Movimento dos Focolares

Movimento dos Focolares

Magda Maria Carvalho da Costa – Tel.: (24) 2242-5014

Site: http://www.focolares.org.br/

Os “últimos confins da Terra”, e nada menos. Trento, 1944, festa de Cristo Rei.

Terminada a Missa, Chiara e as suas primeiras companheiras reúnem-se ao redor do altar, e quase sem entender o alcance do que estão fazendo, pedem a Deus que seja atuada, também através delas, uma frase que tinham escutado durante a liturgia:

“Pede-me e eu te darei as nações por herança e estenderei o teu domínio até as extremidades da terra” (Sal 2,8).

“Tu sabes como realizar a unidade – elas dizem –. Nós estamos aqui. Se queres, usa de nós”.

Para um ideal vasto como é a unidade, aquela que Jesus pediu ao Pai, “que todos sejam um” (Jo 17,21), o horizonte não poderia deixar de ser o mundo e, olhando em retrospectiva, entende-se porque desde os primeiros balbucios do Movimento que nascia, os desejos do coração mirassem longe. Naquela época ninguém podia imaginar que aqueles “últimos confins da Terra” teriam sido alcançados, e com uma certa rapidez. Não com uma programação feita em prancheta, mas seguindo um caminho que Alguém estava traçando. “O Movimento se desenvolveu segundo um desígnio de Deus preciso, que nós sempre ignoramos, mas que se revelava no seu tempo”, dirá Chiara Lubich, ao narrar a sua história no XIX Congresso Eucarístico Nacional italiano, em Pescara, no ano de 1977.

Evidentemente, aquele primeiro núcleo de moças estava destinado a não ficar fechado dentro da pequena capital da região trentina, onde, depois de apenas alguns meses, já eram 500 as pessoas que partilhavam o ideal da unidade, de todas as idades e condições sociais. E isso logo superou as fronteiras regionais. Quando a guerra terminou, as primeiras focolarinas se transferiram para algumas cidades da Itália, por motivos de estudo e de trabalho. Não faltaram convites de pessoas que desejavam conhecer e difundir a outros a experiência delas.

A primeira etapa foi Roma, para onde a própria Chiara se transferiu, em 1948. Em seguida Florença, Milão, Siracusa etc.

Em 1956, teve início a difusão na Europa; em 1958, na América Latina; em 1961, na América do Norte. No ano de 1963 chegou a vez da África; 1966, da Ásia e 1967, da Austrália.  

Hoje o Movimento dos Focolares está presente em 182 países, conta com cerca de dois milhões de aderentes e simpatizantes, predominantemente católicos, mas não só. De maneiras variadas, participam milhares de cristãos de 350 Igrejas e comunidades eclesiais, muitos seguidore

s de outras religiões, entre os quais judeus, muçulmanos, budistas, hindus, sikhs… e pessoas de convicções não religiosas.

O núcleo central do Movimento é constituído por mais de 140 mil animadores das várias ramificações, um povo que nasceu do Evangelho.

Escreveu Chiara em 2000: “Naquele dia nós pedimos com fé. O Movimento chegou realmente até os últimos confins. E neste ‘novo povo’ estão representados os povos de toda a Terra”.