Paróquia do Rosário inaugura memorial Monsenhor Gentil

A Paróquia Nossa Senhora do Rosário, ao abrir o jubileu dos 40 anos de sua fundação, homenageia amanhã (7/09), Monsenhor Francisco Gentil Costa que tem entre suas obras a construção da Igreja do Rosário e a finalização da Catedral São Pedro de Alcântara. No entanto, são obras vão muito mais além, pois ao longo do período em que esteve atuando em Petrópolis, interagiu com a sociedade petropolitana e principalmente com os mais carentes.

Para homenagear Monsenhor Gentil será apresentada uma exposição sobre a vida e obra deste sacerdote, às 18h30, na Escola Paroquial que leva seu nome e fica instalada na Igreja do Rosário. As 19h30 será celebrada a missa com benção do memorial, onde será depositado os restos mortais de Monsenhor Gentil.

O atual pároco da Paróquia do Rosário, Padre Luiz Garcia Mello disse que a homenagem é muito justa, ressaltando as diversas iniciativas de Monsenhor Gentil em prol de Petrópolis e para Diocese de Petrópolis, pois trabalhou arduamente para sua instalação em 1948, com a posse do primeiro bispo, Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra. Padre Luiz Mello, com apoio de algumas pessoas, resgatou a história de Monsenhor Gentil, lembrando um artigo do Monsenhor Mário Correa Ferreira, de onde foi tirado o título “Herói não pode ser esquecido”, que dá nome ao livro com a história da vida e obra de Monsenhor Gentil, editado pela Paróquia do Rosário.

No prefácio do livro, Padre Luiz Mello afirma que ao buscar detalhes sobre a vida de Monsenhor Gentil ficou impressionado, pois foram 54 anos (1928/1982) dedicados a Igreja e a cidade de Petrópolis. Entre as suas muitas atividades está a conclusão das obras da Catedral com a construção da torre, mausoléus, capela do Batismo, vitrais, órgão e outras intervenções necessárias. Ele foi responsável pela aquisição do Palácio Episcopal (residência do bispo), criação da UCP, construção e manutenção do Seminário Diocesano e muitas outras obras sociais e espirituais.

Francisco Gentil da Costa nasceu em 5 de setembro de 1898, em Parati e foi ordenado sacerdote em 24 de setembro de 1921, na Arquidiocese de Niterói. Em 1924 foi secretário do Bispado de Niterói e em 2 de setembro de 1928, nomeado vigário de São Pedro de Alcântara e em 3 de setembro de 1946, nomeado vigário geral da nova Diocese de Petrópolis. Com a posse do primeiro bispo, Dom Manoel Cintra, Monsenhor Gentil em 30 de maio de 1948 é nomeado Vigário-Geral da Diocese de Petrópolis.

Durante este período, até seu falecimento em 2 de abril de 1982, Monsenhor Gentil realizou diversas atividades, entre elas a construção da Igreja do Rosário, concluída em 30 de abril de 1978 e elevada a Paróquia em agosto de 1980. No campo da fé, além dos trabalhos de orientação espiritual de um grande número de fiéis, crianças, jovens e adultos, Monsenhor Gentil foi um dos responsáveis pela organização de dois congressos eucarísticos ocorridos em Petrópolis.

O primeiro em maio de 1943, quando a cidade ainda pertencia a Arquidiocese de Niterói e em maio de 1955, quando já era Diocese de Petrópolis. Em ambos, Monsenhor Gentil teve uma brilhante junto ao povo levando toda sociedade petropolitana a participar ativamente. O primeiro Congresso Eucarístico (1943) aconteceu em comemoração ao centenário de Petrópolis e teve como tema “O pão dos anjos – pão dos homens, a Eucaristia e a sociedade cristã”.

Na inauguração dos trabalhos do Secretariado do Congresso de 1943, Monsenhor Gentil em seu discurso afirma: “quem há de inspirar também o trabalho da colheita desta messe promissora, arrastando assim todas as almas aos pés de Nossa Senhor Eucarístico e convencendo os nossos paroquianos de que só há uma solução para os grandes problemas sociais da vida – a Eucaristia! E só há uma solução para que reine Nosso Senhor nas almas e na sociedade – a comunhão frequente e quotidiana! Este é o fruto que queremos obter do Congresso”.

O mesmo entusiasmo manteve Monsenhor Gentil com a realização do Congresso Eucarístico Diocesano em 1955. Em entrevista a imprensa da cidade, ele disse: “Depois de percorrer todas as paróquias, Nossa Senhora do Amor Divino, a primeira peregrina do Congresso”.

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