Lectio Divina, Notícias › 22/02/2018

Lectio Divina – 5ªfeira da 1ª Semana da Quaresma

Na 1ª carta de Pedro 5, 1-4, o apóstolo recomenda aos pastores do rebanho de Deus, como testemunhas dos sofrimentos de Cristo, cuidem bem dos que lhes foram confiados. Receberão no final a coroa da glória.

Jesus deixou-nos sua Igreja com tanta riqueza espiritual. E os responsáveis: bispos, padres, religiosos, são os que nos trazem as graças de salvação pela Palavra, pelos sacramentos, pelo zelo apostólico.

Se eles forem fieis, Jesus continua sua ação salvadora. Se não, parecerá que tudo foi em vão.

  1. Pedro aponta a razão e a intenção de todo o trabalho apostólico da Igreja por meio de seus responsáveis: ser testemunhas dos sofrimentos de Cristo. Que quer dizer com isso?

Não só para que apresentem a pessoa do Cristo Deus e Homem, em sua presença na Palestina e na assistência à sua Igreja e aos fieis para sempre, mas com a razão do mistério de nossa salvação: os sofrimentos finais de Cristo.

Fomos resgatados por toda a vida humana do Senhor, em sua tranquilidade nos trinta anos em Nazaré com Maria e José, nos três últimos anos em seu zelo incansável por toda a região da Palestina e pelo final trágico de sua vida, assinalado pela crucificação. E na última forma de demonstrar o poder do Filho de Deus: por sua ressurreição e resgate dos apóstolos a quem com o envio do Espírito Santo iniciou o novo tempo de Salvação: sua Igreja.

A Igreja de Cristo por meio dos seguidores do Senhor, de modo especial os pastores manifesta a vontade de Deus de chamar de novo todos os seus filhos para recompor a grande família humana abençoada por Deus.

A Igreja de Cristo é a mensageira direta de todo o Amor do Pai por seu Filho Jesus na ação visível das graças de Deus para todos.

Em Mateus 16, 13-19, em Cesareia Jesus pergunta sobre o que pensam dele, Os apóstolos dizem: o Batista, ou um dos profetas. E vocês? Pedro diz:” Tu és o Messias, o filho do Deus vivo.” E Jesus diz a Pedro: “ Tu és  Pedro sobre você vou construir a minha Igreja. O que ligares na terra será ligado nos céus.”

Jesus durante os três últimos anos prova seus apóstolos e discípulos em vários momentos críticos, como a testar a fé que tem.

Depois de tempo suficiente para terem noção do que querem, seguin-do-o, agora diretamente quer saber, ou melhor já sabia, mas quer que o falem, o que eles pensam quem Ele é e porque o seguem assim tão seguros.

O pescador Pedro que parecia líder deles, logo avança para apresentar uma afirmação que não é dele, mas inspiração divina.

Messias, nome dado por alguns profetas no sentido de o Ungido, da família do rei Davi, Enviado de Deus para a libertação do povo. Jesus nos três últimos anos afirma muitas vezes que é enviado pelo Pai para nos trazer de volta para a Família de Deus.

E acrescenta: o Filho do Deus vivo. Não só o Messias, o Cristo anunciado e esperado pelos judeus, o descendente do rei Davi, mas o próprio Filho do Deus vivo.

Muitas vezes também acontece conosco diante de algo que está a exigir de nós uma fé segura, Deus espera que expressemos nossa confiança n´Ele afirmando com toda a certeza que O aceitamos também naquele momento.

É o que Jesus espera do pai que lhe vem pedir a cura para seu filho e diz: se podes vem em nosso auxílio. E Jesus: tudo é possível para quem crê. O pai logo diz: eu creio, mas aumenta a minha fé. (Mc 9, 22s)

A resposta de Pedro deu ocasião a Jesus de declarar o que já tinha decidido. Que Pedro seria o responsável maior por sua Igreja.

Este trecho que nossa Igreja faz-nos ler na comemoração da chamada Cátedra de S. Pedro, lembra-nos que nossa Igreja é divina e que Cristo deu poder a Pedro e hoje ao Papa, aos apóstolos e hoje os bispos e sacerdotes, de O apresentarem como o Salvador e continuarem a presença redentora de Cristo a todas as pessoas.

Eu creio, Senhor, em tua Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica

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