Artigos, Lectio Divina › 11/08/2018

Homens de pouca fé

Em Habacuc 1, 12-2,4, o profeta lembra que Deus é vida e justiça, não aceita o mal. No entanto há gente que não o é. E faz o que quer e pensa que tudo lhe é devido. Agradece aos deuses com incenso,  Mas o Senhor diz que está atento. Tudo tem um fim, no prazo certo. Quem não age correto vai morrer, mas o justo vive por sua fé.

Aqui o profeta foi direto e quer cortar o mal pela raiz.

Deus tenta ajudar, suporta nossas atitudes quase infantis e desafiadoras. Chega um momento em que provocamos um dilúvio ou o fogo desce do céu e arrasa Sodoma e Gomorra, ou deixa a cruz suástica dominar, para depois reduzi-la a país  dominado, gente sem pátria.

Deus é vida e justiça. O Senhor é origem de todo o ser que existe e de modo especial dos seres vivos que dão resposta a Deus com seu nascer, crescer, desenvolver e os seres humanos ainda respondem com a mesma linguagem de Deus.

Deus é justiça,  corresponde à verdade. Afirmação do que da parte de Deus nada fere o que é bem para nós. Nós nem sempre enxergamos assim, somos mais inclinados ao que nos interessa no momento. Mesmo  que isso às vezes não respeite os outros como são e merecem ser tratados. E no que se refere a nós, o que sentimos se apresenta com mais força do que a verdade que nossa inteligência e consciência apresentam.

Quem não age correto vai morrer, mas o justo vive por sua fé. Esta vida que morre  significa também: perde o sentido. Chega ao ponto de nem saber o que estamos fazendo aqui na terra.

Em Mateus 17, 14-20, um senhor chegou a Jesus pedindo por seu filho que sofria ataques fortes, joga-se até na água e no fogo. Pedira aos discípulos. Eles nada puderam. Jesus reclama da falta de fé de muitos. Ameaçou o demônio e o menino ficou curado. Os discípulos perguntaram porque não o tinham conseguido. Jesus diz que a fé deles era pequena. Se tiverem fé mais forte, mesmo como uma semente de mostarda, dirão a esta montanha: “Vai daqui para lá e ela obedecerá. Nada lhes será impossível.”

A vida sempre apresenta lições práticas para nós. O que aconteceu no tempo de Jesus continua a acontecer até hoje: temos possibilidade de sobrevivência, mas o caminho nem semrpe está aberto ou livre. Esbarramos a todo o momento em obstáculos. Temos capacidade de supera-los, seja procurando soluções, seja mesmo sendo pacientes para suportar nossas fragilidades.

Um dos recursos que temos é a nossa fé que nos leva a pedir a Deus poderoso que nos livre do mal que nos atormenta.

Jesus com sua resposta aos apóstolos quer ensinar-nos que muitas vezes não basta querer a solução, mas devemos pedi-las com mais oração. Insistir na oração pode ser remédio para ter paciência da espera. Mesmo que não consigamos, ao menos nos desperta a buscar mais a presença de Deus em nossa vida.

Nem sempre valorizamos a fé. Às vezes nem a entendemos. Embora seja uma virtude, um dom, uma força que vem de Deus e a Ele faz-nos dirigir nossa confiança, temos de fortalecer as razões que nos levam a crer em Deus.

Pela fé aceito Deus, Senhor de tudo o que existe, poderoso e que deseja e pode ajudar-nos a acompanha-lo sempre. Principal-mente diante de um mal que julgamos impossível afastar. Deus vence tudo por amor a nós, porque nos ama como filhos queridos.

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