Lectio Divina, Notícias › 23/02/2018

Lectio Divina – 6ªfeira da 1ª Semana da Quaresma

Em Ezequiel 18, 21-28, o recado de Deus é que os que erraram, se se arrependerem serão ouvidos. Os justos que se desviarem, não.

Deus é Pai compreensível. Tudo o que precisamos temos à nossa dispo-sição. Tanto em nós mesmos pelas qualidades que dele recebemos como também em nossa própria vida devemos reconhecer que Deus cuida de nós.

Um ponto importante é que com tantas possibilidades que favorecem nossa caminhada, Ele sempre está à nossa disposição, mas espera nossa resposta, a decisão é de nossa vontade e liberdade.

E como a visão que temos do ontem, do hoje e do amanhã é um tanto distorcida, nem sempre acertamos em nossas escolhas.

Mesmo assim por muitos meios o Senhor nos conduz e esclarece, nos apresenta também suas propostas. E está disposto a nos ajudar.

Nossas más escolhas são de total vontade nossa! Pois o Senhor como bom educador não nos força a fazer nada. Ele fala, orienta, põe-se à nossa disposição, mas a decisão final é nossa e de nossa responsabilidade.

É por isso que o profeta aqui coloca-nos o pensamento do Senhor  sobre o juízo que faz de cada pessoa. Quem não segue o que é certo, percebendo o erro que cometeu pode voltar atrás. Será acolhido.

Quem sempre buscou o melhor, seguiu as propostas de Deus e depois volta atrás, não aceitando mais a vontade de Deus, não pense que o Senhor vai julga-lo pelo passado tão correto. Ele tem agora a responsabilidade do erro que está cometendo. E se se mantiver no caminho distante de Deus, o tempo tão fiel do passado já não conta e sempre apontará no remorso.

O passado longe de Deus quando é reconsiderado e retoma o caminho na direção do amor de Deus, tem muito merecimento. Pois a lembrança dele incomoda bastante e faz derramar lágrimas de arrependimento como aconteceu com Santo Agostinho.

O passado vivido na casa do Senhor quando é esquecido e busca outros senhores, vai morder a consciência a todo o momento antes de ser julgado pelo Senhor.

Não cansemos a misericórdia e paciência de Deus. Digamos com S. Felipe Neri: Senhor, toma conta de mim, senão eu posso me afastar de Ti.

Em Mateus 5, 20-26, Jesus chama à atenção das pessoas sobre a maneira como os chefes religiosos apresentavam os preceitos do Senhor sem os seguirem de fato.  E insiste em que antes de tudo devemos acolher a todos como irmãos. E diz que se estivermos no altar para oferecer sacrifício e estamos devendo amor ao irmão, antes temos de nos reconciliar para depois oferecer o sacrifício.

Muitas vezes Jesus fala sobre a importância do amor ao próximo.

Relembra que este mandamento é ligado ao primeiro que é amar a Deus. E mesmo, escreve S. João: quem diz que ama a Deus a quem não vê, e não ama ao próximo a quem vê, é mentiroso.(1Jo 4,20)

O amor é apresentado por escrito, na arte, por todos os meios.

Podemos dizer que é a pedra mais preciosa que Deus colocou no coração do ser humano.

Embora desgastada de tantas maneiras, ele sempre renasce, reaparece no coração das crianças.

É a reserva moral natural sempre renovada. É ainda um oásis para o relacionamento humano sincero.

Quanto temos de aprender com as crianças em sua simplicidade e sinceridade ingênua.

O amor é fator importante na nossa vida tanto quando o sangue é para nossa vida e saúde. Merece todo o cuidado e atenção.

Todas as qualidades que temos se enfraquecem ou perdem seu sentido se faltar o amor. Tudo o que pensamos, sentimos e realizamos parece comida sem sal se não for envolvido pelo amor. Ele conserva a temperatura necessária para conservar  nossa vida.

Uma experiência simples em nossa vida é quando estamos muito alegres e felizes, de bom humor, tudo muda em nós. É um reflexo do amor que traz bem estar e tranquilidade mesmo quando temos problemas.

A prova do apreço que Deus dá ao amor e ao bom relacionamento com os outros é de não oferecer nada a Deus antes de se reconciliar com o irmão. Ninguém deve se apresentar sozinho diante de Deus. Não vai ser recebido.

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