Liturgia diária › 17/10/2017

Ano A – 3ª-feira da 28ª Semana do TC – Evangelho – Lc 11,37-41

Liturgia da Horas
Ofício da 4ª semana – Tempo Comum.
Laudes (Manhã); Hora Sexta (Meio dia); Vésperas (tarde) e Completas (noite)

Liturgia da Missa
Cor: Verde – Missa: Prefácio Tempo Comum.

Leituras do Dia

1ª Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 1,16-25

Irmãos:
16Eu não me envergonho do Evangelho,
pois ele é uma força salvadora de Deus
para todo aquele que crê,
primeiro para o judeu,
mas também para o grego.
17Nele, com efeito, a justiça de Deus se revela
da fé para a fé, como está escrito:
O justo viverá pela fé.
18Por outro lado, a ira de Deus se revela, do alto do céu,
contra toda a impiedade e iniqüidade dos homens
que em sua iniqüidade oprimem a verdade.
19Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto aos homens:
Deus mesmo lho manifestou.
20Suas perfeições invisíveis,
como o seu poder eterno e sua natureza divina,
sóo claramente conhecidas através de suas obras,
desde a criação do mundo.
Assim, eles não têm desculpa
21por não ter dado glória
e ação de graças a Deus como se deve,
embora o tenham conhecido.
Pelo contrário, enfatuaram-se em suas especulações,
e seu coração insensato se obscureceu:
22alardeando sabedoria, tornaram-se ignorantes
23e trocaram a glória do Deus incorruptível
por uma figura ou imagem de seres corruptíveis:
homens, pássaros, quadrúpedes, répteis.
24Por isso, Deus os entregou
com as paixões de seus coraçðes a tal impureza,
que eles mesmos desonram seus próprios corpos.
25Trocaram a verdade de Deus pela mentira,
adorando e servindo a criatura em lugar do Criador,
que é bendito para sempre. – Amém.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 18 (19),2-3. 4-5 (R. 2a)

R. Os céus proclamam a glória do Senhor!

2Os céus proclamam a glória do Senhor, *
e o firmamento, a obra de suas móos;
3o dia ao dia transmite esta mensagem, *
a noite à noite publica esta notícia.R.

4Não são discursos nem frases ou palavras, *
nem são vozes que possam ser ouvidas;
5seu som ressoa e se espalha em toda a terra, *
chega aos confins do universo a sua voz.R.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11,37-41

Naquele tempo:
37Enquanto Jesus falava,
um fariseu convidou-o para jantar com ele.
Jesus entrou e pôs-se à mesa.
38O fariseu ficou admirado
ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos
antes da refeição.
39O Senhor disse ao fariseu:
‘Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora,
mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades.
40Insensatos! Aquele que fez o exterior
não fez também o interior?
41Antes, dai esmola do que vós possuís
e tudo ficará puro para vós.
Palavra da Salvação.

Comentário Monsenhor Paulo Daher

Na carta aos Romanos 1, 16-25, o apóstolo valoriza a afirmação:”o justo viverá pela fé”. Pois a justiça de Deus se revela pela fé, isto é, ao nos colocarmos confiantes nas mãos de Deus somos envolvidos por seu amor. E se nos afastamos dele pelo pecado, fechamos a porta para a sua presença. E a prova de que Deus nos ama é perceber que Ele sempre está presente em nossa vida apesar de nos termos afastado dele pelo pecado. E ainda longe de Deus vamos atrás do que nos agrada que é apresentado pelo mundo favorecendo nosso egoísmo e sensualidade.

Nossa atração natural é para tudo que é bom e bem. Mas a reação de prazer que sentimos pede repetir o que gostamos e depressa leva-nos  a satisfazer nosso egoísmo, deixando os outros de lado, pensando mais em nós. É  então que se abre um caminho que deixa de lado tudo o que quiser afastar-nos deste prazer. Até Deus e suas orientações.

  1. Paulo conhecia bem como vivia a sociedade romana, mesmo o povo simples, enganados por festas constantes muito livres e distribuição de alimento como se os chefes da nação estivessem fazendo um grande favor.

As experiências humanas sempre se repetem. As promessas dos políticos demagogos em sua enganosa apresentação de um futuro melhor e uma oferta de algo que entra pelos olhos e satisfaça o estômago, sempre foi o fraco das multidões que quase nunca enxergam o futuro próximo quando o presente o satisfaz.

Hoje a propaganda de bem estar e de meios facilmente convincen-tes são mais atraentes quanto uma palavra amiga sincera que não promete sofrimento por sofrimento, nem austeridade por austeridade como segurança humana e espiritual para nossa vida na caminhada por esta terra maravilhosa. Mas pede equilíbrio em nossos desejos e maturidade no que pretendemos para amanhã, mesmo que hoje talvez nos custe.

Mas cruzar os braços não nos leva a lugar algum. Isso em qualquer desejo e projeto de vida que nos propusermos.

Nenhum de nós ao lermos o evangelho e quisermos seguir os ensinamentos de Cristo não vai ser o primeiro a testar esta experiência. Milhões de pessoas já percorreram este caminho e nos atestam que só ele de fato nos levará para a verdadeira felicidade já nesta terra.

Aí estão os santos de todas as idades e condições sociais, que viveram este programa de vida e provam que de fato aí encontraremos a verdadeira felicidade.

Em Lucas 11,37-41,  Jesus foi convidado para um jantar. O fariseu que o convidara notou que ele não tinha lavado as mãos antes. Jesus aproveita e dá uma lição a todos.

Não dão sossego a Jesus. Nem sei porque este fariseu o convidou. Devia já conhecer quem era Ele, o que pensava, falava e fazia.

Deu a deixa ao Mestre, recebeu a resposta. Pois o Senhor sabia muito bem quais eram os costumes que os chefes religiosos impunham ao povo, além dos mandamentos e de leis sobre o comportamento de uma pessoa de fé.

Aproveitou para uma observação que apresentava o verdadeiro sentido da observância das leis e a forma e intenção que cada pessoa precisa ter para ser verdadeira no que pensa e no que faz.

O interior de cada pessoa: sua intenção, seu amor sincero, sua forma única e verdadeira de ser e de se apresentar. O que é apresentado, o que aparece deve ser reflexo do que cada um sente e deseja, sem simulação.

E o que era pior e é mais sobre isso que Cristo deu a resposta tão forte. Não só o que aparecia por fora não era o que pensavam em sua mente e coração. Apresentavam-se como modelos e exemplo de observantes da lei no que mostravam para os outros. Mas em seus corações ou nem acreditavam nisso ou escolhiam mesmo o contrário para satisfazer seus desejos. Como exerciam um poder de mando no meio do povo, o pecado deles era maior ainda. Porque tinham obrigação de ser por dentro e por fora o que apresentavam como leis do Senhor.