Liturgia diária › 11/12/2019

Ano A – 4ª feira da 2ª Semana do Advento – Evangelho – Mt 11,28-30

Ofício do dia de semana do TAdv. Missa pr. com 2ª Coleta: Pf do Advento I ou Br. S. Dâmaso I, Pp, MFac. Ofício e missa da memória

Liturgia das Horas
Laudes (manhã) – Vésperas (tarde) – Completas (Noite)

Leituras

1ª Leitura – Is 40,25-31

25‘Com quem haveis de me comparar,
e a quem seria eu igual?’
– fala o Santo.
26Levantai os olhos para o alto
e vede: Quem criou tudo isto?
– Aquele que expressa em números
o exército das estrelas
e a cada uma chama pelo nome:
tal é a grandeza e força e poder de Deus
que nenhuma delas falta à chamada.
27Então, por que dizes, Jacó,
e por que falas, Israel:
‘Minha vida ocultou-se da vista do Senhor
e meu julgamento escapa ao do meu Deus?’
28Acaso ignoras, ou não ouviste?
O Senhor é o Deus eterno
que criou os confins da terra;
ele não falha nem se cansa,
insondável é sua sabedoria;
29ele dá coragem ao desvalido
e aumenta o vigor do mais fraco.
30Cansam-se as crianças e param,
os jovens tropeçam e caem,
31mas os que esperam no Senhor
renovam suas forças,
criam asas como as águias,
correm sem se cansar,
caminham sem parar.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 102 (103), 1-2. 3-4. 8. 10 (R. 1a)

R. Bendize, ó minha alma ao Senhor.

1Bendize, ó minha alma, ao Senhor, *
e todo o meu ser, seu santo nome!
2Bendize, ó minha alma, ao Senhor, *
nóo te esqueças de nenhum de seus favores! R.

3Pois ele te perdoa toda culpa, *
e cura toda a tua enfermidade;
4da sepultura ele salva a tua vida *
e te cerca de carinho e compaixão; R.

8O Senhor é indulgente, é favorável, *
é paciente, é bondoso e compassivo.
10Não nos trata como exigem nossas faltas, *
nem nos pune em proporção às nossas culpas. R.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,28-30

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse:
28Vinde a mim todos vós que estais cansados
e fatigados sob o peso dos vossos fardos,
e eu vos darei descanso.
29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim,
porque sou manso e humilde de coração,
e vós encontrareis descanso.
30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Palavra da Salvação.

Comentário Monsenhor Paulo Daher (1931/2019)

Em Isaías, 40, 26-31, o Senhor lembra a todos: quem fez tudo o que existe na terra e nos céus? Ele não falha nem se cansa. Assim quem espera no Senhor, suas forças se renovam como as águias. Correm sem se cansar, caminham sem parar.

Uma afirmação simples, verdadeira que convence a pessoa mais humilde é a observação direta da natureza em suas manifestações que mostram claramente um poder superior sobre tudo o que existe.

Dizer pois que quem fez os céus e tudo quando existe na terra é Senhor e dono de tudo, é comprovado pela pessoa mais sem instrução quando sente as forças do céu, os trovões, a força das ondas dos mares, a força vital de uma semente, a agressividade de um animal selvagem e de modo especial o aparecer de um ser vivo no ventre de sua “geradora” e tudo o que existe em sua capacidade que não vem dela, mas de uma força superior.

A religião pela fé reforça ainda mais esta crença num Deus poderoso que criou os céus e a terra e todo o universo. E mais como um bom pai cuida de tudo e de todos com sabedoria e amor.

O ponto de partida é a esperança que se firma na fé, acreditando na palavra divina que por amor já não mais quer viver sem nós.

Deus nunca se arrepende do que fez, do que faz e do que fará. Por isso jamais se cansa.

A expressão: renovação como as águias, conhecemos que esta ave quando chega a certa idade seu bico está curvado demais, suas garras também sem força e as asas velhas já não estão servindo para voar.Ela vai se esconder no alto de uma montanha, longe de tudo e de todos. Aí arranca seu bico batendo com a rocha. Aguarda a recuperação. Depois com o bico novo arranca as garras retorcidas. Ao recuperar começa com as garras novas a arrancar as penas da asa uma por uma. Esse processo dura meses. Depois, renovada, alça seu novo voo aos 40 anos para chegar até os 70.

É exemplo para nós: temos tudo para renovar em nós o que já não está ajudando. O processo é doloroso, mas renovados o voo é vitória.

Em Mateus, 11, 28-30, Jesus disse: venham a mim todos os que estão cansados e eu os aliviarei. Tomem sobre si meu jugo. Aprendam que sou manso e humilde de coração. O meu jugo é suave, meu peso leve.

Jesus ensina, Jesus cura, vivendo a mesma vida humana que nós. Por isso conhece tudo o que acontece com cada pessoa. Foram 30 anos de convivência com Maria e José em Nazaré e com os habitantes daquela aldeia, na pobreza e no trabalho honesto. Foi também carpinteiro.

Jesus experimentou o cansaço do trabalho diário em família e na carpintaria de seu pai José. Sentiu de perto o cansaço dos trabalhadores do campo na fértil Galileia. Observava tudo, por isso usa bastante desta experiência em suas parábolas.

O cansaço físico é normal e recuperável. O cansaço na convivência apresenta outras reações. E quando o cansaço se transforma em peso para nosso estado de espírito já preocupa mais.

Todos temos toda a espécie de cansaço. Precisamos saber conduzir-nos em cada um deles.

O mais sério de todos é quando afeta nossa fé, nossa crença em Deus, nossa confiança na Providência divina.

Sabendo disso, e da necessidade que todos temos de poder confiar em alguém que nos ouça e partilhe conosco nossas preocupações, Cristo instituiu o sacramento da confissão. Este dá oportunidade de abrir nosso coração sobre os sentimentos que conduzem nosso dia a dia.

A valor da confissão é queé um ato religioso e sagrado cercado de respeito pelo que apresenta, sendo guardado o segredo com muito respeito e responsabilidade. E mais, a confissão não é um consultório de psicologia.

Quando nos ajoelhamos para confessar nos colocamos como Maria de Marta aos pés do Senhor para ouvi-lo, para confiar a ele tudo o que vai em nossa coração. E tenho sempre a resposta, a melhor resposta e a garantia de que sempre estará a meu lado me acompanhando em todos os momentos.

Posso sempre contar com Jesus. Amigo de toda a hora e para tudo o que eu precisar. Mas de modo especial ele gosta de estar conosco como convivia com o povo e com osapóstolos.