A comunidade da Capela São Francisco de Assis, pertencente à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, celebrou, no domingo à noite, o padroeiro com uma missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado.
A celebração foi concelebrada pelo pároco, Padre João Rosa de Miranda, e pelo vigário paroquial, Padre Mário José Coutinho, com a assistência dos diáconos permanentes João Henrique e Paulo Munck Machado.
Ao final da missa, a comunidade agradeceu a presença de Dom Joel, ressaltando a importância de celebrar o padroeiro junto ao pastor da Diocese. Padre Mário também recordou o aniversário natalício do bispo, celebrado no dia 2 de outubro, e convidou os fiéis a rezarem por sua vida e por seu ministério episcopal. Em nome da paróquia, Padre João Rosa destacou a presença do bispo como um sinal de unidade e comunhão eclesial.
A espiritualidade de São Francisco
Durante a homilia, Dom Joel refletiu sobre a vida e o testemunho de São Francisco de Assis, cuja espiritualidade continua inspirando famílias, comunidades, congregações religiosas e ordens presentes em todo o mundo.
O bispo lembrou que, na tradição franciscana, a morte de São Francisco é compreendida como seu “trânsito”, isto é, a passagem para a vida plena em Deus. A perspectiva ajuda a compreender que, para o santo, a morte não representava um fim absoluto, mas o encontro definitivo com Jesus Cristo.
Segundo Dom Joel, São Francisco descobriu Jesus e permitiu que esse encontro transformasse profundamente sua vida. A partir dessa experiência, o santo encontrou o verdadeiro sentido da existência, não baseado na posse de bens, na ganância ou na violência, mas no amor, na simplicidade, na fraternidade e no cuidado com toda a criação.
O chamado a produzir bons frutos
Ao comentar as leituras proclamadas na celebração, Dom Joel utilizou a imagem bíblica da vinha. Recordou que o proprietário prepara a plantação com cuidado e espera que ela produza bons frutos. A reflexão apontou para a responsabilidade de cada cristão em corresponder ao amor de Deus por meio de atitudes concretas de conversão.
“O que a presença de Jesus suscita em nosso coração?”, questionou o bispo, ressaltando que a fé precisa produzir frutos na vida cotidiana. Para ele, acolher Cristo significa assumir um caminho de transformação, comprometido com a justiça, a paz e a defesa da dignidade humana.
Dom Joel também destacou que a ganância e o apego aos bens podem afastar as pessoas do essencial. Inspirado no testemunho de São Francisco, afirmou que o sentido da vida não está na acumulação, mas na capacidade de reconhecer que tudo é dom de Deus e deve ser colocado a serviço do bem.
Um caminho de paz
Ao concluir a homilia, o bispo convidou a comunidade a seguir o caminho indicado por Jesus e testemunhado por São Francisco: o caminho da paz, da fraternidade e do amor.
Diante de um mundo marcado por conflitos, guerras e violência, Dom Joel reforçou a atualidade da mensagem franciscana e pediu que os fiéis sejam uma “vinha” capaz de produzir bons frutos, levando ao mundo a paz recebida de Cristo.
A celebração também recordou a proximidade dos 800 anos do trânsito de São Francisco de Assis, que serão celebrados em 2026, reafirmando a atualidade de sua espiritualidade e de seu testemunho de simplicidade, cuidado com a criação e compromisso com os irmãos.









