Paróquia de Nhunguaçu celebra 165 anos com visita do bispo diocesano

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Nhunguaçu, em Venda Nova, Teresópolis, celebrou 165 anos de criação com uma programação especial durante a Quaresma, que incluiu a presença do bispo diocesano de Petrópolis, Dom Joel Portella Amado. A visita foi recebida com entusiasmo pela comunidade, que lotou a igreja matriz para a missa presidida pelo bispo.

O pároco, padre Marco Antônio Teixeira Lima, destacou a importância da celebração: para ele, receber o bispo em uma data tão significativa reforça a comunhão da paróquia com a Igreja diocesana e valoriza a caminhada de fé do povo de Nhunguaçu.

Fundada em 1861, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Nhnguaçu é uma das mais antigas referências religiosas da região serrana. Ao longo de mais de um século e meio, acompanhou o crescimento das famílias do vale, tornando-se um espaço de espiritualidade, convivência e preservação de tradições. A devoção à Imaculada Conceição continua sendo um marco da identidade local.

Durante a homilia, Dom Joel refletiu sobre o sentido de ser paróquia e de ser comunidade madura à luz do Evangelho que narra a ressurreição de Lázaro. Recordando a amizade de Jesus com Marta, Maria e Lázaro, o bispo ressaltou que a vida comunitária cristã nasce e se fortalece nos vínculos de amizade, afeto e humanidade entre as pessoas.

Para ele, uma paróquia não se resume ao prédio da igreja, ainda que a matriz seja referência visível da fé. Mais do que um território, a paróquia é uma comunidade de irmãos e irmãs que se reúnem no Dia do Senhor, em torno do altar, para celebrar a fé e apoiar uns aos outros nas alegrias e nas dores da vida.

Dom Joel também destacou que a fé não elimina o sofrimento, mas oferece um novo olhar diante das dificuldades. Ao comentar o episódio da morte de Lázaro, lembrou que Jesus chorou a perda do amigo, mostrando que a comunidade cristã é chamada a ser profundamente humana, solidária com as dores de todos, mas sem se acomodar diante da dor, da injustiça e da desesperança.

Na visão do bispo, uma comunidade madura é aquela que, unida a Cristo, é capaz de agir, de “remover pedras” e de enfrentar situações que parecem não ter solução, confiando que a presença de Jesus transforma a realidade. Ele reforçou que Cristo é a razão de ser da paróquia e o motivo que leva a comunidade a se reunir, especialmente aos domingos, para celebrar a Páscoa semanal na Eucaristia.

Ao final da celebração, Dom Joel parabenizou a paróquia pelos 165 anos de história e fé, sublinhando que cada fiel, independentemente do tempo em que faz parte da comunidade, é membro dessa família espiritual. A data, afirmou o bispo, não é apenas uma comemoração do passado, mas um convite para renovar o compromisso com a missão evangelizadora e com o cuidado fraterno entre todos.

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