Monsenhor Mário Corrêa: Seminário lembra o centenário de seu nascimento

O Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, no dia 11 de maio, com missa presidida pelo reitor, Padre Luiz Henrique Veridiano, lembrou os 100 anos de nascimento do Monsenhor Mário Corrêa Ferreira, falecido no dia 29 de agosto de 2007. Padre Luiz Henrique disse que a celebração lembrar o sacerdote que durante boa parte do seu ministério sacerdotal dedicou seu trabalho na preservação da história da Diocese.

O ex-seminarista, Rogerio Lima, lembrou que durante o período que esteve no Seminário teve a oportunidade de conviver com Monsenhor Mário. “Ele coordenou uma noite cultural do Seminário e para cada seminarista individualmente ou em grupo deu algumas tarefas. Para ficou de declamar uma poesia. Ele sempre me incentivou acreditando que poderia fazer. Não tenho dúvida que era um exemplo de sacerdote”, afirmou o ex-seminarista, frisando que a lembrança dele, na data de seu aniversário foi uma iniciativa muito importante do Seminário para manter viva a memória de um grande sacerdote.

Quando morreu, Monsenhor Mário Corrêa era Chanceler Emérito da Diocese. Nos últimos anos de sua vida viveu no Seminário Diocesano, onde foi celebrada a missa de corpo presente e o sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Petrópolis.
Na época de seu falecimento, o bispo em Petrópolis era Dom Filippo Santoro, atualmente, arcebispo em Taranto na Itália. Sobre Monsenhor Mário Corrêa ele fez o seguinte comentário: “A Diocese perdeu um grande sacerdote, que além do anúncio do Evangelho, da preocupação com o povo de Deus, também dedicou parte da sua vida sacerdotal ao cuidado com os documentos e a história da Igreja em Petrópolis”.

Monsenhor Mário Corrêa nasceu no dia 11 de maio de 1920, na cidade do Rio de Janeiro, ingressando no Seminário Arquidiocesano de São José, do Rio, no ano de 1934, concluindo o curso de Seminário Menor em 1938. No ano seguinte foi para São Paulo para cursar Filosofia e Teologia no Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga.

Ele foi ordenado sacerdote no ano de 1946 pelo Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara. Na Arquidiocese do Rio exerceu diversas funções como pároco, vigário-paroquial, professor do Seminário, até 1951, quando pediu licença para se ausentar do Rio em busca de um clima melhor para tratar um problema de saúde.

Neste mesmo ano escolheu a Diocese de Petrópolis, recém criada e que tinha como Bispo, Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra. Nesta diocese exerceu diversos cargos, como vigário-paroquial de Itaipava, administrador paroquial de Bemposta, Capelão do Sanatório Infantil São Miguel de Nogueira, cargo que ocupou durante 30 anos.

Ele foi um dos principais redatores da Revista Ação no período de 1953 a 1984, encadernando todos os números, assim como cuidados da preservação dos documentos, tendo sempre como princípio a importância deles para o registro da história da Diocese. Sobre a Revista Ação quando voltou a ser publicada em 2005, Monsenhor Mário escreveu um editorial falando da sua importância e resgatando a sua história para Diocese. Com toda certeza não ficaria feliz em ver que a revista não é mais editada.

Em maio de 1958 foi nomeado Cônego Honorário da Catedral de Petrópolis, recebendo as insígnias no dia 29 de junho. Em dezembro de 1970, por ocasião de seus 25 anos de sacerdócio recebeu do Papa Paulo VI o título de Monsenhor Prelado de Honra de Sua Santidade.

Em março de 1978 foi convidado pelo reitor do Seminário, Padre Jorge Facchin para dar aulas, cargo que ocupou até 1990. Em 1959 foi nomeado chancelar da Cúria Diocesana, cargo que ocupou até 2004, quando foi nomeado por Dom Filippo Santoro, Chanceler Emérito.

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