Liturgia diária › 22/01/2021

Ano B (Ímpar) – 6ª-feira da 2ª Semana do TC – Evangelho – Mc 3,7-12

1ª Leitura – Hb 8,6-13

Irmãos:
6Agora, Cristo possui um ministério superior.
Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor,
baseada em promessas melhores.
7De fato, se a primeira aliança fosse sem defeito,
não se procuraria estabelecer uma segunda.
8Com efeito, Deus adverte:
‘Dias virão, diz o Senhor, em que concluirei
com a casa de Israel e com a casa de Judá
uma nova aliança.
9Não como a aliança que eu fiz com os seus pais,
no dia em que os conduzi pela mão
para fazê-los sair da terra do Egito.
Pois eles não permaneceram fiéis à minha aliança;
por isso, me desinteressei deles, diz o Senhor.
10Eis a aliança que estabelecerei com o povo de Israel,
depois daqueles dias – diz o Senhor:
colocarei minhas leis na sua mente
e as gravarei no seu coração,
e serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
11Ninguém mais ensinará o seu próximo,
e nem o seu irmão, dizendo:
‘Conhece o Senhor!’.
Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior.
12Porque terei misericórdia das suas faltas,
e não me lembrarei mais dos seus pecados.’
13Assim, ao falar de nova aliança,
declarou velha a primeira.
Ora, o que envelhece e se torna antiquado
está prestes a desaparecer.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 84, 8.10.11-12.13-14 (R. 11a)

R. A verdade e o amor se encontrarão.

8Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,*
concedei-nos também vossa salvação!
10Está perto a salvação dos que o temem,*
e a glória habitará em nossa terra.R.

11A verdade e o amor se encontrarão,*
a justiça e a paz se abraçarão;
12da terra brotará a fidelidade,*
e a justiça olhará dos altos céus.R.

13O Senhor nos dará tudo o que é bom,*
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
14a justiça andará na sua frente*
e a salvação há de seguir os passos seus.R.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 3,13-19

Naquele tempo:
13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis.
E foram até ele.
14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele
e para enviá-los a pregar,
15com autoridade para expulsar os demônios.
16Designou, pois, os Doze:
Simão, a quem deu o nome de Pedro;
17Tiago e João, filhos de Zebedeu,
aos quais deu o nome de Boanerges,
que quer dizer ‘filhos do trovão’;
18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé,
Tiago, filho de Alfeu, Tadeu,
Simão, o cananeu,
19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.
Palavra da Salvação.

Comentário Monsenhor Paulo Daher

Na carta aos Hebreus, 8, 6-13, Cristo é o mediador de uma aliança bem melhor firmada  em promessas melhores. Porei então minhas leis em suas mentes, as gravarei no seu coração e serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Terei misericórdia de suas faltas e não me lembrarei mais de seus pecados.

Muitas vezes Deus mostrou na condução do povo judeu, por meio dos profetas e santos que Ele é misericordioso e compassivo para com todas as pessoas. Iluminava esses escolhidos sobre sua vontade, seu plano de amor para as pessoas, seus sentimentos para com todos os que queriam seguir seus mandamentos e nem sempre conseguiam.

Esses seus escolhidos que transmitiam ao povo os planos de Deus, muitas vezes se tornavam mediadores, intercessores junto ao Senhor pelo povo a quem assistiam. De modo especial conhecemos esta ação intermediária bem clara em Abraão, em Moisés. E mais tarde pela instituição o sacerdócio nas funções religiosas.

Com a vinda e presença de Cristo, o Filho de Deus que se fez homem, parecendo contradição, Jesus torna-se o mediador perfeito diante do Pai. E as promessas são apresentadas pelo próprio Cristo, e sempre agradáveis a Deus seu Pai. Por isso Jesus disse: tudo o que vocês pediram ao Pai em meu nome, Ele lhes concederá.(Jo 14,13)

Se antes o Senhor afirmava que tinha gravado nos corações de todos suas leis e preceitos, agora com Jesus tão perto, junto com todos,sendo Ele a Cabeça do Corpo Místico, sua Igreja, somos enriquecidos com seus dons e graças especiais para realizar em nós e com os outros seu Reino de Amor.

Os momentos preciosos da manifestação misericordiosa do Senhor, em a Nova Lei é quando buscamos o perdão de nossos pecados no sacramento da Confissão e na participação da Eucaristia.

Na primeira, apresentamos a Jesus, nossos pecados, e Ele com seu sangue nos lava, nos purifica, dá-nos força e coragem para recuperarmos sua presença em nós.

Na Missa, Ele toma sobre si, a cruz de nossos pecados e se apresenta ao Pai por nós e conosco. E envolvidos por seu amor, faz-nos participar da Comunhão de Seu Corpo e Sangue, como forte alimento de nossa fé e incentivo da caridade para com Deus e para com todos.

            Em Marcos, 3, 13-19,  Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. Designou doze para que ficassem com ele para envia-los a pregar com autoridade para expulsar os demônios. Segue os nomes dos doze.

Jesus desceu dos céus para habitar na terra dos homens. E por assim dizer, sua saudade do céu O faz muitas vezes subir a montanha, para ficar mais perto do Pai e só com Ele, decidir sempre novos passos que vai dando pelo bem de todas as pessoas.

Acostumado eternamente na vida comunitariamente com o Pai e o Espírito Santo, agora decide escolher alguns que também com Ele possam dirigir o novo reino, sua Igreja.

Dá a esses escolhidos o nome de apóstolos, embora sempre os chame de meus amigos, os que conviveriam com Ele, seu pensamento seria e é, que eles, iluminados, fortalecidos em sua fé, ardorosos em sua caridade, sejam enviados a outros irmãos.

Dá-lhes poderes divinos, não para eles se sentirem só representantes  dele, mas para beneficiar a todos os que encontrarem ou buscarem pelos caminhos da vida.

Esses apóstolos(=enviados!) são apresentados nominalmente.

O nome identifica a pessoa. E quando é Deus quem dá nome a alguém, é para que também receba uma missão, um trabalho especial.

Como exemplo, Jesus quis mudar o nome de Simão para Cefas, Pedro, pedra,  fundamental em sua Igreja: sobre você eu levantarei minha Igreja, meu povo, meus irmãos mais queridos.(Mt 16,18)

Sempre o nome de cada ser humano que vem a este mundo está gravado na mão e no coração de Deus. Mas os escolhidos, estão com Deus e Deus estará também sempre com eles.

Havia um costume louvável, antigamente de se escolher no batismo para as crianças o nome de um santo. Era para protegê-las e para servir de exemplo de vida para elas.

Mesmo que hoje não se tenha este costume, vale a pena escolher um santo para que nos proteja e sirva de exemplo para nossa vida cristã.

E sempre colocar-nos nas mãos de Nossa Senhora para podermos contar sempre com ela, a fim de seguir o conselho que ela deu no casamento em Caná: Façam tudo o que meu Filho pedir.(Jo 2, 5)