Notícias › 01/08/2016

Peregrinos da Diocese na JMJ viveram momentos de grande espiritualidade

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2016, em Cracóvia, na Polônia, chegou ao fim na tarde do dia 31 de julho, e para os 12 peregrinos da Diocese de Petrópolis foi uma experiência extraordinária de fé e espiritualidade. Eles tiveram a oportunidade de experimentar o que o Papa Francisco desde o inicio de seu pontificado convida todos os cristãos a viveram que é o acolhimento, a partilhar, olhar o outro como irmão, ser solidário e respeitar o ambiente comum a todos.

O jovem Rafael Henrique, que durante toda a JMJ-2016 atuou como correspondente da Diocese, enviando fotos e informações sobre participação deles, disse que “Foram dias de muito crescimento espiritual, vivendo com as famílias antes e depois da pré-jornada. Ficamos pouco em casa, pois eram dias intensos, mas foi boa esta convivência”.

Ele ressaltou que todo o grupo da Diocese viveu intensamente todos os dias e chamou atenção para falar do Papa Francisco durante a Via Sacra e Vigília e na missa de encerramento e envio, quando pediu que os jovens não fossem escravos da internet e do vídeo game”. “O que me chamou mais atenção foram as palavra do Papa. Ele incentivou os jovens que tomem uma postura de guerreiros, que lutem pela liberdade, pelos seus direitos, que não fiquem escravos da internet e do vídeo games. Foi maravilhoso”.

jmj10Rafael Henrique refere-se a mensagem do Papa na Vigila e Via Sacra quando afirmou que “na vida, porém, há outra paralisia ainda mais perigosa e difícil, muitas vezes, de identificar e que nos custa muito reconhecer. Gosto de a chamar a paralisia que brota quando se confunde a felicidade com um sofá! Sim, julgar que, para ser felizes, temos necessidade de um bom sofá. Provavelmente, o sofá-felicidade é a paralisia silenciosa que mais nos pode arruinar; porque pouco a pouco, sem nos darmos conta, encontramo-nos adormecidos, encontramo-nos pasmados e entontecidos enquanto outros – talvez os mais vivos, mas não os melhores – decidem o futuro por nós. Certamente, para muitos, é mais fácil e vantajoso ter jovens pasmados e entontecidos que confundem a felicidade com um sofá; para muitos, isto resulta mais conveniente do que ter jovens vigilantes, desejosos de responder ao sonho de Deus e a todas as aspirações do coração”.

As palavras de Rafael Henrique confirmam a mensagem do Padre André Luiz que acompanhou os peregrinos da Diocese a JMJ, quando, antes da viagem disse que seria um momento inesquecível para todos. Ele ressaltou que seria uma experiência de fé extraordinária, pois estariam nas terras de São João Paulo II, criado da jornada e da Irmã Faustina, divulgadora da Divina Misericórdia.

Durante a estadia dos 12 peregrinos da Diocese na JMJ, eles visitaram os dois santuários – João Paulo II e Divina Misericórdia – tiveram contato com a cultura polonesa, com os jovens poloneses e de outros países. Mas, todos com o mesmo objetivo, esta ali para encontrar o Papa, presença visível de Cristo no mundo.

Na missa de encerramento, o Papa Francisco anunciou que a próxima JMJ acontecerá no Panamá, América Central, em 2019. Em sua homilia, o Papa disse que “para Jesus, ninguém é inferior e distante, ninguém é insignificante. Pelo contrário, todos somos prediletos e importantes! Deus conta conosco pelo que somos, não pelo que temos; ele nos aguarda com esperança, acredita em nós e nos ama! Aqui, Francisco passou a explicar o segundo obstáculo que Zaqueu tinha para encontrar Jesus: uma vergonha paralisante”.

Em suas palavras o Papa incentivou os jovens para que não tenham medo de construir uma nova sociedade. “Não tenham medo, mas pensem nas palavras destes dias: ‘Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia’. Vocês poderão parecer sonhadores em acreditar numa humanidade nova, que rejeita o ódio entre os povos e as barreiras dos países, que mantém suas tradições, sem egoísmos ou ressentimentos. Não desanimem! Com seu sorriso e braços abertos transmitam esperança, pois vocês são uma bênção para a família humana”.

Como vem chamando atenção de todos, para necessidade de viver o amor, o Papa Francisco pediu aos jovens, durante a Vigília e Via Sacra que a resposta ao mundo marcado pelo ódio e a violência seja a fraternidade, a comunhão, irmandade e a família. “Não vamos pôr-nos a gritar contra ninguém, não vamos pôr-nos a litigar, não queremos destruir. Não queremos vencer o ódio com mais ódio, vencer a violência com mais violência, vencer o terror com mais terror. A nossa resposta a este mundo em guerra tem um nome: chama-se fraternidade, chama-se irmandade, chama-se comunhão, chama-se família. Alegramo-nos pelo fato de virmos de culturas diferentes e nos unirmos para rezar. Que a nossa palavra melhor, o nosso melhor discurso seja unirmo-nos em oração”.

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