Missa de Corpus Christi no Pedrão em Teresópolis

31 05 2018 Corpus Christi Teresópolis

Clique na imagem e veja outras fotos

Fiéis católicos de diversas partes da cidade reuniram-se na manhã do dia 31 de maio, no Ginásio Poliesportivo Pedrão para celebrar Corpus Christi. A festa, que remonta ao século XIII faz memória ao “Corpo de Cristo” na Eucaristia, e acontece sempre na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, variando a cada ano pois baseia-se conforme a Páscoa. A procissão em direção à Matriz da Santa Teresa também fez parte da celebração, culminando com a bênção sobre os fiéis, que se reuniram em volta dos tradicionais tapetes confeccionados à frente da Matriz do centro da cidade.

Além dos diversos padres da cidade, também esteve presente o Bispo Diocesano, Dom Gregório Paixão (OSB), que iniciou a celebração saudando os presentes e as demais autoridades, dizendo que além da solenidade a qual estavam todos reunidos para celebrar, a intenção da missa também seria, de forma especial, pela cidade e pelas eleições suplementares, que aconteceram, no dia 3 de junho. Segundo Dom Gregório: “que este povo possa, com o auxílio do Senhor, escolher alguém que seja justo e que pratique a justiça. Que não trabalhe em proveito próprio mas em prol da população”.

Três civilizações e uma história

O bispo Diocesano usou parte de sua homilia para assinalar, dentro da história de Teresópolis, as raízes de um povo trabalhador e ordeiro. Desde os índios Timbiras, passando pelos brancos que aqui chegaram 500 anos atrás e também os negros escravizados, a história da cidade remonta a esta convivência que ao fim, se deu em uma única civilização, uma miscigenação na qual todos nós hoje pertencemos. E a história de trabalho e sacrifícios de cada um faz de cada teresopolitano, também, alguém trabalhador e que luta diariamente pelo pão diário.

Servidor público – homem de serviço

Momento de maior intensidade na pregação do Bispo foi quando dirigiu-se de forma especial àqueles que atuam na política e no serviço público. “Temos aqui homens que servem ao povo. Isso é bom pois o serviço público é uma forma de demonstrar doação, mas infelizmente temos que reconhecer o quanto esta cidade está sofrendo com a falta e falha desses homens públicos. Onde estão estes homens que estão para servir o povo e esta natureza linda?” Dom Gregório ressaltara ainda o “quão abençoada” é a cidade de Teresópolis, pela sua natureza, e mesmo as chuvas, tão escassas em sua terra natal (Sergipe) e que favorecem tantos trabalhadores rurais.

Dom Gregório foi bastante aplaudido por todos quando, ao elevar o tom, mostrou em suas palavras a indignação que já é a de grande parte da população: “Como Deus foi bom com esta cidade, mas meu Deus, quanta tristeza a gente vê por aqui, quantas mudanças e por isso pedimos a vocês, políticos, que sirvam as pessoas, que muitas vezes são roubadas e maltratadas. Elas não aguentam mais. Nós queremos o Pão do céu mas também queremos o pão sobre as nossas mesas e trabalho também. Que o dinheiro público seja aplicado a favor do povo. Isso também é Eucaristia”.

A doação – palavra chave para os dias de hoje

Retomando o discurso sobre a solenidade, o bispo ainda frisou que a palavra chave da liturgia da festa é a doação. E assim como Deus se doou pela humanidade de forma intensa e definitiva, ele também ensina a cada um dos que creem nele a também serem doadores de vida, e estarem a serviço do outro.

A Igreja não tem partido

Antes de encerrar suas palavras, tornou a enfatizar a importância do voto, reafirmando que a Igreja não possui partido, mas encoraja a participação dos fiéis. Entende a diversidade do pensamento mas pede que cada um vote não por interesse, mas por julgar que o seu candidato tem condições de mudar os rumos da cidade.

Procissão pelas ruas do centro

O encerramento da festividade se deu com procissão pela avenida central, em direção à Matriz de Santa Teresa, onde todo o povo se encontrou em volta aos tapetes confeccionados pelas diversas pastorais e movimentos da Paróquia, para receberem a bênção do bispo diocesano e dos padres presentes.

Texto: Eustáquio Pereira
Fotos: Natalia Brandão

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.