Artigos, Notícias › 03/12/2021

SÍNODO 2023: Vamos Participar!?

Em Roma, no dia 09 de outubro, o Santo Padre, Papa Francisco, abriu o Sínodo que culminará na Assembleia Geral dos Bispos, em outubro de 2023, depois de realizar as fases anteriores nas Dioceses e nas Conferências Episcopais.

No dia 17 de outubro, na Catedral São Pedro de Alcântara, o Sr Bispo Dom Gregório fez a abertura da fase diocesana do Sínodo.

O Sínodo é um momento eclesial, e o protagonista do Sínodo é o Espírito Santo. Se não estiver o Espírito, não haverá Sínodo. Vivamos este Sínodo no espírito da oração que Jesus dirigiu ao Pai pelos seus: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21). É a isto que somos chamados: à unidade, à comunhão, à fraternidade que nasce de nos sentirmos filhos de Deus.

As palavras-chaves do Sínodo são três: Comunhão, participação, missão. Comunhão e missão são expressões teológicas que designam o mistério da Igreja. O Concílio Vaticano ll esclareceu que a comunhão exprime a própria natureza da Igreja e, ao mesmo tempo, afirmou que a Igreja recebeu “a missão de anunciar e instaurar o Reino de Cristo e de Deus em todos os povos e constitui o germe e o princípio deste mesmo Reino na terra” (Lumen Gentium, 5).

Disse São João Paulo ll ao encerrar o Sínodo de 1985: “Convém sumamente que na Igreja se celebrem Sínodos ordinários e, se for necessário, também extraordinários, os quais, para dar fruto, devem ser bem preparados, a saber, é preciso que nas Igrejas locais se trabalhe pela sua preparação com participação de todos”. E aqui temos a terceira palavra: participação. A participação é uma exigência da fé batismal.

Disse Papa Francisco na comemoração do cinquentenário da instituição do Sínodo dos Bispos, em 23 de outubro de 2015: “Desde o início do meu ministério como Bispo de Roma, pretendi valorizar o Sínodo, que constitui um dos legados mais preciosos da última sessão conciliar. Devemos continuar por esta estrada. O mundo, em que vivemos e que somos chamados a amar e servir mesmo nas suas contradições, exige da Igreja o reforço das sinergias em todas as áreas da sua missão. O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do Terceiro Miliênio. Aquilo que o Senhor nos pede, de certo modo está já tudo contido na palavra “Sínodo”. Caminhar juntos – leigos, pastores, Bispo de Roma – é um conceito fácil de exprimir em palavras, mas não é assim fácil pô-lo em prática. Possamos compreender o que diz São João Crisóstomo: “Igreja e Sínodo são sinônimos, pois a Igreja nada mais é do este caminhar juntos do Rebanho de Deus pelas sendas da história ao encontro de Cristo Senhor”. O nosso olhar estende-se também para a humanidade. Uma Igreja sinodal é como estandarte erguido entre as nações (cf. Is 11,12)” ( Papa Franciso).

Convido a todos para juntos participarmos da primeira fase (Etapa Diocesana do Sínodo). Já foram encaminhados: o texto (Documento Preparatório); o resumo desse texto; as perguntas, cujas respostas deverão ser entregues até 31/01/22. Mesmo tendo sido prorrogado o prazo da entrega das respostas, vamos adiantando o processo de escuta dos variados grupos para que o secretário da comissão possa fazer o resumo em tempo hábil e encaminhar para a CNBB.

Estejamos atentos aos três riscos que podem ocorrer no Sínodo e que são mencionados pelo Papa Francisco: 1) O formalismo, que é “reduzir o Sínodo a um evento extraordinário, mas de fachada”; 2) intelectualismo, que é “transformar o Sínodo numa espécie de grupo de estudo, com intervenções cultas, mas alheias aos problemas da Igreja e aos males do mundo”; 3) imobilismo, achando que é melhor não mudar, pois “se fez sempre assim”.

A consulta foi dirigida para: a) Seminário Diocesano (seminaristas e formadores);

  1. b) CRB (congregações religiosas masculinas e femininas);
  2. c) Diáconos Permanentes;
  3. d) Novas Comunidades;
  4. e) Padres diocesanos;
  5. f) Paróquias (ouvir o conselho pastoral, grupos e movimentos);
  6. g) Pastoral da Educação;
  7. h) Pastoral da Juventude;
  8. i) Vicariato da caridade;
  9. j) COMIDI.

É importante que todos os batizados participem da Missão! O Sínodo nos chama à participação, a caminharmos juntos!

“A síntese que cada Igreja particular (Diocese) elaborar na conclusão deste trabalho de escuta e discernimento constituirá a sua contribuição para o percurso da Igreja universal. Recordamos que o objetivo do Sínodo, e por conseguinte desta consulta, não consiste em produzir documentos, mas em “fazer germinar sonhos, suscitar profecias e visões, fazer florescer a esperança, estimular confiança, faixar feridas, entrançar relações, ressuscitar uma aurora de esperança, aprender uns dos outros e criar um imaginário positivo que ilumine as mentes, aqueça os corações, restitua força às mãos” (Documento preparatório, 32).

Por fim, o Papa Francisco convida para viver o Sínodo como um tempo de graça, marcado pela alegria de se encontrar, de se escutar mutuamente e de discernir caminhos a partir do coração. A espiritualidade do caminhar juntos é chamada a tornar-se princípio educativo para a formação da pessoa humana e do cristão, das famílias e das comunidades.

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