As Ligas Católicas da Federação de Petrópolis realizaram, no dia 27 de setembro, o 70º Encontrão das Ligas Católicas. O evento reuniu participantes de diversas comunidades e também liguistas de outras dioceses, como Nova Iguaçu, Valença e Rio de Janeiro.
Durante o dia, os participantes vivenciaram momentos de oração, adoração, reflexão e confraternização. O tema central do encontro foi “Na escola da Sagrada Família, a Palavra foi acolhida e vivenciada”, desenvolvido pelo casal formado pelo diácono permanente Carlinhos e sua esposa, Rogéria.
Um dos momentos de destaque foi a inauguração do Poço de Jacó, localizado entre o mirante de Nossa Senhora Aparecida e o salão da sede da Federação. O espaço recebeu a bênção do assessor das Ligas Católicas, padre José Celestino Coelho.
Segundo ele, o local faz referência à passagem bíblica do encontro de Jesus com a mulher samaritana. Na Bíblia, o poço aparece como um lugar de encontro e de transformação. Foi junto ao Poço de Jacó que Jesus ofereceu à samaritana a água viva, símbolo do próprio Cristo.
“Jesus se revelou àquela mulher e mostrou que Ele é a fonte da água viva. Na samaritana, está representada toda a humanidade”, explicou padre Celestino.
Para o Padre Celestino, a inauguração do espaço reforça a identidade da sede da Federação, que conta também com uma capela dedicada ao Santíssimo Sacramento, o mirante de Nossa Senhora Aparecida e uma grande cruz que recorda a Jornada Mundial da Juventude.
Um movimento de evangelização
Padre Celestino destacou a importância das Ligas Católicas para a vida da Igreja. Segundo ele, trata-se de um movimento formado, em grande parte, por pessoas simples que evangelizam por meio de ações concretas, como a oração do terço, as visitas às famílias e o acompanhamento dos doentes.
“A Liga Católica é um movimento muito simples, de pessoas simples, que evangelizam de casa em casa, rezam o terço e visitam os doentes. É um movimento de uma Igreja em saída”, afirmou.
Ele explicou que a Liga Católica foi fundada em 1844, em Liège, na Bélgica, pelo militar capitão Henrique Beretabri. No Brasil, o movimento chegou em 1902. Na Diocese de Petrópolis, a Federação foi criada em 1964, com o acompanhamento dos padres redentoristas.
De acordo com padre Celestino, além das visitas e da oração, os liguistas participam de reuniões nas paróquias e colaboram com as comunidades em diferentes atividades.
“É um trabalho muito simples, mas que eu valorizo muito, porque é esse terço de casa em casa, sempre em movimento”, ressaltou.
O assessor também convidou as pessoas a conhecerem o movimento e a procurarem os coordenadores das Ligas Católicas nas paróquias.
“Procure conhecer a Liga Católica e veja, na sua paróquia, quem é o coordenador. Venha se inserir nesse movimento, nesse grupo que é tão simples e que tem uma grande importância na evangelização da Igreja”, incentivou.
Santificação das famílias
A integrante Maria Aparecida também ressaltou que a Liga Católica contribui para o fortalecimento da vida familiar. Segundo ela, o movimento incentiva a fraternidade, a oração e a vivência da fé dentro de casa.
“A nossa essência é a santificação das famílias. Queremos fazer da família aquilo que é o chamado da Igreja para nós: uma igreja doméstica”, afirmou.
Ela explicou que os liguistas atuam sob a coordenação dos padres e permanecem à disposição das paróquias para colaborar em eventos, visitas e outras atividades pastorais. Nas comunidades que possuem a Liga, os encontros geralmente acontecem uma vez por mês, sempre iniciados com a celebração da missa.
“Conviver e rezar”
A missa de encerramento foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, e concelebrada pelo padre José Celestino Coelho. Durante a homilia, o bispo ressaltou que o Encontrão possibilitou aos participantes viver duas dimensões fundamentais da fé cristã: a convivência e a oração.
“De um lado, conviver com os irmãos e as irmãs; do outro, rezar para Deus e para Jesus”, afirmou Dom Joel, relacionando essas atitudes aos mandamentos do amor a Deus e ao próximo.
O bispo também destacou que a fé deve ser demonstrada por meio de atitudes concretas, e não apenas por palavras. Ao refletir sobre a parábola dos dois filhos enviados pelo pai para trabalhar na vinha, Dom Joel afirmou que a santidade se manifesta na coerência entre aquilo que a pessoa diz e aquilo que faz.
“Santo não é quem não peca, mas quem se apaixona tanto por Jesus que vai vencendo o pecado a cada dia”, disse.
Dom Joel ainda incentivou os membros das Ligas Católicas a fortalecerem o trabalho de visitas às famílias e a manterem uma Igreja em saída, capaz de ir ao encontro das pessoas que não conseguem ou não desejam participar das celebrações nas comunidades.
“Se a pessoa não vem, a Igreja vai. Por isso, não desistam dessa missão”, exortou.
Ao final da celebração, membros da Liga Católica receberam cordões e diplomas em reconhecimento ao tempo de participação e à formação realizada no movimento.












