“Juventude de verdade é deixar o Espírito Santo agir”, afirmou Dom Joel, ao ministrar o sacramento do Crisma a 60 jovens e adultos, na Paróquia de Cascatinha

Na noite de quinta-feira, 28 de maio, a Paróquia Sant’Ana e São Joaquim, em Cascatinha, Petrópolis, viveu um momento de grande festa com a celebração do Crisma de 60 jovens e adultos. A missa foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, e concelebrada pelo pároco, padre Gustavo Passos de Oliveira, e pelo vigário paroquial, padre Claudio de Aguiar da Silva. Também estiveram presentes o diácono permanente Marcelo da Silva Guimarães, coroinhas e ministros extraordinários da Sagrada Comunhão.

Durante a celebração, padre Gustavo agradeceu o empenho dos catequistas na preparação dos crismandos, destacando a dedicação e o esforço de cada um no trabalho pastoral. “Os nossos catequistas são esforçados e trabalham muito”, afirmou o pároco. Ele também agradeceu a presença de Dom Joel e seu ministério episcopal, recordando aos fiéis que “onde está o bispo está a Igreja”.

Em sua homilia, Dom Joel refletiu sobre a ação do Espírito Santo na vida do cristão, a partir de uma pergunta central: “O que acontece conosco quando o Espírito Santo vem?”. O bispo explicou que a resposta é iluminada, em primeiro lugar, pela Palavra de Deus, e também por um símbolo concreto presente na celebração: a vela que os crismandos traziam nas mãos.

Segundo ele, a vela acesa representa cada fiel iluminado pelo Espírito Santo. “A chama nós vemos, mas a ação de Deus em nós é invisível”, ressaltou, lembrando que o Espírito vem habitar no coração do cristão, tornando-o morada de Deus. Ao comentar as leituras proclamadas, Dom Joel destacou que o Espírito Santo é um presente de Cristo, dado no amor e na misericórdia do Pai, para que os batizados possam chamar Deus de “Abba”, isto é, “pai querido”, assim como Jesus.

O bispo insistiu que o Crisma não é apenas um rito formal, mas um marco na vida da fé, que deve se traduzir em atitudes concretas no cotidiano. Inspirando-se na oração “Doce Coração de Jesus, fazei o nosso coração semelhante ao vosso”, ele explicou que ter um coração semelhante ao de Cristo é procurar agir, em cada situação, como Jesus agiria: desde um simples “bom dia” dado com delicadeza até o difícil gesto de perdoar os inimigos.

Dom Joel convidou os crismados e toda a comunidade a fazerem, em cada momento da vida, a pergunta: “Como Jesus agiria se estivesse na situação em que eu estou agora?”. Para ele, esta é uma forma concreta de perceber a ação do Espírito Santo, que transforma o coração ao longo do tempo. “Juventude de verdade não é ter força para odiar, mas deixar o Espírito Santo agir”, afirmou.

Ao final, o bispo lembrou que o sacramento do Crisma é recebido uma única vez, mas seus efeitos se estendem por toda a vida. “A beleza do Crisma se traduz no dia a dia, até o último respiro, quando vivemos sabendo que somos morada do Espírito Santo”, concluiu.

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *