Lectio Divina Ano B – 5ª-feira depois da 4ª-feira de Cinzas

No livro do Deuteronômio 30, 15-20
Moisés propõe ao povo em nome de Deus que sigam as propostas do Senhor para sua vida religiosa e moral. Se fizerem isso serão abençoados e poderão entrar na terra Prometida. Se porém seus corações se desviarem e não escutarem a voz do Senhor todos perecerão. Deus propõe a vida e a morte, a bênção ou a maldição. Escolhe pois a vida para que vivas e sigas o Senhor. Assim habitarás a terra prometida a seus pais.

Deus além de dar a Moisés os princípios para uma vida moral e religiosa do povo por meio dos mandamentos, ainda lhe dá orientações práticas para conduzir uma vida de maior confiança em Deus.

E como sempre por causa de nossa fraqueza o Senhor apresenta os benefícios para quem seguir o que propõe e os malefícios para quem deixar de lado as propostas de Deus.

O que acontece conosco é que somos eternas crianças em relação ao nosso comportamento. Quando nos deixamos guiar mais pelo que gostamos sem olhar muito as consequências, somos levados a deixar de lado as orientações morais e religiosas que recebemos.

Alguns resultados nos ferem e com isso chamam-nos à atenção. Se por acaso as consequência parecem não ser assim tão prejudiciais, continuamos a seguir nossos desejos.

A vida sempre nos apresenta lições práticas, pois não há efeito sem causa. O que queremos tem de ter um começo, um primeiro impulso. E tudo o que acontece não aparece por acaso.

Na vida moral, a maneira como vivemos tem resposta imediata ou posterior, sempre realiza u´a mudança para melhor ou para pior.

Afastar Deus de nossa existência por desobedecer à sua vontade é qualificada como escolha da morte.

É imagem forte, mas entendemos: Deus é o Deus da vida. Afasta-lo de nossa atividades é perder o que é razão de tudo o que somos e fazemos.

É afastar-nos da luz e ficar às escuras. Deixar de lado o que nos alimenta é morrer de fome. Buscar outros amores esfria este dom divino que preenche nossa vida de felicidade.

Em Lucas 9, 22-25
Jesus prevê sua prisão e sofrimentos mas vai ressuscitar. E ainda:” se alguém quer seguir-me tome sua cruz de cada dia e siga-me. Quem perder sua vida por causa de mim vai se salvar. Que adianta ganhar o mundo se vier a perder-se a si mesmo.”

Jesus age como Deus em nossa vida. Mesmo numa previsão de sofrimento, Deus não esconde totalmente o que irá acontecer no futuro para nós. Seja apontando a vida de muitas pessoas: o que pensavam e viveram e toda a trama da vida delas, seja nossas pequenas “aventuras” em más escolhas e suas consequências.

Na vida em família, os pais sabem que não devem deixar de orientar seus filhos, mesmo apresentando as más consequências de certas escolhas.

Alguns exageram com ameaças. Outros tem o equilíbrio de dosar a pílula, para não criar medos ou traumas com previsões desastrosas.

Jesus quis prevenir o que iria acontecer com Ele, porque tudo o que os apóstolos estavam vendo de poder divino vencedor das doenças, da morte, das respostas sábias aos chefes religiosos, estavam garantindo aos apóstolos a certeza absoluta de vitória sobre tudo e sobre todos.

A tal ponto era a certeza da vitória de Cristo que em geral quando Jesus falava dos sofrimentos futuros, os apóstolos não davam muita atenção.

Jesus fala de nossa cruz de cada dia. Cruz em muitos sentidos, não necessariamente sofrimento. Alguns se fixaram na palavra cruz para afirmar que nossa vida é um sofrimento, é uma cruz. E com pessimismo se conformam que esta nossa vida é só sofrimento e temos de aceitar.

A palavra certa pode ser responsabilidade. Aceitação de que nesta vida temos de trabalhar para conseguir tudo o que precisamos. Às vezes o caminho não é tão penoso. Outras vezes custa muito.

Mas em todos os momentos, Jesus pede que aceitemos a nossa cruz e com ela segui-lo, ter Jesus conduzindo esta nossa vida.

Pela fé encontramos força e coragem para com nossa “cruz”( o que temos, somos e procuramos ser) seremos conduzidos por Ele.

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