Diocese de Petrópolis celebra a Vida Consagrada em comunhão com os 80 anos de sua história

No contexto das comemorações pelos 80 anos da Diocese de Petrópolis, a Conferência dos Religiosos do Brasil – Núcleo Petrópolis e Teresópolis promoveu, no dia 1º de fevereiro, um encontro especial com o tema “Amor à Igreja”, reunindo religiosos e religiosas no Instituto Teológico Franciscano (ITF). O evento contou com a presença do bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, que conduziu uma profunda reflexão sobre o conceito de “Sentir com a Igreja”.

O encontro, realizado anualmente por ocasião do Dia da Vida Consagrada (celebrado em 2 de fevereiro), foi marcado por momentos de oração, convivência fraterna e celebração eucarística. Além de homenagear os consagrados e consagradas que hoje atuam na diocese, a celebração também recordou com gratidão os muitos religiosos e religiosas que, ao longo das décadas, contribuíram com a evangelização na região, inclusive antes da criação da Diocese, em 1946.

Sentir com a Igreja: um chamado à comunhão

Dom Joel destacou que o “sentir com a Igreja” não é um conceito novo, mas uma vivência profundamente enraizada na tradição cristã. “É integrar o próprio sentir e pensar com toda a Igreja. Toda ação deve estar em comunhão com ela”, afirmou o bispo, ressaltando que a vivência dos carismas deve sempre ocorrer na comunhão dos carismas, em unidade com a missão eclesial.

O bispo percorreu a história da Igreja, desde os Padres da Igreja até os dias atuais, utilizando referências bíblicas e patrísticas para ilustrar como o “sentir com a Igreja” é um critério de fidelidade evangélica. Ele também fez uma leitura espiritual das bem-aventuranças, apresentando-as como o verdadeiro projeto de vida cristã, em contraste com os critérios do mundo.

“Jesus propõe um projeto de vida: as bem-aventuranças, os critérios de felicidade. Critérios que assustam, porque não são os do poder, da riqueza ou da autorreferencialidade, mas da humildade, da comunhão, da paz”, afirmou Dom Joel.

Celebração da história e dos testemunhos de fé

A Eucaristia foi o ponto alto do encontro, reunindo os consagrados em torno do altar para celebrar a vocação e renovar o compromisso com a Igreja. Dom Joel destacou a importância da vida consagrada na história da Diocese de Petrópolis:

“Fazemos parte, cada um no seu momento, dessa história que oficialmente tem 80 anos, mas que começou no coração de Deus — como tudo começou no coração de Deus: todas as missões, todas as vocações, todos os carismas.”

Em tom de gratidão e alegria, o bispo também homenageou os jubileus de consagração de três religiosos: irmã Vera, com 64 anos de vida consagrada; irmã Elvira, com 60 anos; e Frei Luís, celebrando 50 anos de consagração. “Feliz vida consagrada! Parabéns! Obrigado por tudo o que a vida consagrada tem feito por esta diocese”, declarou.

Um testemunho que incomoda o mundo

Dom Joel encerrou sua reflexão com um chamado à autenticidade e à comunhão como testemunho profético no mundo atual:

“Se alguma coisa tiver que incomodar este mundo, que não sejam os dinheiros da Igreja, que não sejam os poderes da Igreja, mas que seja a comunhão da Igreja. Porque ela incomoda, ela agride, ela faz tremer quem constrói seus sonhos à base do poder, da riqueza, da guerra e, claro, da morte.”

O encontro foi mais do que uma celebração: foi um momento de renovação espiritual, de escuta e de comunhão. Um verdadeiro testemunho de que a vida consagrada continua sendo sinal profético e presença fecunda na caminhada da Igreja.

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