Hospital Santa Teresa celebra 150 anos de fundação

Com missa presidida pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, as Irmãs de Santa Catarina, diretores, médicos e colaboradores celebraram os 150 anos do Hospital Santa Teresa. As irmãs agradeceram a todos que contribuíram e contribuem para que o hospital continue sua missão junto à população, frisando que o Santa Teresa pertence aos petropolitanos.

No início da celebração, foi apresentado um pequeno histórico do hospital, relatando como as primeiras seis irmãs chegaram ao Brasil, vieram se estabelecer em Petrópolis e assumiram a direção do Hospital Santa Teresa. Para a diretora executiva do hospital, Patrícia de Toledo, é uma alegria poder dar continuidade à missão iniciada pelas irmãs. Já o diretor técnico, Vinicius Amaral, afirmou que é uma alegria e um orgulho poder dizer que “trabalho no Hospital Santa Teresa”, ressaltando a importância da celebração dos 150 anos.

Presidida por Dom Joel, a missa foi concelebrada pelo monsenhor Luís Mello, padre Lucas Thadeu da Silva, frei Sebastião José Ramos dos Santos, OFMCap, frei Paulo Roberto Santos Santana, OFM, frei Willian Gomes, OFMConv., e frei Luiz Gonzaga da Silva, OFMConv.

Em sua homilia, Dom Joel destacou a dimensão profundamente humana e evangélica do cuidado com a saúde, sublinhando que a história da instituição está marcada pela gratidão, pelo compromisso e pela defesa da vida em todas as suas etapas. O bispo recordou que o tempo presente pode ser confuso e desafiador, mas que a memória do que foi recebido ao longo da história é fonte de esperança e responsabilidade.

“Quando olhamos para tudo o que recebemos e que hoje somos chamados a continuar, surge uma pergunta inevitável: como não dar continuidade àquilo que recebemos?”, questionou, referindo-se ao legado das irmãs e de todos os que, ao longo de 150 anos, se dedicaram ao cuidado dos enfermos.

Ligando a história do hospital à caminhada da Diocese de Petrópolis, que celebra 80 anos de criação, Dom Joel destacou duas palavras que marcam este tempo jubilar: gratidão e compromisso. “Independentemente de qualquer outra situação, é profundamente humano o que nós estamos fazendo aqui hoje. Gratidão e compromisso são as palavras que a Diocese tem usado neste ano, e que também se aplicam à história deste hospital”, afirmou.

Ao refletir sobre a missão do Hospital Santa Teresa, Dom Joel ressaltou que, à luz do Evangelho, a cura é sempre mais do que um ato técnico: é sinal da presença de Deus e expressão concreta do amor ao próximo. “Na Sagrada Escritura, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, a cura é um chamado, um sinal, uma manifestação da presença de Deus. A cura não é apenas física, embora a cura física já seja, por si só, algo muito grande”, sublinhou.

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