Assunção de Nossa Senhora

Mons.Paulo Daher

Ano B – 20º Domingo do Tempo Comum

Apocalipse 11, 19a; 12,1,3-6a.10ab, Nossa Igreja se serve desse trecho para aplicar a Nossa Senhora. São imagens que nos lembram dons e qualidades de Maria, a Mãe de Jesus, e a proteção de Deus sobre ela, a escolhida para ser a Mãe de Deus e nossa Mãe.

Nossa Igreja seja nos escritos dos Santos Padres dos primeiros séculos, com reflexões teológicas e considerações expressivas, seja na própria liturgia das festas de Nossa Senhora demonstra um carinho filial ao mesmo tempo uma confiança total na intercessão de Maria, a Mãe de todos os viventes.

Neste trecho expressões próprias ilustram a figura de Maria. Vestida de sol. O mesmo que “cheia de graça” do anjo Gabriel na Anunciação. A lua sob seus pés, pode significar o céu também: rainha dos anjos, eleita pelos anjos e por todos que já estão junto de Jesus, glorioso, com sua Mãe santíssima.

A coroa de doze estrelas, os doze apóstolos que com Ela se prepararam para a vinda do Espírito Santo iniciando a Igreja de Cristo.  Maria, Mãe da Igreja.

Inspirada na devoção simples do povo cristão o tempo foi tecendo em torno de Maria títulos que expressamos como filhos amados nas ladainhas com que cantamos seus louvores.

Na 1ª. Coríntios 15, 20-27a, refletindo no poder de Cristo sobre a vida, o apóstolo apresenta como confirmação da missão salvadora de Cristo sua ressurreição. Esta é a prova mais forte para quem ainda está com fé inicial vendo mais o poder divino de Cristo firmado em suas palavras e em seus milagres. Lemos isto nos quatro evangelhos que narram os últimos anos de sua vida.

Em outras cartas o apóstolo analisa os seus sofrimentos e canseiras na realização do reino de Cristo na terra, e sua inspiração e força que vem de Cristo morto na cruz e vitorioso por sua ressurreição.

Jesus o Filho do Deus da vida, crucificado, mais uma vez provou que a vida e a morte estão sempre nas mãos de Deus, que com sua providência, por caminhos que não conhecemos e às vezes nem aceitamos, faz da morte aparecer a vida.

Maria, como o apóstolo Paulo, sendo a Mãe do Filho de Deus que se fez homem em seu ventre imaculado, se submeteu como seu Filho aos sofrimentos. Ele é chamada de Mãe das dores, não no sentido de pessoa que sofre por ser da família humana condicionada a sacrifícios.  A Mãe das Dores é que gerou junto com seu Filho, novos filhos. Sendo Mãe das Dores, Ela por Jesus é Mãe da divina graça.

Em Lucas 1, 39-56, esta passagem da vida de Maria apresenta um retrato fiel e resumido de tudo que Maria é para Deus e para os redimidos por Cristo.

Maria, a mais santa das criaturas, a mais perfeita criatura a quem Deus deu a vida, acaba de se tornar a Mãe do Filho de Deus.

O seu primeiro pensamento, como Jesus irá ensinar, é ir ajudar sua prima de idade na espera do bebê João Batista.

Ela vai se encontrar com sua prima levando consigo o seu  Filho, e abrindo caminho para o Espírito Santo agir.

Mal chegou, já Isabel sentiu seu filho pular de alegria em seu ventre com a saudação de Maria e já soube que Maria era a Mãe de Deus. Não tem palavra para expressar a felicidade desse encontro.

Maria pelas lembranças de ouvir a história de seu povo, de orar de cor sempre os salmos messiânicos, canta um hino de louvor a Deus por tudo o que aconteceu em seu povo pela providência de Deus, e profetiza os bens no futuro que aguarda a humanidade com a presença e ação de seu Filho.

O Magnificat, os louvores de Maria, ressoam pelos séculos, como a oração mais perfeita que lábios humanos cantaram, exaltando sempre o grande amor de Deus por nós que Jesus nos permitiu manifestar,

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *