Secretaria Geral do Sínodo publica o Relatório final do Grupo de Estudo n° 5 sobre A participação das mulheres na vida e no governo da Igreja

“Quando falamos do papel das mulheres na vida da Igreja, devemos estar cientes de que se trata, antes de tudo, de um fator de ordem cultural”, afirma o Cardeal Mario Grech, Secretário Geral do Sínodo, e continua: “De fato, em muitas partes do mundo existem profundos desafios culturais que devem ser reconhecidos e enfrentados. Muitas vezes, o modo de viver a fé é determinado por certos aspectos culturais, mais do que pelos valores evangélicos. Nossa missão renovada é fazer da Igreja uma força que encarna o Evangelho nas culturas, promovendo o respeito pelos direitos de todos e a corresponsabilidade de acordo com a vocação de cada um. Isso requer coragem, acompanhamento e paciência para introduzir mudanças graduais a fim de preservar a comunhão eclesial, eliminar as discriminações e construir comunidades nas quais os dons e carismas de cada pessoa, homens e mulheres, sejam valorizados”.

O Relatório (https://www.synod.va/es/el-proceso-sinodal/fase-3-la-implementacion-para-una-iglesia-sinodal/los-grupos-de-estudio/informes-finales/grupo-5.html)

O Relatório final é composto por três partes. Em primeiro lugar, uma breve reconstrução da história do Grupo de Estudo nº 5 e do seu método de trabalho. A segunda parte constitui uma síntese fundamentada dos temas que emergiram do aprofundamento sinodal. Esta parte é fruto da escuta das Consultoras do Dicastério, do trabalho de suas diferentes instâncias (Escritório Doutrinal, Congresso, Feria IV), da leitura das contribuições recebidas e de numerosos testemunhos solicitados pelo próprio Dicastério.

Esta parte apresenta uma reflexão que parte “da base”, ouvindo a experiência e as contribuições de mulheres que exercem funções de responsabilidade na Igreja, para discernir o que o Espírito Santo está operando e inspirando. Entre os temas-chave: o reconhecimento de que a “questão feminina” constitui um autêntico sinal dos tempos, através do qual é o próprio Espírito Santo que interpela a Igreja; uma atenção própria da sinodalidade às Igrejas locais, com suas culturas e seus contextos concretos e diversificados; uma abordagem relacional que valoriza a dimensão carismática da presença das mulheres na vida eclesial; uma análise das escolhas concretas feitas pelos Papas Francisco e Leão XIV, cuja decisão de confiar a mulheres cargos de governo na Cúria Romana representa um modelo sobre o qual toda a Igreja é chamada a refletir.

Por fim, a terceira parte consiste em um amplo apêndice de catalogação do vasto material que o Dicastério recebeu e reuniu, organizado em seis partes: 1) Figuras femininas no Antigo e no Novo Testamento; 2) Figuras femininas relevantes na história da Igreja; 3) Testemunhos atuais de mulheres que participam da liderança da Igreja; 4) O Princípio Mariano e o Princípio Petrino. Um olhar crítico; 5) O poder eclesial; 6) A contribuição do Papa Francisco e do Papa Leão XIV sobre o papel das mulheres na vida e na liderança da Igreja.

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