Notícias › 13/07/2015

Monsenhor Antônio Motta toma posse na Paróquia de São Judas Tadeu

No dia 12 de Julho, a Paróquia de São Judas Tadeu, Decanato São Pio X, (Teresópolis) estava em festa!
Os fiéis receberam com muita alegria o novo pároco Monsenhor Antônio Carlos Motta. A missa foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Gregório Paixão, OSB e contou com a presença dos Padres: Jorge Luiz, Sebastião Condé, Fabiano Motta, Dault Cordeiro, Manoel Gouvea, os diáconos, seminaristas além de amigos vindos de várias paróquias.

11746386_736516796470355_109994782_o

Fotos: Rafael Feliciano

Dom Gregório em sua homilia nos faz refletir sobre a questão da estabilidade do comodismo e o que Jesus nos pede dar um passo porque Deus sempre nos doa o caminho, mas é preciso que a gente doe os passos.

“Meus queridos irmãos e minhas queridas irmãs, todos nós pensamos na aposentadoria para fazer milhões de coisas em casa, as mulheres querem cuidar dos netos ou fazer aquele curso de pintura, enfim. Nós gostamos da estabilidade o que é normal. Mas Jesus nos ensinou que jamais concedesse para a nossa vida o estado chamado estabilidade. Jesus andou o tempo todo, visitou todos os lugares para pregar o Evangelho e não teve medo.

Jesus andava a pé pregando as maravilhas do novo reino e às vezes não tinha se quer tempo para descansar. A medida de quanto mais se andava mais ele ia cativando homens e mulheres para a possibilidade de um reino novo concebido pela força da justiça e da paz.

O limite do amor é o amar sem limites aqueles que abraçavam o Evangelho de Jesus Cristo imaginavam ter em sua palavra a eternidade de sua presença e ao mesmo tempo o comodismo de sua presença, mas Jesus ensinou aqueles homens que não podiam ficar presos aos seus sonhos pessoais apenas.

Mas que eles tivessem a coragem do despojamento para ir um pouco mais adiante, para entender que tudo é passageiro e dar um outro passo porque Jesus quis mostrar a eles e a todos nós que o pai (Deus) sempre nos doa o caminho mas é preciso que a gente doe os passos.

11731539_736515706470464_152416001_oNo Evangelho de São Marcos de hoje, Jesus colocou os doze apóstolos no caminho pelo ensinamento fundamental. –“ Vão mas não levem a sua segurança, o excesso das suas peças de roupas. Vão e levem apenas o cajado e vão sem medo.”

Quanta beleza na palavra de Jesus nesta manhã de domingo, e saber que o Senhor nos pede o despojamento total, que não é apenas o despojamento material, mas o que vem do coração uma necessidade de descobrir coisas novas, de encontrar pessoas novas, novas histórias e de tocar o coração daqueles que estão com o coração com espírito imundo. Tirar da humanidade o espírito da revolta, da fofoca, de competição, essa vontade de estabilidade de não fazer nada de estar bem com os próprios pecados que às vezes nós carregamos, é preciso envolver as pessoas para uma vida nova que faz parte desse projeto maravilhoso, de alegria e de transformação que o Senhor nos dá.

Jesus manda que tenhamos coragem de ir a todos os lugares para potencializar o que é bom e juntos
superar aquilo que não está bem. O Senhor deseja que sejamos felizes e que sejamos capazes de realizar o seu projeto de amor e olhar o mundo com os olhos de esperança.

Vejam que presente nós recebemos neste domingo como missão nos dada pelo Senhor e ao mesmo tempo por aquilo que hoje se realiza nesta paróquia.

O irmão vem com o seu cajado e com a sua alegria para continuar um trabalho que aqui estava sendo muito bem realizado. Hoje vem um irmão que deseja caminhar com vocês, que deseja superar suas limitações que possa ter no coração e descobrir novos significados e caminhar juntos.

Assim hoje, essa comunidade recebe o irmão Monsenhor Antônio para continuar o trabalho do Padre Condé, foram tantos anos dedicados a Santa Teresa e que poderia ter ficado lá para completar a sua missão, mas no momento em que falei com o Monsenhor Antônio da possibilidade de pensar em um novo trabalho daquilo que a gente havia pensado eu com o meu Conselho durante 1 ano e meio de expectativa pra ver esta mudança e as outras mudanças nas demais paróquias, porque as mudanças são boas para nossa vida e dá um novo significado a vida diocesana como também nos pede o Papa Francisco, então o Monsenhor Antônio, se colocou a disposição com alegria surpreendente. Ele havia deixado 38 anos de uma comunidade que não são 38 dias.

