Notícias › 07/12/2015

Bispo de Petrópolis abre o ano da misericórdia na Diocese

O Bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, OSB, abriu a Porta Santa Catedral São Pedro de Alcântara para o Ano da Misericórdia, na missa das 11h30, com a presença de fiéis de várias paróquias do Decanato São Pedro de Alcântara e do pároco da Catedral, Padre Adenilson e o vigário, Padre Moises. O bispo lembra que, além da Catedral, a Diocese possui mais quatro portas santas, sendo que duas são os santuários Nossa Senhora do Amor Divino e Matosinhos e ainda a Igreja Santa Teresa em Teresópolis e Poço Bento em Magé.

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“É interessante lembrar que o Vaticano tem uma porta santa que abre, normalmente a cada dez anos para um jubileu especial para celebrar a misericórdia. O Papa Francisco fez algo novo ao promulgar o Jubileu da Misericórdia. Ele resolveu dar as dioceses a possibilidade de abrir uma porta para misericórdia para que as pessoas não precisem se ir a Roma, mas que vivam a grandiosidade deste jubileu em suas dioceses”, explicou Dom Gregório.

Sobre as portas na Diocese de Petrópolis, o bispo afirma que elas têm por objetivo lembrar que todos têm a possibilidade de passar para uma vida nova. “O que o Papa deseja é justamente isto, que nós vivamos a misericórdia de Deus, que jamais nos esqueçamos do seu amor e da possibilidade de abrirmos espaço em nossos corações para que Jesus reine, para que Ele seja tudo em todos, para que Ele possa transformar nossa existência” frisou o Bispo.

Em sua homilia, durante a missa, após abertura da Porta Santa, Dom Gregório Paixão lembrou que diariamente passamos por diversas portas, “mas a porta verdadeiramente segura para nós é Jesus Cristo”. Ele lembrou o que disse Cristo: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo” (João 10, 9). “Quem passa por esta porta adquire a salvação eterna. É importante lembrar que não é apenas passar pela porta da Catedral ou pelas outras portas santas. Isto é fácil. Quem decide passar pela porta precisa ter o compromisso em seu coração de transformação da sua vida e para isto é preciso cumprir determinadas regras, como arrependimento dos pecados e confissão”, explicou o Bispo Diocesano.

Além do arrependimento e da confissão, o fiel precisa cumprir outras regras como a comunhão, oração pelas intenções do Sumo Pontífice, visita a uma das igrejas denominadas portas santas e recitação do Credo. Além disto, conforme estimula e chama atenção o Papa Francisco no documento publicado, o Ano da Misericórdia será um tempo para se retomar as obras de misericórdia corporal e espiritual:

Obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos.

Obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos.

Além da celebração da abertura da Porta Santa, a missa também foi em ação de graças pelos 190 anos de nascimento do Imperador Dom Pedro II. Dom Gregório Paixão voltou a lembrar o exemplo de homem, pai, cristão e governante que foi o Imperador. “É importante destacar que ele sempre se alimentou da hóstia consagrada, presença viva de Cristo e quando recebeu a carta, lhe avisando da proclamação da república, o Imperador estava saindo da missa na antiga Igreja Matriz”.

A missa contou com a presença de representantes da Família Imperial de Petrópolis, Dona Cristina de Orleans e Bragança e Dom Manuel de Orleans e Bragança, assim como de membros do Instituto Histórico de Petrópolis e do Museu Imperial, além de outras personalidades da cidade.

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