Paróquia do Alto da Serra celebra os 80 anos do Padre Francisco

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No dia 13 de julho, mais de mil pessoas participaram da missa em ação de graças aos 80 anos de vida do Padre Francisco Montemezzo, na Igreja Matriz Santo Antônio, no Alto da Serra, onde foi pároco por cerca de 32 anos e atualmente é pároco emérito. A missa foi concelebrada pelos padres José Celestino Coelho (atual pároco), Rodrigo Celso (Independência), José Luiz Montezano (Rosário) e Vidal Santos Figueiredo (São José do Vale do Rio Preto).

A missa contou com a presença de seminaristas, coroinhas, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão e amigos conquistados ao longo dos seus 42 de missão na Diocese de Petrópolis. O Movimento de Cursilho, Pastoral Vocacional, Escola das Comunidades Santo Antônio e os seminaristas homenagearam o Padre Francisco.

Padre José Celestino Coelho, atual pároco do Alto da Serra, manifestou sua alegria pela homenagem e carinho dos paroquianos e amigos ao Padre Francisco, frisando que “me sinto honrado por ter sido indicado para esta paróquia para, não substituir, pois Padre Francisco é insubstituível, mas para ficar a frente desta comunidade como ele ficou por longo tempo”.

Como sempre, Padre Francisco não escondeu a alegria por ver a Igreja lotada por pessoas que, ao longo destes 42 anos de Brasil, viu crescer na fé. Na homilia contou um pouco da história da sua, que em breve será publicada em livro. Ao final, manifestando sua emoção pelo carinho de todos frisou que “não sou eu, é Cristo. Pedro quando passou a noite toda pescando, as redes ficaram vazias. Mas, ao amanhecer, quando Cristo estava presente, o barco ficou cheio de peixe, veja como esta barca (igreja) está cheia”.

Biografia:

Em 13 de julho de 1937, nascia em Bastia, que fica há 20 Km de Pádua, na Itália o menino Francisco Montemezzo, filho do Sr. Egídeo e da D. Letícia.

No dia  18 de julho  do mesmo ano,  foi batizado por um padre que era primo de seu pai,  que fora ordenado dois dias antes de seu nascimento.

Francisco teve uma infância modesta, ao lado de  três irmãos, cercado do carinho de sua família, que era muito fervorosa. Todos  os dias,  à noite, quando sua mãe terminava as tarefas domésticas, sua avó reunia em torno dela todas as crianças da família. Na sala iluminada por uma  palha de milho que queimava, rezavam o terço e repetiam todo o catecismo.

Desde pequeno, ele dizia para  ao padre  de sua comunidade,  que gostaria de ser padre como ele. Todos os dias de manhã cedo, Francisco ia  a missa, sendo que a igreja, ficava a 2 Km de sua casa. Depois  da missa  voltava para  casa, tomava seu café e andava mais dois Km para ir à escola. À tarde voltava para a igreja para ir ao catecismo.  Aos sete anos, Francisco fez  sua  primeira comunhão, quando usou um lindo terninho branco de linho que foi tecido e confeccionado pela sua mãe.  Depois  tornou-se  coroinha e no rigoroso frio do inverno, sua avó o cobria com o seu xale para o aquece-lo ao longo caminho da igreja.

Quando criança, Francisco gostava de brincar de “escravo”, que hoje as crianças aqui chamam de pique-cola, gostava também de futebol e de ciclismo. No inverno se divertia brincando no gelo e na neve. Usava um sapato com sola de madeira que tinha pregos com cabeça arredondada por baixo, o que permitia que ele saísse deslizando sobre o gelo.

Depois de terminar o que corresponde hoje a quinta série, já com 12 anos, ele pediu ao pai para ir para o seminário.  O pai disse que não podia, porque tinha outros irmãos e não tinha como mantê-lo.  Francisco  chorava, por  não poder  ir para o seminário.  Até que sua mãe resolveu criar coelhos e assim conseguia custear seus estudos no seminário. Ela criava entre 80 e 90 coelhos, que quando cresciam eram vendidos.

Quando seminarista, ao vir em casa nas férias, ajudava ao seu pai na lavoura. Colhia milho e uva. De férias, teve dúvida sobre se voltava ou não para o seminário. Certa manhã bem cedo, depois de uma noite mal dormida, cheio de dúvidas, ele abriu seu Evangelho e contando com a pouca  claridade  que  entrava  por  uma  fresta  na  janela,  leu a  seguinte  passagem   onde Cristo dizia a Pedro e seu irmão André: “ Vinde comigo, farei de vós pescadores de homens”. Esse trecho esclareceu suas dúvidas,  fazendo  com que ele assumisse definitivamente sua vocação.

Francisco se ordenou padre em 08/07/1962 no Seminário Diocesano de Pádua na Itália aos 25 anos. Sua primeira  missa foi  no  Santuário de  Nossa Senhora Montenérico,  cuja  capela fica sob o  manto  de uma grande  imagem de  Nossa Senhora.  Seu primeiro ano como padre passou na Itália.

Aos 27 anos foi como missionário para o Equador, chegou em 16/12/1963 depois de 21  dias viajando de navio, desembarcou no porto de Guaiaquil na cidade do Equador Capital Quito.

Foi vigário da Paróquia Baeza (índios) permaneceu por 2 anos. Em Archidona permaneceu por  9 anos  no meio dos índios, províncias de Nabo do Equador. Construiu 9 escolas (eram feitas de madeira e zinco). A língua oficial era o espanhol, o Quecha (idioma) dos incas, grupos dos índios chamados Yumbos.

Em 26/04/1975 padre Francisco chega ao Brasil na Paróquia de São José do Itamarati da cidade de Petrópolis-RJ, localizada na Rua Quissamã, n° 2000, que o acolheu de braços abertos.

Formou os grupos de jovens: Shalon e Nova Geração. Os quais participavam da missa das 18:00 hs aos domingos.

Outros grupos de jovens que pertenciam a paróquia do Itamarati: Bela Vista, Estrada da Saudade e Floresta, também tinham grande participação na paróquia.

Trazia vários seminaristas laristas localizados na  Rua Barão do Rio Branco e os seminaristas do Seminário Diocesano de Côrreas- todos de Petrópolis-RJ, para catequizar e ajudar na paróquia como  os padres Luiz,  Moura,  Montesano, Josimo e Milton.

Formou vários grupos religiosos como o encontro de casais (domingo com cristo); para as senhoras o  grupo Apostolados que cuidava da manutenção da igreja e as festas; o grupo de cursilio no total de 24 grupos sendo 13 grupos de homens e 11 grupos de senhoras e a catequese.

Fazendo um trabalho social: como visitas aos doentes nos hospitais, distribuição pessoalmente das senhas para as famílias que recebiam as cestas básicas do Natal, cujas estas eram entregues na celebração da missa.

Padre Francisco percorria pessoalmente os bairro (morros) da paróquia como a Estrada da Saudade, Floresta, Alcobacinha, Bela Vista, Quissamã, Caxambu e Provisória.

Na creche Menino Jesus era responsável pela serralheria que empregava e ensinava uma profissão os meninos que estudava na Escola Menino Jesus.

Reforma da igreja São José do Itamarati: -Troca de forró e lâmbris  e reforma do salão paroquial (antigo);

Reforma da escola da Bela Vista onde foi construída uma capela possui a imagem de Nossa Senhora de Fátima, doação feita pela D. Emília e o Sr. Adelino.

Em 15/01/1981 – Igreja São Francisco de Assis na Estrada da Saudade em Petrópolis-RJ;

Criação do grupo das senhoras mensageiras e a catequese;Em 19/02/1984 – A Igreja Menino Jesus de Braga na Floresta em Petrópolis-RJ;

Deste de 1977 de 1 a 8 de setembro o padre Francisco participa da festa de Jubileu do Bom Jesus e Nossa Senhora das Dores quando então foi convidado pela primeira vez pelo Sr. Murilo Miranda (paroquiano da igreja de São José do Itamarati, que nasceu na cidade de Tocantins-MG) que o levou a participar dessa grande festa onde é querido por todos.

Na festa do Jubileu a celebração das procissões do Santíssimo são realizadas no primeiro dia; no dia 7 de setembro e no encerramento da festa do Jubileu.

Em 1984 Padre Francisco assumiu a Paróquia Santo Antônio do Alto da Serra, ficando a frente dela até o dia 20 de outubro de 2015, quando foi nomeado Pároco Emérito da Paróquia Santo Antônio do Alto da Serra.

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