar a dose fracionada fica imunizado por pelo menos oito anos.

A vacina vai ser fracionada em todo o estado?

Não. Apenas em 15 municípios da Região Metropolitana: Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Queimados, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti e Seropédica. (os demais municípios a vacina n~]ao está fracionada e segundo os técnicos vale para vida toda).

Quem não deve tomar a dose fracionada?

Crianças entre 9 meses e 2 anos de idade tomam a dose padrão; Gestantes e pessoas em condições clínicas especiais tomam a dose padrão; Pessoas com comprovante de viagem internacional cuja data seja 10 ou mais dias depois da data da vacinação e que precisem da emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) tomam a dose padrão, por determinação da Organização Mundial de Saúde.

Com a campanha da dose fracionada da vacina, o que muda para os viajantes?

A Organização Mundial de Saúde exige que o viajante tenha tomado uma única dose integral para obter o certificado. Com a nova campanha de vacinação fracionada, será necessário que o viajante que ainda não está imunizado vá aos postos de saúde munido, além de caderneta de vacinação, do comprovante da viagem para poder se imunizar com a dose integral.

Contraindicação da vacina

A vacina possui contraindicações absolutas para os menores de nove meses, pacientes com imunossupressão (pessoas em tratamento de quimioterapia, radioterapia, ou com uso de corticoide, por exemplo), e pessoas soropositivas.
“Pessoas com mais de 60 anos, gestantes, mulheres que estão amamentando em todos os municípios devem se vacinar considerando o risco de adoecer a que estão submetidas. Hoje há circulação do vírus no estado então se deve considerar a vacinação. Se não houver contraindicação clínica, a recomendação é que se vacine toda a população de mais de nove meses de idade, incluindo gestantes, mulheres amamentando e pessoas com HIV cujo sistema imunológico não esteja comprometido”, afirmou o subsecretário de estado de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe.

Confira a lista de contraindicação:
• Crianças menores de nove meses de idade;
• Pessoas com imunodeficiência primária ou adquirida (HIV Positivo);
• Pessoas em tratamento com quimioterapia, radioterapia, corticoides;
• Pessoas em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Natalizumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe entre outros terminados com MOMAB, XIMAB, ZUMAB ou UMAB;
• Transplantados de órgãos e indivíduos com doença oncológica.
• Pessoas que já apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica;
• Pessoas com história pregressa de doença de timo (miastenia gravis, timoma), Lúpus, Doença de Addison e Artrite Reumatoide;
• Pessoas com doenças hematológicas que cursam com imunodeficiência (aplasia de medula, anemia aplástica).

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