Santo do dia › 13/04/2019

Domingo de Ramos – Reflexões

Vejamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica sobre a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém.

A SUBIDA DE JESUS PARA JERUSALÉM

557. «Ora, como se aproximavam os dias de Jesus ser levado deste mundo, Ele tomou a firme resolução de Se dirigir a Jerusalém» (Lc 9, 51) (321). Por esta decisão, indicava que subia para Jerusalém pronto para lá morrer. Já por três vezes tinha anunciado a sua paixão e a sua ressurreição (322). E ao dirigir-Se para Jerusalém, declara: «não se admite que um profeta morra fora de Jerusalém» (Lc 13, 33).

558. Jesus recorda o martírio dos profetas que tinham sido entregues à morte em Jerusalém (323). No entanto, continua a convidar Jerusalém a reunir-se à sua volta: «Quantas vezes Eu quis agrupar os teus filhos como a galinha junta os seus pintainhos sob as asas!… Mas vós não quisestes» (Mt 23, 37b). Quando já avista Jerusalém, chora sobre ela (324) e exprime, uma vez mais, o desejo do seu coração: «Se neste dia também tu tivesses conhecido o que te pode trazer a paz! Mas agora isto está oculto aos teus olhos» (Lc 19, 42).

A ENTRADA MESSIÂNICA DE JESUS EM JERUSALÉM

559. Como vai Jerusalém acolher o seu Messias? Embora tenha sempre evitado as tentativas populares de O fazerem rei (325), Jesus escolheu o momento e preparou os pormenores da sua entrada messiânica na cidade de «David, seu pai» (Lc 1, 32) (326). E é aclamado como filho de David e como aquele que traz a salvação («Hosanna» quer dizer «então salva!», «dá a salvação»). Ora, o «rei da glória» (Sl 24, 7-10) entra na «sua cidade», «montado num jumento» (Zc 9, 9). Não conquista a filha de Sião, figura da sua Igreja, nem pela astúcia nem pela violência, mas pela humildade que dá testemunho da verdade (327). Por isso é que, naquele dia, os súbditos do seu Reino, são as crianças (328) e os «pobres de Deus», que O aclamam, tal como os anjos O tinham anunciado aos pastores (329). A aclamação deles: «Bendito o que vem em nome do Senhor» (Sl 118, 26) é retomada pela Igreja no «Sanctus» da Liturgia Eucarística, a abrir o memorial da Páscoa do Senhor.

560. A entrada de Jesus em Jerusalém manifesta a vinda do Reino que o Rei-Messias vai realizar pela Páscoa da sua morte e da sua ressurreição. É com a sua celebração, no Domingo de Ramos, que a Liturgia da Igreja começa a Semana Santa.

Sobre o mesmo tempo, o Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos também nos traz a seguinte orientação:

Domingo de Ramos

Palmeiras e oliveiras ou outros galhos de árvores

139 . “A Semana Santa começa no Domingo de Ramos” da Paixão do Senhor “que une o triunfo real de Cristo e o anúncio da Paixão”. [142]

A procissão que comemora a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém tem um caráter festivo e popular. Os fiéis gostam de ficar em suas casas e às vezes nos locais de trabalho, palmeiras ou ramos de oliveira ou outras árvores que foram abençoadas e levadas em procissão.

No entanto, é necessário que os fiéis sejam instruídos sobre o significado da celebração, para que seu significado seja compreendido. Será oportuno, por exemplo, reiterar que o que é realmente importante é a participação na procissão e não obter apenas a palma ou o ramo de oliveira; que estes não devem ser mantidos sob a forma de um amuleto, ou apenas para fins terapêuticos ou apotropaicos, para afastar os maus espíritos e evitar os estragos que causaram em casas e campos, o que poderia ser uma forma de superstição.

A palma e o ramo de oliveira devem ser preservados em primeiro lugar como um testemunho de fé em Cristo, o rei messiânico e em sua vitória na Páscoa.

Reflexão de Monsenhor Paulo Daher sobre o domingo de Ramos

Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor. Domingo de Ramos. Começa a Semana Santa.

Nosso esforço na Quaresma tem agora seu resultado espiritual. Revivemos hoje o dia em Cristo foi aclamado pelo podo como Rei e Messias. Imitando os judeus de então, cantamos, aclamamos Jesus, balançando ramos em procissão festiva.

Os cantos manifestam publicamente a aceitação de Cristo como nosso Salvador, Senhor de nossa vida. Nossa Igreja sugere-nos trechos de hinos e salmos: Abram-se portas para que entre o Rei glorificado. Povos, batam palmas, aclamem a Deus com gritos alegres. Louvor, honra a ti, Cristo Redentor. Cantamos teus louvores, anjos, homens, criaturas.

A profecia do Servo sofredor descreve a vida de Jesus. Sua confiança em Deus e seu amor pelos irmãos deixa-o numa grande liberdade diante de qualquer provação. Tem certeza de que sua missão não é vã nem passageira.

Cristo em sua condição divina esvaziou-se a si mesmo na condição de servo. Obediente até a morte de Cruz. Deus o exaltou. Ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos seres celestes e terrestres.

O sofrimento de Jesus não foi em vão. Como tudo o que vem de um amor sincero e verdadeiro é maravilhoso. Em narração de seus sofrimentos Cristo se revela Filho de Deus.

Cristo, decidiste aceitar tanto sofrimento. E tu o fizeste por mim… Eu não mereço… Mas tenho necessidade desta manifestação de teu amor… Custo aceitar o sofrimento em minha vida. Gostaria que tudo corresse bem, sem nenhuma dificuldade… Aceito, Senhor tua lição. Ajuda-me com teu Santo Espírito a seguir-te com coragem e perseverança.

  • Reflexões sobre os temas do Domingos e Festas dos anos A, B e C.
    Monsenhor Paulo Daher