Música que Transforma: Coral formado por pessoas em situação de rua emociona Petrópolis com apresentações públicas

A música como instrumento de dignidade, esperança e transformação. Essa foi a mensagem que ecoou em Petrópolis nos dias 18 e 21 de dezembro, com as apresentações do Coral Canto de Rua, formado por pessoas em situação de rua da cidade do Rio de Janeiro. O grupo emocionou o público em dois momentos especiais: primeiro, no Terminal Rodoviário do Centro, e depois, no tradicional Palácio de Cristal.

Por Rogerio Tosta

O coral é uma iniciativa da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, por meio do Vicariato para a Caridade Social, e tem como missão resgatar a autoestima e promover a inclusão social de irmãos e irmãs que vivem nas ruas, utilizando a música como ponte para a reconstrução da vida.

A vinda do coral a Petrópolis foi fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Diocese de Petrópolis, a partir de uma sugestão do bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado. “Foi uma iniciativa importante e vamos promover outras apresentações como estas, envolvendo grupos artísticos da cidade em locais públicos, como o terminal”, afirmou o secretário de Cultura, Adenilson Honorato.

Dom Joel Portella Amado ao lado da assistente social Tânia Ramos acompanham a apresentação do Coral no Terminal do Cetnro

A assistente social Tânia Ramos, que acompanha o grupo desde sua fundação, destaca que o coral é mais do que uma atividade artística: é um espaço de acolhimento e reconstrução. “Alguns ainda vivem nas ruas, outros já conseguiram voltar para casa ou estão morando sozinhos. Cada história é única, mas todos compartilham a experiência de reencontrar a própria voz”, explicou.

O Coral Canto de Rua nasceu em 2016, no contexto das Olimpíadas do Rio de Janeiro, inspirado por uma experiência semelhante realizada em Londres. Na época, Dom Joel era pároco da Catedral do Rio e apoiou desde o início a criação do projeto. O objetivo era claro: oferecer à população em situação de rua uma oportunidade concreta de transformação por meio da arte.

As apresentações em Petrópolis não apenas encantaram o público, mas também lançaram luz sobre a força restauradora da música e o papel da Igreja na promoção da dignidade humana. Em tempos de tantos desafios sociais, iniciativas como essa mostram que a fé, quando aliada à ação concreta, pode transformar vidas.

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