Lectio Divina, Notícias › 28/02/2018

Lectio Divina: 4ªfeira da 2ª Semana da Quaresma

Em Jeremias 18, 18-20, os adversários de Jeremias combatiam o profeta. O profeta pede ao Senhor que o socorra. Eu fui pedir por eles, para aplacar vossa justiça.

Os profetas, pessoas de Deus, tem de transmitir ao povo o que o Senhor manda, sejam benefícios, sejam admoestações e também “ameaças”, por isso encontram pessoas que não os aceitam e até os perseguem.

De um lado são mensageiros de Deus para o povo, de outro são intercessores pedindo ao Senhor clemência sobre os faltosos.

São fatos da história do povo de Deus antes de Cristo. Alguém poderia perguntar: e hoje como é? É igual. Em todos os tempos a presença e ação de Deus por meio de seus amigos para seus filhos não terminou, nem se esgotou a misericórdia do Senhor para com todos nós.

E não se realiza somente na vida dos que conhecem a Deus e o aceitam. A misericórdia divina é para com todas as pessoas do mundo inteiro. Pertençam à que cultura e religião for.

A Igreja católica é privilegiada não por merecer ser atendida, mas porque nela é mais clara e conhecida a presença do Senhor e suas manifestações visíveis. Mas a todas as pessoas porque são filhos de Deus, o Senhor tem seus meios de mostrar-lhes seus cuidados.

Na história de nossa Igreja conhecemos muitos casos de pessoas de lugares onde quase não há conhecimento e vivência do cristianismo e Deus escolhe alguns para serem exemplos de que sua misericórdia é infinita e para todos. Leia a história de Santa Bakhita do Sudão, do sr. Cardeal Lugambwa, também na África, dos santos mártires coreanos etc.

Por isso não sejamos só amigos de pessoas religiosas. Embora vivamos em cidades em que o cristianismo se manifesta publicamente, há pessoas que antes participavam da religião e hoje estão afastadas de Deus e há pessoas também que nada sabem sobre Deus e podem viver uma vida honesta e outros que olham talvez a religião como um clube qualquer de pessoas atrasadas em seus pensamentos e vida, porque não evoluíram, ainda não chegaram aos nossos tempos.

Preocupe-se com estes últimos. Pense como ao menos apresentar a imagem da bondade e amor de Deus para conosco…

            Em Mateus 20, 17-28, indo a Jerusalém, Jesus diz que o Filho do homem será entregue aos sacerdotes e mestres da lei, que o condenarão à morte. Sofrerá, mas vai ressuscitar.  A mãe dos filhos de Zebedeu pediu que no reino, seus filhos sentassem em lugar de honra a seu lado. Jesus pergunta se iriam poder beber do cálice que ele beberia. Disseram que sim. Jesus disse: sei que beberão. Mas este lugar de honra só meu Pai o pode dar. Os outros discípulos não gostaram deste pedido. Jesus lhes diz que isso não pode acontecer entre eles. Quem quiser ser grande seja o servidor de todos. Pois o Filho do homem não veio para se servir mas para servir e dar sua vida por todos.

Os evangelhos são verdadeiros e nos transmitem de fato como tudo aconteceu com Jesus, sem exagerar nem idolatrar os seguidores de Cristo.

Jesus viveu a vida comum do povo judeu de seu tempo. e o trabalho que teve com os discípulos e apóstolos não os transformou de imediato.

O que Jesus quer realizar com as pessoas em geral respeita o que cada um é, com suas qualidades e falhas.

Tendo visto e aprendido tantos ensinamentos da parte de Cristo, vem essa mãe, como todas as mães ciosas de dar o melhor a seus filhos, e faz um pedido ambicioso para eles. Jesus não se aborrece, nem se sente decepcionado. Comenta e dá a melhor solução.

E os outros apóstolos iguaizinhos a nós, reagem…

Jesus aproveita para colocar as coisas no seu devido lugar. O que cada é e pode ser em seu reino com tudo o que receberam de Jesus, não é ser mais que os outros.

O que Jesus espera de seus escolhidos é que não busquem a posição social ou de privilégio, mas o poder trabalhar, empenhar-se. Como na vida das pessoas. Quem tem muitas qualidades não é para ser mais que os outros, nem se orgulhar de sua posição. É entender que tudo o que somos e temos deve estar a serviço dos outros.

E se pensarmos melhor, conviver com as pessoas é ter a possibilidade de manifestar que nossas qualidades são tão boas que podemos ajudar a todos os que precisam de mim. Sem os outros somos nada. Não adianta nada um médico ser muito competente em sua profissão se não houver pessoas que precisem dele para sua saúde. Se for para um lugar onde a saúde é perfeita, as pessoas quase não ficam doentes, de que valerá toda a sabedoria que tem e estudos que fez.

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