“Toda hora, todo dia, de mãos dadas com Maria”.
Padre José Carlos Medeiros (Pe. Quinha)

 

O dia 18 de cada mês foi escolhido para ser o dia de oração pelas obras do Padre Quinha.

É um dia para que possamos oferecer a Deus, com a intercessão da Virgem Maria, o louvor e ação de graças pela Oficina de Jesus e todos os trabalhos pastorais e movimentos que tinham a presença do Padre Quinha.

É um dia também para pedirmos a Deus, que possa nos conceder uma graça, conforme a sua santa vontade, por  intercessão do Padre Quinha.

 

Inicio: Faça o sinal da Cruz
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo

Agora faça seu oferecimento

Reze o Salmo 22

1.O Senhor é meu pastor, nada me faltará.

2.Em verdes prados ele me faz repousar.
Conduz-me junto às águas refrescantes,

3.restaura as forças de minha alma.
Pelos caminhos retos ele me leva,
por amor do seu nome.

4.Ainda que eu atravesse o vale escuro,
nada temerei, pois estais comigo.
Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.

5.Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos.
Derramais o perfume sobre minha cabeça,
e transborda minha taça.

6.A vossa bondade e misericórdia hão
de seguir-me por todos os dias de minha vida.
E habitarei na casa do Senhor por longos dias.

Ave-Maria, Pai Nosso e o Glória.

Toda hora, todo dia, de mãos dadas com Maria.

 

1ª Meditação – Mateus 9,9-13

“9.Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas. Disse-lhe: “Se­gue-me”. O homem levantou-se e o seguiu.* 10.Como Jesus estivesse à mesa na casa desse homem, numerosos publicanos e pecadores vie­ram e sentaram-se com ele e seus discípulos. 11.Vendo isso, os fariseus disseram aos discípulos: “Por que come vosso mestre com os publi­canos e com os pecadores?”. 12.Jesus, ouvindo isso, respondeu-lhes: “Não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes. 13.Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício (Os 6,6). Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.

2ª Meditação – João 8,3-12

“3.Os escribas e os fariseus trou­xeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério. 4.Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: “Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério. 5.Moisés mandou-nos na Lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu sobre isso?”. 6.Perguntavam-lhe isso, a fim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra. 7.Como eles insistissem, ergueu-se e disse-lhes: “Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra”.* 8.Inclinando-se novamente, escrevia na terra. 9.A essas palavras, sentindo-se acusados pela sua própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele. 10.Então, ele se ergueu e vendo ali apenas a mulher, perguntou-lhe: “Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?”. 11.Res­pondeu ela: “Ninguém, Senhor”. Disse-lhe então Jesus: “Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”. 12.Falou-lhes outra vez Jesus: “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

3ª Meditação – Lucas 19,2-10

“2.Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos. 3.Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque era de baixa estatura. 4.Ele correu adiante, subiu a um sicômoro para o ver, quando ele passasse por ali. 5.Chegando Jesus àquele lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: “Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa.” 6.Ele desceu a toda a pressa e recebeu-o alegremente. 7.Vendo isso, todos murmuravam e diziam: “Ele vai hospedar-se em casa de um pecador…”. 8.Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: “Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo”. 9.Disse-lhe Jesus: “Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão. 10.Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

4ª – Meditação – Mateus 19,16-22

“16.Um jovem aproximou-se de Jesus e lhe perguntou: “Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?”. Disse-lhe Jesus: 17.“Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só Deus é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”.* – 18.“Quais?” – per­guntou ele. Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, 19.honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo”. 20.Disse-lhe o jovem: “Tenho obser­vado tudo isso desde a minha infância. Que me falta ainda?”. 21.Respondeu Jesus: “Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!”. 22.Ouvindo essas palavras, o jovem foi embora muito triste, porque possuía muitos bens.”

5ª Meditação – Lucas 15,11-32

“11.Disse também: “Um homem tinha dois filhos. 12.O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. 13.Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. 14.Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. 15.Foi pôr-se a serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. 16.Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 17.Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância… e eu, aqui, estou a morrer de fome! 18.Vou me levantar e irei a meu pai, e lhe direi: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; 19.já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. 20.Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, o abraçou e o beijou. 21.O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22.Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. 23.Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. 24.Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa. 25.O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26.Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. 27.Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo. 28.Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. 29.Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. 30.E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo! 31.Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32.Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado”.

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A Associação Oficina de Jesus, teve ínicio no ano de 1997, quando o Pe. Quinha, desenvolvendo um trabalho com os mais necessitados, se deparou com uma situação que muito o preocupou: o problema dos dependentes de álcool.

Depois de profundos momentos de oração, partilhando com alguns paroquianos, decidiu dar início a um trabalho que inicialmente nem sabia como fazer. Começaram a conversar com moradores de rua dependentes de álcool, e também aqueles que tinham família e onde morar, porém viviam essa triste realidade.

Foi realizado um encontro de cinco dias com setenta dependentes, onde rezamos e falamos da importância de conhecerem o Evangelho. Para continuarmos a acompanhá-los organizamos um grupo e começamos a nos reunir semanalmente na Paróquia, com o objetivo de orientar e dar apoio.

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O Padre José Carlos Medeiros Nunes, o Pe. Quinha, faleceu na madrugada do dia 18 de janeiro de 2013. Ele estava na casa da família quando teve um enfarto fulminante, de acordo com nota divulgada pela Diocese de Petrópolis.

O corpo será levado para a Igreja Santa Luzia, na Laginha, em Itaipava, onde será velado até às 20h. Em seguida, será transladado para a Igreja São José, de Itaipava. A missa de corpo presente será presidida pelo bispo diocesano Dom Gregório Paixão amanhã (19), às 11h, e o sepultamento acontece em seguida.

Padre Quinha nasceu em Petrópolis em 01/07/1956. Sacerdote Diocesano por mais de 15 anos, foi incentivador do Grupo Assistencial SOS VIDA e da Pastoral da AIDS na diocese de Petrópolis, além de fundador da Associação Oficina de Jesus. Foi vigário nas paróquias de Corrêas, Itamaraty e Catedral. Dirigiu seu Ministério aos menos favorecidos, sejam doentes, encarcerados e dependentes químicos. Fundou a Associação Oficina de Jesus para cuidar dos dependentes de álcool e drogas, trabalho realizado em dois sítios: Nossa Senhora do Sorriso e Nossa Senhora das Graças.

O padre recebeu a Medalha Koeler e o título de Vigário da Caridade pelos serviços prestados. Fundou também uma entidade de reciclagem. Desde a juventude envolveu-se com movimentos com os jovens, onde descobriu a sua vocação para o Sacerdócio. Além dos sítios, fundou três casas para acolher os irmãos de rua.