Papa Leão XIV convida a rezar “pelos valores do esporte”

Cidade do Vaticano, 2 de junho de 2026. Às vésperas de grandes competições esportivas, como a Copa Mundial de Futebol, o Papa Leão XIV dedica sua intenção de oração do mês de junho aos valores do esporte, “para construir comunhão e fraternidade na história”. Por meio da campanha Reza con el Papa, a Red Mundial de Oración del Papa convida mensalmente aos cristãos a se unirem às intenções do Pontífice. Assim, em junho, o convite é rezar para que o esporte seja um instrumento de paz, encontro e diálogo entre culturas, promovendo o respeito, a solidaridade e o espírito de superação.

No início de sua oração, o Papa Leão eleva sua súplica ao “Senhor da vida” agradecendo pelo dom do esporte: pelos que “glorificam a Deus com o exercício de seus corpos, pelas amizades que nascem no campo e pela alegria de jogarem juntos, em equipe”. O Pontífice pede que o esporte seja sempre “escola de fraternidade e não de rivalidade vazia, espaço de encontro e não de exclusão, caminho de paz e não de violência“. Também expresa como o esporte tem uma “linguagem universal que aproxima culturas, une povos e promove respeito, solidaridade e superação pessoal”. No final da oração, o Papa se dirige a Deus suplicando que “nunca nos falte o teu Espírito, que faz de nós uma só equipe, unida contigo para construir comunhão e fraternidade na história”.

O esporte como um caminho para construir a paz

Em pouco mais de um ano de pontificado, não é a primeira vez que o Papa Leão XIV recorda à Igreja os valores do esporte. De fato, em 15 de junho de 2025, durante o Jubileu do Esporte celebrado em Roma, falou sobre o esporte como um instrumento de paz: “o esporte é um caminho para construir a paz, porque é uma escola de respeito e lealdade, que faz crescer a cultura do encontro e a fraternidade”. Em sua homilia da Missa, desse mesmo dia, o Pontífice acrescentou ainda que “numa sociedade marcada pela solidão, na qual o individualismo exagerado deslocou o centro de gravidade do “nós” ao “eu”, terminando por ignorar ao outro, o esporte — especialmente quando praticado em equipe —  ensina o  valor da colaboração, de caminhar juntos”, convertendo-se assim em um importante instrumento de recomposição e encontro entre os povos.

Mais recentemente, no mês de abril de 2026, ao receber aos atletas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Milão-Cortina, Leão XIV insistiu nesta mesma visão: “Nos tempos atuais, tão marcado por polarizações, rivalidades e conflitos que desembocam em guerras devastadoras, seu compromiso adquiere um valor ainda maior: o esporte pode e deve converter-se verdadeiramente num espaço de encontro! Não uma exibição de força, mas um exercício de relação”. Para o Papa, os esportistas são chamados a ser testemunhas de uma linguagem universal: “competir sem odiar, ganhar sem humilhar, perder sem perder-se”.

Também o Papa Francisco, no O Vídeo do Papa de agosto de 2016, dedicado a “O esporte, por uma cultura do encontro”, já mostrava como o esporte pode converter-se em um “veículo de fraternidade” entre pessoas de origens distintas.

“Uma ponte de diálogo que transcende fronteiras, línguas e ideologias”

De fato, a cultura do esporte como um instrumento de paz vem de séculos de história, desde as origens dos Jogos Olímpicos. A tradição da Trégua Olímpica — conhecida na Antiga Grécia como Ekecheiria — nasceu no século IX a.C. de um acordo entre cidades-estado em conflito para garantir a participação segura nos Jogos, convertendo o esporte em uma ponte de diálogo e convivência pacífica. Retomando esse espírito, o Comitê Olímpico Internacional (COI) ressuscitou este conceito nos anos 90 com o objetivo de aproveitar o poder transformador do esporte como instrumento de paz e reconciliação.

O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, o Padre Cristóbal Fones, afirma que: “O esporte é um desses espaços únicos onde a humanidade se encontra de verdade. É uma ponte de diálogo que transcende fronteiras, línguas e ideologias. No campo, na pista, na piscina, perssoas de culturas e nações diversas compartilham o esforço, o sacrifício, a alegria da vitória e a dor da derrota. O esporte nos ensina a constância, a disciplina, o valor do trabalho bem feito, a humildade diante dos próprios limites. E talvez o mais belo: nos recorda que ninguém vence verdadeiramente sozinho. Necessitamos do outro. Por isso o Papa nos convida a rezar para que esses valores tão humanos — o respeito, a solidaridade, a superação pessoal — não fiquem somente no ambiente do jogo, mas transformem nossa maneira de viver juntos no mundo”.

Sobre a Rede Mundial de Oração do Papa

A Rede Mundial de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia confiada à Companhia de Jesus. Está presente em mais de 90 países e reúne uma comunidade espiritual de mais de 22 milhões de pessoas que procuram viver cada dia com disponibilidade para colaborar na missão de Cristo. No centro desta missão estão as intenções mensais de oração do Papa, que convidam a centrar-se nos desafios da humanidade e na missão da Igreja.

Foi fundada em 1844 como Apostolado da Oração. Em dezembro de 2020, o Papa Francisco instituiu esta Obra Pontifícia como Fundação Vaticana e aprovou os seus estatutos definitivos em julho de 2024.

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