Simpósio sobre o Servo de Deus: Cardeal Van Thuân

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O Seminário Nossa Senhora do Amor Divino e o Centro de Teologia e Humanidades da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), realizaram na noite do dia 12 de junho de 2019, um Simpósio sobre o Servo de Deus o Cardeal François-Xavier Nguyên Van Thuân. As conferências no Simpósio foram apresentadas pelo Padre Denis de Souza Bispo e pelos diáconos Pablo Freitas e Thomaz Gimenez.

O Simpósio contou com a participação de todos os seminaristas diocesanos, com as irmãs da Arca de Maria, leigos e os membros da Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém. Além deles, também estiveram presentes o Bispo da Diocese de Petrópolis, Dom Gregório Paixão, OSB, o reitor do Seminário, Padre Luiz Henrique Veridiano e o vice-reitor, Padre Tiago José dos Santos Rebello e os sacerdotes Padre Francisco Montemezzo, Padre Thiago de Freitas, Padre Anderson Machado Rodrigues Alves e Padre Guilherme Silva dos Santos.

Padre Dênis de Souza falou sobre todo o processo para que a Igreja declare alguém santo, para que seja canonizado. Ele afirmou que o processo é sério e por isso às vezes leva anos para que tudo seja confirmado e aceito pela Igreja. Ainda segundo Padre Denis, todo o processo desde o início, ainda na Diocese tem que seguir uma série de normas e quando o processo é aceito pelo Vaticano, se houver qualquer dúvida ou erro no seu formato, o processo retorna para que seja corrigido.

Durante sua exposição, Padre Denis ressaltou a seriedade do processo, desmentido que para canonizar alguém precisa de muito dinheiro. De acordo com ele, o precisar de dinheiro é porque, dependendo da pessoa que será canonizada, o postulador da causa, a pessoa que está à frente do processo precisa viajar para os locais onde o possível santo viveu para obter informações sobre sua vida e virtudes.

O Diácono Thomaz Gimenez apresentou o contexto no qual viveu o Servo de Deus, Cardeal Van Thuân, ressaltando que era um ambiente dominado pelo comunismo e por isso os cristãos viviam sobre pressão e muitos foram martirizados. O Diácono Pablo Freitas falou sobre o testemunho de santidade do Cardeal Van Thuân, principalmente o período em que esteve preso, quando consolidou sua fé em Cristo e como influenciou inclusive seus carcereiros.

A palavra final foi de Dom Gregório Paixão que lembrou um dos encontro do Cardeal Van Thuân, quando se encontrou com o Sumo Pontífice, ele se ajoelhou e o Papa João Paulo II não permitiu, “por ser ele uma testemunha viva da fé em Cristo”. O bispo diocesano ressaltou ainda que o Servo de Deus conseguiu cumprir em sua vida aquilo que Deus pede a todos, “que possamos amar a todos”.

Biografia de Van Thuân – O cardeal Van Thuân nasceu no Vietname em 1928, tendo sido ordenado sacerdote em 1953 e nomeado bispo da Diocese de Nha Trang, no centro do país, em 1967.

Mais tarde seria nomeado arcebispo coadjutor de Saigão em 1975, o que lhe valeu a perseguição pelo governo comunista e a prisão até ao ano de 1988.

Foi Presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz entre 1998 e 2002, tendo falecido em Roma no dia 16 de Setembro de 2002.

Durante a sua estada na prisão, “o cardeal Van Thuân tornou-se no mais perigoso dos prisioneiros, porque transformava e convertia os guardas”, assinala em setembro o presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, Pedro Vaz Patto, numa sessão organizada pela Fundação AIS, sobre a vida do novo beato da Igreja católica.

Na apresentação do livro «François-Xavier Nguyên Van Thuân – Homem de esperança, caridade e alegria», editado pela Fundação AIS e escrito por Luisa Melo e Waldery Ilgeman, Pedro Vaz Patto comparou o “calvário do Cardeal” ao sofrimento e às perseguições dos cristãos nos dias de hoje.

“A prisão do cardeal Van Thuân, por causa da sua fé e da sua missão de pastor, faz dele mais um exemplo de como um sistema político que nega Deus e combate a religião (neste caso o comunismo ateu) acaba por negar a dignidade da pessoa humana e os seus direitos fundamentais”.

 

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