A casa na rocha – 5ª-feira da 12ª Semana do Tempo Comum – Mons. Paulo Daher

No 2º. Livro dos Reis, 24, 8-17, Joaquim com 18 anos começou a reinar em Jerusalém. Fez o mal diante do Senhor. Nabucodonosor, rei da Babilônia atacou a cidade. O rei, sua família e seus servos foram feitos prisioneiros. Foram levados todos os tesouros do templo. Quebraram todos os objetos de ouro do templo. Só ficou em Jerusalém a população mais pobre. Levou todos os ferreiros, e os homens fortes para serem soldados. E deixou em Jerusalém seu tio Matanias que se chamou então Sedecias.

A história da humanidade  em todas as regiões da terra se realiza em altos e baixos. Em momentos de paz e em momentos de guerra. Parece que  ser humano se cansa da paz. São inquietações que surgem devido à ganância de poder e de bens materiais.

Tudo começa em casa, em nossa família. Desde cedo a criança vè e vive a maneira de as pessoas conviverem. O que se aprende em pequeno dificilmente muda. É nos primeiros anos que se fixa a personalidade.

Na Bíblia, a Palavra de Deus nos livros sapienciais de modo especial lemos os conselhos para os pais de como educar seus filhos, de filhos de como respeitarem seus pais, de irmãos como saberem conviver bem.

Há pessoas de qualidades que em pequeninas coisas no relacionamento não sabem respeitar a presença dos outros. Começa em casa, vai para o colégio, mostra-se nas amizades, depois nas profissões e infelizmente até se sente na vida religiosa.

Jesus conviveu três anos com os apóstolos. Grande maioria pescadores, analfabetos, homens acostumados ao trabalho duro. E em seu tempo a vida religiosa manifestava-se com muitas regras, muitas exigências que às vezes não respeitavam a situação de fraqueza das pessoas ou se valorizava demais a aparência do ser humano.

O progresso tecnológico facilitou a vida humana. E os mais jovens rapidamente sabem utilizar a técnica, ou por com facilidade rapidamente desenvolverem seus estudos alcançam postos na sociedade de grande responsabilidade social.

A maioria dos problemas humanos não pode só ser resolvidos pelo conhecimento das leis físicas, das ciências exatas nem mesmo no campo delicado da saúde do corpo e do espírito.

Quantos profissionais que lidam diretamente com as pessoas que não tem o mínimo de respeito pelo ser humano que vem pedir solução de seus problemas de direitos sobre a vida, saúde, família, trabalho.

No outro dia um cardiologista ouvia a queixa de um senhor de idade cuja consulta foi muito rápida. O médico lhe respondeu: meu senhor, eu estou sozinho e tenho para atender 200 pessoas. Faço o possível para que ninguém tenha de voltar amanhã ou depois de amanhã ou quase à beira da morte.  Aí é claro o médico também sofria a falta de organização social para atender a grande demanda já conhecida dos governantes.

Ao menos o que tivermos de fazer, que o seja da melhor maneira humana e cristã possível.

Em Mateus,  7, 21-29, Jesus disse: “nem todo aquele que me chama de Senhor, entrará no reino dos céus, mas sim o que segue a vontade de meu Pai.  No final alguns vão dizer que profetizaram em nome de Deus, expulsaram demônios, fizeram milagres. Direi: afastem-se de mim porque você só fizeram pelo mal. Quem faz mesmo minha vontade é como a pessoa que construiu a casa sobre a rocha. Resistiu às chuvas, às enchentes. Quem constroi sobre a areia não vai resistir. As multidões que ouviam Jesus admiradas disseram: “Ele ensina como quem tem autoridade e não como nossos mestres da lei.”

Continuamos nossos pensamentos como no evangelho de ontem.

Devemos ser o que somos e não o que aparentamos ser.Eu por fraqueza,

por rotina, por superficialidade posso manifestar minha fé participando de muitos atos religiosos. Mas tudo isso só tem sentido se vivo fazendo esforço constante por ser fiel a Jesus, apesar de minhas fraquezas.

Em tempo passados os padres para ajudar a uma vivência maior na participação dos sacramentos e no fervor religioso, sugeriam para as crianças e as pessoas simples que cuidassem do seu tesouro espiritual. Este consistia em escrever cada dia: quantas jaculatórias, orações, terços, visitas ao Santíssimo Sacramento, atos de misericórdia espirituais e corporais, vistas a enfermos etc. E no fim do mês deviam entregar ao padre responsável pelo grupo religioso a que pertencia.

Esta prática ajudou a muitos a perseverar praticamente numa vida religiosa melhor. Mas alguns, por fraqueza ou rotina, faziam para poder apresentar ao padre como estava realizando a sua fé e caridade.

Sem querer julgar ninguém, é possível que alguns se sentissem fervorosos na prática religiosa e achassem que tivessem conseguido o  bilhete de entrada no céu.

Não deixemos de realizar as práticas devocionais que nossa Igreja aceita e propõe. Esforcemo-nos mais um pouco para que transformem de fato nossa vida. Que possamos crescer cada dia no amor a Deus e a todos.

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