Liturgia diária › 02/12/2019

Ano A – 2ª feira da 1ª Semana do Advento – Evangelho – Mt 8,5-11

Ofício do dia de semana do TAdv. Missa pr. (no Missal depois do 4º Domingo), com Coleta da 1ª semana: Pf do Advento I

Liturgia das Horas
Laudes (manhã) – Vésperas (tarde) – Completas (Noite)

Leituras

1ª Leitura – Is 4,2-6

2Naquele dia, o povo do Senhor terá esplendor e glória,
e o fruto da terra será de grande alegria
para os sobreviventes de Israel.
3Então, os que forem deixados em Sião,
os sobreviventes de Jerusalém, serão chamados santos,
a saber, todos os destinados à vida em Jerusalém.
4Quando o Senhor tiver lavado as imundícies das filhas de Sião,
e limpado as manchas de sangue dentro de Jerusalém,
com espírito de justiça e de purificação,
5ele criará em todo lugar do monte Sião
e em suas assembléias
uma nuvem durante o dia,
e fumaça e clarão de chamas durante a noite:
e será proteção para toda a sua glória,
6uma tenda para dar sombra contra o calor do dia,
abrigo e refúgio contra a ventania e a chuva.
Palavra do Senhor.

Salmo – Sl 121 (122), 1-2. 3-4a. (4b-5. 6-7) 8-9 (R. 1)

R. Que alegria, quando me disseram: ‘Vamos à casa Senhor!

1Que alegria, quando ouvi que me disseram:*
‘Vamos à casa do Senhor!’
2E agora nossos pés já se detêm,*
Jerusalém, em tuas portas.R.

3Jerusalém,cidade bem edificada *
num conjunto harmonioso;
4apara lá sobem as tribos de Israel,*
as tribos do Senhor.R.

4bPara louvar, segundo a lei de Israel,*
o nome do Senhor.
5A sede da justiça lá está *
e o trono de Davi.R.

6Rogai que viva em paz Jerusalém,*
e em segurança os que te amam!
7Que a paz habite dentro de teus muros,*
tranqüilidade em teus palácios!R.

8Por amor a meus irmãos e meus amigos,*
peço: ‘A paz esteja em ti!’
9Pelo amor que tenho à casa do Senhor,*
eu te desejo todo bem!R.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,5-11

Naquele tempo:
5Quando Jesus entrou em Cafarnaum,
um oficial romano aproximou-se dele, suplicando:
6‘Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa,
sofrendo terrivelmente com uma paralisia.’
7Jesus respondeu: ‘Vou curá-lo.’
8O oficial disse: ‘Senhor,
eu não sou digno de que entres em minha casa.
Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado.
9Pois eu também sou subordinado
e tenho soldados debaixo de minhas ordens.
E digo a um : ‘Vai!’, e ele vai;
e a outro: ‘Vem!’, e ele vem;
e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz.’
10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado,
e disse aos que o seguiam:
‘Em verdade, vos digo:
nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé.
11Eu vos digo:
muitos virão do Oriente e do Ocidente,
e se sentarão à mesa no Reino dos Céus,
junto com Abraão, Isaac e Jacó.
Palavra da Salvação

Comentário Monsenhor Paulo Daher

Em Isaías ( 4, 2-6) lemos: profetiza sobre os dias que virão com os sobreviventes da casa de Israel. Depois de purificados, serão protegidos de dia e de noite numa tenda como abrigo seguro.

            As palavras do profeta mostram as faltas do povo e o convida a buscar novos caminhos ao ver os acontecimentos desastrosos havidos. Lembra de que Deus está sempre acompanhando seu povo, corrigindo e ajudando a superar seus desvios.

Embora as palavras do Senhor possam parecer duras, brotam de seu coração desejoso do melhor a todos. Nossa vida às vezes escolhe outros caminhos, seja porque mais nos agradam, seja porque seguimos o que a maioria pensa e faz e temos medo de ser diferentes.

O resultado pessoal é um e já não é bom. Mas quando tem implicações sociais os males se multiplicam.

Sabemos que não existe perfeição, que ao menos haja boa vontade de se querer o melhor. Deus sabe disso e tem paciência, sabe esperar.

Qualquer esforço que fazemos já mostra que não estamos de braços cruzados. Às vezes nossa atenção é com os resultados. E que sejam imediatos. Nossa preocupação faz-nos perder tempo, porque não nos preparamos primeiro para garantir levar adiante.

Nem sempre o resultado que queremos é o que melhor nos convém.

Comparando: quando no seminário os alunos realizavam uma peça de teatro, alguns diziam que o melhor de tudo não era o momento da representação, mas os meses de preparação, em que juntos conviveram para poderem levar a termo a peça.

Revendo: Deus não espera de nós muitas realizações, mas o que pensamos, sentimos em todos os lugares onde convivemos com as pessoas.

As pessoas que trabalham juntas para a construção de uma casa, depois de meses com máquinas, tijolos, madeira, cimento, quando chegam ao termo, sua alegria não é só olhar a casa construída, mas reunirem-se para festejar com comes e bebes sua convivência.

28            Em Mateus 8, 5-11, um oficial romano pediu a Jesus por um seu empregado enfermo. Indo ao seu encontro o oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa mas dize uma só palavra e meu empregado ficará curado…” E continua que ele é obedecido também por seus subalternos. Jesus admirado curou o servo e elogiou a fé do oficial.

Pelos evangelhos percebemos que a presença de Cristo, sua palavra, seus gestos, seu acolhimento a todos, enfim sua maneira de ser e de se apresentar criava confiança em todos. Quebrou as barreiras que separavam as várias classes sociais e religiosas.

Quem quisesse podia se aproximar dele. Seus braços estavam abertos a todos. Seu poder não se limitava só a alguns. Todos são seus filhos. E conhecendo os corações das pessoas procurava como se não soubesse, que manifestassem publicamente sua fé, como este oficial romano.

O que mais toca o coração de Deus é sentir nas pessoas não só uma fé pura e firme, mas um coração aberto às necessidades dos outros como se fossem de sua própria família.

Nada comove tanto a Deus do que perceber em alguém um amor que não se fecha em si mesmo. Como em Deus a alegria é sentir em nós que cultivamos e mantemos a sua imagem em nós em tudo, como nos fez.

Em muitas pessoas hoje, porque a tecnologia avançou muito, abriram-se caminhos inimagináveis. O  coração passou para os dedos manuseando comunicação às vezes fria. Máquinas sofisticadas que nos aproximam para ver, conhecer, descobrir o outro, mas mantendo a distância do calor humano, do abraço fraterno, do peito que acolhe a cabeça preocupada.

Às vezes tenho a impressão de que estamos vivendo e convivendo com atores de circo, no faz de conta de caras de palhaços. Rimos para não chorar.