Monsenhor Antônio aceitou e demonstrou que está com o coração aberto para começar o novo. No momento em que conversávamos, ele descobriu naquele instante que ele caminhava não para aposentadoria, mas caminhava para a missão que o Senhor estava pedindo, e por causa do seu sim, ele renovou mais uma vez suas promessas batismais, porque vir para esta paróquia significa para ele voltar para o início do seu sacerdócio e começar tudo outra vez, para ensinar e para aprender.

Eu gostaria de concluir esta minha reflexão com uma historinha especialmente para o Monsenhor Antônio Motta:

Certa feita, um alpinista resolveu escalar o Monte Everest o mais alto da face da terra. E ele começou a subir o Monte Everest e ele sabia que quando estivesse lá em cima só podia passar uma hora porque isso é o permitido e logo, logo tinha que descer porque no Monte Everest os dias são muito curtos.
E ele conseguiu chegar no pico que era o sonho de sua vida lá chegando ele viu a paisagem, ele sabia que estava no ponto mais alto e ficou cheio de alegria exatamente por estar no cume, mas ficou tão encantado com a paisagem que esqueceu de descer e ali passou mais de uma hora. Passaram três horas, logo viu que o sol estava se pondo. Desesperado colocou as cordas e começou a descer pois já ia começar anoitecer.
E começou a descer rezando, pedindo a Deus que ajudasse a descer porque ele não conhecia este caminho, mas ia se guiando pelos pequenos cabos para chegar finalmente lá embaixo.
Descendo era silêncio puro, um frio intenso e o desespero no coração e esse homem continuava descendo pois bem, ali num determinado instante a corda chegou ao final e ele tentando ver o que tinha embaixo, mas não conseguia ver e com o coração cheio de medo rezou para Deus dizendo: -Senhor me diga o que devo fazer porque se não vou morrer aqui congelado?
E o alpinista ouviu o canto do vento que era a voz de Deus dizendo: – Largue a corda! Largue a corda!
E o homem dizia: – Senhor eu não estou escutando isso, Senhor se eu largar a corda certamente vou morrer caindo num precipício. Senhor me diga o que devo fazer?
E Deus falava pela voz do vento: – Largue a corda! Largue a corda!
Mas quanto mais o homem ouvia esta palavra, mas ele segurava a corda e ele dizia, Senhor vou perguntar pela última vez: -Senhor o que eu devo fazer?
E ele escutou novamente a voz de Deus pelo vento: – Largue a corda! Largue a corda!
Pois bem, o dia amanheceu e o Corpo de Bombeiros chegou para resgatar-lo esse homem estava a 30cm do chão e morreu congelado porque não largou a corda.
Monsenhor Antônio, muito obrigado porque o senhor teve a coragem de na fé de largar a corda. E é por isso que o senhor está aqui. Obrigado e seja bem vindo!

Mensagem do Monsenhor Antônio:

“É a chama da vida que vai passando de geração em geração e é também a chama da missão que vai sendo passada umas para os outros e a obra de Cristo aparecendo.

Monsenhor Antônio fez um breve comentário relembrando dos seminários que passou, a Catedral de São Pedro e a Paróquia de Correias que ficou 1 ano e meio (ambas em Petrópolis) e suas multiplicações, como por exemplo a Paróquia de Santa Teresa que ficou mais tempo (38 anos como pároco) em Teresópolis. E trouxe um dado histórico sobre a Paróquia de São Judas Tadeu que até 1966 era parte da Paróquia de Santa Teresa.

E com o tempo foi criando estabilidade na Paróquia de Santa Teresa que é linda e com muitas diferenças e algumas dificuldades, então só posso agradecer a Deus pelo que os outros já fizeram antes de mim e pedir a Deus que eu possa dar continuidade e que possa deixar alguma coisa para aqueles que vierem depois de mim.

Que Deus me ajude nesta missão, agradeço a confiança do Sr. Bispo Dom Gregório, o carinho e o apoio com que todos me receberam e que possamos trabalhar juntos na construção do reino de Deus. Sabendo que a igreja não é do Padre, não é do Bispo e não é nem do Papa, mas é a igreja de Jesus Cristo.”

Texto: Pascom São Judas Tadeu/ Brisa Pereira

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.