Dom Paulo Machado, natural de Magé, destacou a importância do perdão, da misericórdia e da unidade da Igreja durante a celebração na Paróquia Nossa Senhora da Piedade.
Em comemoração aos 80 anos da Diocese de Petrópolis, a Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Magé, recebeu, no domingo, 13 de setembro, o bispo de Uberlândia, Dom Paulo Machado. Ele presidiu a Santa Missa da trezena em preparação para a festa da padroeira.
A celebração foi concelebrada pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, pelo pároco, Padre Leonardo Tassinari, pelo Padre Frederico Fernandes de Oliveira Ferreira e pelo Padre José Luiz Montezano.
Durante a homilia, Dom Paulo, natural de Magé, destacou a alegria de retornar à sua terra natal e ressaltou a importância do município para a história da Diocese de Petrópolis. Segundo ele, Magé é uma terra abençoada e o município que mais contribuiu com vocações sacerdotais para a diocese.
“Estando em Magé, eu volto às minhas raízes. Tenho muito orgulho de ser magéense, de viver numa terra que foi, de certa forma, consagrada a Deus desde os seus primeiros instantes”, afirmou.
O bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, explicou que a presença de Dom Paulo fazia parte das atividades comemorativas pelos 80 anos da Diocese de Petrópolis. Ao longo do ano, a diocese tem acolhido bispos que contribuíram para sua história, seja por terem nascido na região, seja pelo serviço prestado à Igreja local.
“Uma das maneiras de celebrar e agradecer a Deus pelos 80 anos é convidar, acolher e agradecer a presença de bispos que marcaram a vida de nossa diocese. Dom Paulo é um desses”, declarou Dom Joel.
Perdão e misericórdia
A partir das leituras e do Evangelho do dia, Dom Paulo refletiu sobre o perdão e a misericórdia como fundamentos da vida comunitária. Ele destacou que, embora a comunidade cristã seja formada por pessoas unidas pela fé, também está sujeita a conflitos e dificuldades.
Segundo o bispo, o cristão é chamado a seguir o exemplo de Jesus Cristo, que, na cruz, pediu ao Pai que perdoasse aqueles que o crucificavam. Dom Paulo também lembrou o testemunho de Santo Estêvão, que perdoou seus algozes.
Para ele, perdoar nem sempre significa esquecer, mas cultivar no coração o desejo de superar a mágoa e buscar a reconciliação.
“Se é tão difícil o perdão, é preciso pedir a Deus um coração misericordioso. Pedir e insistir para que tenhamos também um coração misericordioso”, afirmou.
Dom Paulo também ressaltou a importância da unidade da Igreja, da comunhão entre os fiéis e da obediência às orientações dos bispos. Em sua reflexão, recordou que o bispo é sinal de unidade na Igreja local e exerce a missão de conduzir o povo de Deus na fé, na liturgia e na busca pela santidade.
Homenagem e gesto de gratidão
Ao final da celebração, o pároco, Padre Leonardo Tassinari, expressou sua gratidão pela presença de Dom Paulo e recordou o período em que foi seu aluno e formador no seminário.
Padre Leonardo destacou que a gratidão precisa ser demonstrada não apenas por palavras, mas também por meio da vida e do serviço à Igreja.
Como gesto de agradecimento e sinal de comunhão com o Santo Padre, o sacerdote entregou a Dom Paulo uma réplica da cruz utilizada pelo Papa Leão XIV. A lembrança foi oferecida em nome da Diocese de Petrópolis, que providenciou a réplica para os bispos convidados a participar das celebrações pelos 80 anos da diocese.
A programação da festa de Nossa Senhora da Piedade prossegue na paróquia, com missas e atividades religiosas até o dia dedicado à padroeira.







