O Carmelo do Espírito Santo, em Teresópolis, viveu um dia de grande festa na solenidade de Pentecostes. Ao final da celebração, o bispo diocesano, dom Joel Portella Amado, abençoou as obras de restauração de uma parte do claustro, recentemente concluídas.
Restauração inspirada pela visita de Santa Teresinha
O projeto de restauração teve início após a visita das relíquias de Santa Teresinha do Menino Jesus, em julho de 2024. A partir desse momento, um grupo de amigos e profissionais se uniu para ajudar o Carmelo.

Para Felipe Rezende, que, junto com André Rezende e Taiane Badine, coordenou o projeto, a presença das relíquias foi decisiva:
“A visita das relíquias foi o começo de tudo. Ela nos motivou a iniciar a reforma, ao percebermos as necessidades das monjas e a dificuldade de manutenção do prédio”, explicou.
A iniciativa contou com o apoio de vários benfeitores, que assumiram financeiramente a restauração de um metro quadrado cada. Essa divisão foi organizada em um mapa, que será transformado em um quadro de agradecimento e colocado em um local de destaque no Carmelo, na festa de Nossa Senhora do Carmo.
Patrimônio de fé em Teresópolis
Fundado em 3 de julho de 1945, o Carmelo do Espírito Santo é considerado um dos patrimônios de Teresópolis. Suas fundadoras foram a serva de Deus Madre Maria José, do Carmelo de Santa Teresa (Rio de Janeiro), e Madre Maria Evangelina da Assunção, do Carmelo da Santíssima Trindade.

O mosteiro foi construído em apenas três anos, graças ao espírito empreendedor de Madre Maria Bernadette, que, confiando em Deus, em Nossa Senhora e em São José, e com o auxílio de numerosos benfeitores, conseguiu erguer o edifício. Mais do que o mosteiro material, ela buscou formar “pedras vivas”: as monjas, que foram e continuam sendo o fundamento espiritual deste Carmelo.
Gratidão e missão de rezar pela paz
Durante a celebração, a Madre Maria Goretti de Jesus Crucificado, OCD, agradeceu a todos os que colaboraram com a obra, em especial ao grupo Amigos do Carmelo, que desde 1º de outubro de 2024 vem se dedicando a apoiar a comunidade.
Ela destacou a missão das monjas:
“Uma das nossas vocações é rezar pela paz. Quando o Carmelo foi idealizado e construído, o mundo vivia grandes conflitos, assim como hoje. Por isso, mais uma vez estamos empenhadas em rezar pela paz. Tenham a certeza de que cada um de vocês está em nossas orações”, afirmou, convidando todos a se unirem em oração.
Bênção das obras e permanência do Espírito
Na homilia da missa de Pentecostes, celebrada na capela do Carmelo, dom Joel recordou que, ao final do Tempo Pascal, o Círio Pascal é apagado, em um gesto que encerra liturgicamente o período, mas ao mesmo tempo reafirma a presença constante do Espírito Santo na vida da Igreja.

O bispo anunciou que as melhorias seriam confiadas à ação de Deus:
“Pela força do Espírito Santo, tudo aquilo que foi restaurado, toda a obra realizada seja abençoada, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, declarou.
Ele também fez memória às tradicionais festas do Divino Espírito Santo, nas quais fiéis percorrem casas e comunidades levando cantos e alegria:
“Na festa do Divino, os devotos batem à porta, cantam para levar alegria, lancham um pouquinho, se fortalecem e depois vão anunciando a alegria”, lembrou.
“Como é bom quando nós nos unimos”
Ao concluir sua reflexão, dom Joel expressou o desejo de que a mesma dinâmica de alegria, unidade e missão se repita na vida de todos:
“Que assim seja para o Carmelo, que assim seja para todos nós, e que, ao final, ao abençoar e dar graças pelas reformas feitas, possamos dizer: como é bom quando nós nos unimos e deixamos que o Espírito Santo aja em nós”.





